quinta-feira, 30 de agosto de 2007

LINHA DE AÇÃO

A JPS Estadual seguirá de maneira sóbria e coerente defendendo que o partido discuta seriamente linhas construídas para a coligação que recebe o nome de tríplice aliança e que tem o PPS como o primo pobre, título não dado por nós mas pelos dirigentes dos partidos mais aglutinados que através da ação excludente fere o princípio criado pelo prórpio governador Luiz Henrique, e não será somente sobre cargos e espaços que do ponto de vista partidário devemos nos ater, a análise deve tem um contexto muito mais profundo e do que pensamos nortear a ideologia do partido.
Discutir internamente sim, e quando as notícias começam a retumbar na mídia significa que o sinal de alerta deve ser soado e os dirigentes e aqui a juventude se coloca no seu papel de co-responsabilidade, saber definitivamente o que o PPS terá neste governo descentralizado.e qual sua contribuição quanto agremiação partidária
Este Blog é público, as notícias que são veiculadas e devidamente registradas suas procedências tem caráter de acesso à informação, democracia lembram? Se estamos omissos ou equivocados quanto partido ou juventude nas suas ações, que sejam discutidas à exaustão e dadas suas decisões publicidade necessária, afinal, se a tampa já não suporta mais o leite que transborda é invevitável que a leiteira verta sem parar, e neste caso se existe isso internamente que a direção se reúna seguidamente até a decisão final, seja ela qual for, como este Blog já se manifestou anteriormente diversas vezes.
Se o objetivo foi alcançado deste veículo de informação e de espaço democrático ( notícias sejam quais elas podem ser publicadas) para provocar a discussão e o debate, e assim prestarmos quanto partido uma produção de linhas lógicas da nossa participação deste ou de outros governos municipais, a JPS que detém a moderação continuará assim promovendo a publicação de noticiários, para o bem ou para nossa reflexão interna.

DEPUTADOS RELEGADOS AO OSTRACISMO


BRASÍLIA. A decisão de anteontem do Supremo Tribunal Federal (STF) de acolher a denúncia contra os integrantes do mensalão transformou cinco dos 40 acusados em deputados-zumbis. Além de terem passado à condição de réus, José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Paulo Rocha (PT-PA), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) enfrentarão na Câmara o desafio de impedir que o processo prejudique o exercício de seus mandatos.
Deputados governistas declaram que as vidas parlamentares dos colegas não serão alteradas porque os acusados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, não podem ser tratados como se já tivessem sido condenados. Nos bastidores, no entanto, reconhecem a constatação alardeada pela oposição: o grupo tende a perder representatividade no Congresso.
Para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), a decisão do Supremo reduz a legitimidade dos cinco colegas:
- Eles terão grandes problemas, mas os grandes prejudicados são o governo do PT e seus aliados.
Ex-presidente da Casa, João Paulo Cunha tinha como objetivo se fortalecer dentro do PT e ser eleito o presidente do partido no Estado de São Paulo. Depois de ter virado réu pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato, passou a ter dificuldades em obter o apoio. Já Genoino, ex-presidente da legenda, deve submergir. Foi enquadrado nos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Os dois não comentaram o resultado do julgamento do STF.
Paulo Rocha, ex-líder do PT na Câmara, também evita a imprensa.
- Deixa isso para a Justiça - desconversou o deputado do Pará, acusado de lavagem de dinheiro. - A minha atuação não muda.
Pedro Henry era líder do PP na época do escândalo. Enfrentará ação penal pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O deputado é conhecido por atuar nos bastidores. A assessoria de imprensa de Henry informou que ele permanecerá trabalhando na Câmara para atender às demandas das prefeituras da região Oeste do Mato Grosso e dos habitantes de Cuiabá.
Embora também relegado à difícil condição de réu (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva), Valdemar Costa Neto mantém-se forte no PR. O deputado é respeitado pelos colegas de partido por não ter revelado a quem repassou os R$ 10,8 milhões que recebeu do esquema para garantir o apoio da legenda ao governo. Costa Neto também recusou-se a conceder entrevista. Limitou-se a dizer que não alterará sua rotina.
- O fato de alguém ser denunciado ou responder a um processo não quer dizer que está condenado. Se for condenado, aí sim a vida política dessa pessoa explode - argumentou o vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), antes de lembrar que há muitos parlamentares respondendo a ações penais.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

CURTO E GROSSO

Mobilização
Ao classificar o governo do Estado de intransigente os trabalhadores na Agricultura, que ainda não conseguiram o reajuste salarial solicitado, estão marcando para amanhã uma manifestação em Lages, que vai durar todo o dia. Panfletos serão distribuídos explicando as reivindicações e faixas estendidas no local: Uma delas diz o seguinte: “Secretário Gavazzoni: Os trabalhadores da Agricultura exigem proposta decente e não ameaças!”

terça-feira, 28 de agosto de 2007

QUEM SÃO OS RÉUS PELO STF - CASO MENSALÃO

Anderson Adauto (ex-ministro dos Transportes)corrupção ativa e lavagem de dinheiro
Anita Leocádia (assessora do PT)lavagem de dinheiro
Antônio Lamas (membro do PL)corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Ayanna Tenório de Jesus (ex-diretora do Banco Rural)gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Bispo Rodrigues (membro do PL)lavagem de dinheiro e corrupção passiva
Breno Fishberg (sócio da Bonus-Banval)lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Carlos Alberto Quaglia (sócio de Valério)formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Cristiano Paz (sócio de Valério)corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT)corrupção ativa e formação de quadrilha
Duda Mendonça (publicitário)lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Emerson Palmieri (ex-tesoureiro do PTB)lavagem de dinheiro e corrupção passiva
Enivaldo Quadrado (dono da Bonus-Banval)lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Geiza Dias (funcionária de Valério)lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas
Henrique Pizzolato (ex-diretor de marketing do Banco do Brasil)corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro
Jacinto Lamas (membro do PL)lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha
João Paulo Cunha (ex-presidente da Câmara)peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva
João Magno (ex-deputado pelo PT)Lavagem de dinheiro
José Borba (ex-deputado do PMDB)corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Carlos Genu (assessor parlamentar de Janene)formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil)corrupção ativa e formação de quadrilha
José Genoino (ex-presidente do PT)corrupção ativa e formação de quadrilha
José Janene (ex-líder do PP na Câmara)formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Luiz Alves (chefe de gabinete de Adauto)lavagem de dinheiro
José Roberto Salgado (executivo do banco Rural)lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e evasão de divisas
Kátia Rabello (ex-presidente do Banco Rural)gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas
Luiz Gushiken (ex-secretário de Comunicação do governo)peculato
Marcos Valério (publicitário)corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha
Paulo Rocha (ex-deputado federal pelo PT)lavagem de dinheiro
Pedro Corrêa (ex-deputado federal pelo PP)formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Pedro Henry (deputado federal pelo PP)formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Professor Luizinho (deputado federal pelo PT)lavagem de dinheiro
Ramon Cardoso (sócio de Valério)peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas
Roberto Jefferson (presidente do PTB)lavagem de dinheiro e corrupção passiva
Rogério Tolentino (sócio de Valério)lavagem de dinheiro
Romeu Queiroz (ex-deputado pelo PTB)lavagem de dinheiro e corrupção passiva
Silvio Pereira (ex-secretário-geral do PT)formação de quadrilha
Simone Vasconcelos (ex-diretora da SMP&B)lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas
Valdemar Costa Neto (membro do PL)lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha
Vinícius Samarane (diretor do Banco Rural)gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas
Zilmar Fernandes (sócia de Duda Mendonça)lavagem de dinheiro e evasão de divisas

CRISE DE IDENTIDADE NO PPS/SC??

Na Coluna do jornalista político Paulo Alceu, o PPS mereceu amplo destaque por dois motivos, o primeiro porquê o governador Luiz Henrique deve ter esquecido o que empenhou no período pré congressual e o segundo pelo fato do deputado estadual prof. Grando vestir demasiadametne a camisa do PMDB, apesar de suas inscrição partidária ainda ser do Partido Popular Socialista, afinal segue as notas para servirem de reflexo e uma atitude positiva por parte dos dirigentes do partido.

Descontentamento
Dentro da "geografia das urnas" o PPS, segundo cálculos de suas lideranças, teria 60 cargos no governo. Isto não está acontecendo. No ultimo dia 20, houve uma reunião da executiva estadual do partido comandado por Fernando Coruja onde foi definida a formação de uma comissão que irá se reunir com Luiz Henrique nos próximos dias.

Ruídos
Há insatisfações no PPS em relação ao deputado Sergio Grando, e começam a ser comentadas sem obstáculos. O argumento é de que o parlamentar está desempenhando um papel inoperante como representante na defesa dos interesses do partido no Conselho Político do governo do Estado. Vem sendo considerado mais PMDB do que PPS, muito servil.


A VIDA SEGUE...
Será que o PPS vai respeitar o rodízio dos suplentes como consta em ata da executiva? De repente Sergio Grando deveria estar cedendo seu lugar...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

MAIS UMA PIADA DE SALÃO?

Talvez seja um exagero sugerir que o senador Renan Calheiros acabe preso – se bem que Al Capone foi preso porque enganou o Tesouro, não porque tenha mandado matar ninguém.
Renan enganou o Tesouro com bois voadores, sociedade secreta para a compra de um jornal e de duas emissoras de rádio, e a obtenção de empréstimos não contabilizados. Enganou a mulher (problema dela). Mas temos de admitir que não se possa acusá-lo de enganar os colegas.
Não há idiotas no Senado. Há quem se valha de notas fiscais frias para embolsar a verba indenizatória, uma espécie de segundo salário. É Renan que autoriza os pagamentos.
Há quem empregue parentes e amantes nos gabinetes.

Há pelo menos um senador que seduziu uma sobrinha menor de idade. E há outro que deve ao ministro da Justiça o favor de ter livrado o filho de uma encrenca com a polícia. Na época, o ministro era Renan.

Enfim, há cumplicidade e medo. E por falar nisso, cadê Jefferson Perez? Pediu a renúncia de Renan quando ninguém pedia. Bravo!!! Desapareceu depois. Vexame!!!
Quem julgará o Senado por quebra de decoro quando ele absolver o indecoroso Renan, pobre vítima de uma aventureira gananciosa e sem escrúpulos, de iracundos desafetos políticos provincianos e de uma mídia irresponsável e com os reversores pinados?
Comentário do Blog: Delúbio Soares predestinou o que adviria sobre o Mensalão, o caso seria enrolado e acabaria mortibundo, virando piada de salão, e com Renan sendo protegido pelos seus pares, uma nova piada à vista?

CARTA ATRIBUÍDA A TEREZA COLLOR CIRCULA NA INTERNET

Mesmo já sendo desmentida por Tereza Collor a carta tem riquezas de detalhes da trajetória do senador alagoano, ironicamente, a viúva de Pedro, que foi parte atuante no processo da queda do ex-presidente Fernando Collor de Mello agora se vê às voltas com outro poderoso conterrâneo.
Conta a história que Pedro Collor em partes colocou o que sabia na rua em virtude dos insistentes affairs do seu irmão sobre Tereza, aí mais uma vez a ex-República de Alagoas extremesse ante uma bela mulher.
A CARTA,
"Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz". As vacas de Renan dão cria 24 h por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas!
Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 - que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar - você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a degladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos: Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa
sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento de vencedor.
Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre. E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, equando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e opulência; "Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei."

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: "A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível." Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: "Suje-se,
gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!"

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez.
Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das desilusões de moço!
Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000 . O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.



E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha - e é tudo seu, montanha e glória - ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hoje hospeda no seu Ministério um office boy do próprio Brizola?

Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal? No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blindá-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra - Siba - é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira - absolver Renan no Conselho de Ética - consagre a sua carreira. Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe... É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.

Que Corregedor!... Que Senado!...Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura:

1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil,
2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil,
3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil,
4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil

E SÒ.

Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado!! Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$ 1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000.Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhões, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?.

Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena?

Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: "Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho." É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices.

Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Por favor, divulguem pro Brasil inteiro pra ver se o congresso cria vergonha na cara.

Os alagoanos agradecem.

Thereza Collor.

sábado, 25 de agosto de 2007


Empréstimo e perícia
Renan buscou ainda justificar a não declaração de empréstimos feitos junto uma locadora de veiculos de Tito Uchôa, que seria seu primo. Segundo a transcrição do depoimento, o senador nega o parentesco com Uchôa. "Não é meu primo. É meu grande amigo". E explica que os empréstimos foram necessários para cobrir despesas em Alagoas já que, disse Renan, o pagamento da pensão desfalcou suas finanças no estado. O presidente do Senado argumentou que não declarou os empréstimos porque poderia "expor" um problema pessoal, no caso, a pensão à jornalista. ""Esses pagamentos terminaram criando a necessidade de fazer mais uma dívida", disse o contador do senador aos relatores. Renan ainda elogiou a perícia da Polícia Federal em seus documentos, embora seu contador tenha criticado os peritos. "Em alguns momento do laudo tem opinião, não devia ter opinião", afirmou o contador.

Relatores
As notas taquigráficas revelam que, dos três relatores, coube a Casagrande comandar as perguntas. Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan, fez apenas alguns comentários, enquanto Marisa Serrano (PSDB-MS) optou, segundo a transcrição, por citações pontuais durante as falas de Casagrande. Após o depoimento na quinta, Casagrande e Marisa afirmaram que ainda havia dúvidas sobre as acusações contra Renan, enquanto Lima disse que estava convencido da inocência do senador. Os relatores prometem entregar o relatório final na próxima quinta (30). Renan afirmou aos relatores que vive um "calvário" neste crise e criticou a publicação, nos últimos dias, de conversas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no computador durante julgamento da denúncia sobre o esquema do mensalão. "Quando você expõe nas páginas dos jornais emails que um ministro de um tribunal superior manda para outro, você está ali devassando a privacidade das pessoas, quer dizer, esses excessos precisam deixar de acontecer no Brasil".

RENAN DIZ QUE SACAVA E GUARDAVA DINHEIRO DA PENSÃO


No depoimento aos relatores do Conselho de Ética na última quinta-feira (23), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que guardava dinheiro fora do banco para poder cumprir os pagamentos mensais e informais à jornalista Mônica Veloso antes do reconhecimento da paternidade da filha de 3 anos que tem com ela. O senador é acusado de ter recebido a ajuda de um lobista para essas despesas. No depoimento, Renan ainda disse que a ausência de despesas com a criação de gado decorre porque esses gastos ficaram sob responsabilidade de um espólio deixado por seu pai. O espólio seria uma fazenda responsável por dar estrutura a outras propriedades rurais do senador, segundo transcrição do depoimento.


Transcrição, aliás, que é alvo de polêmica depois que a secretária-geral do Senado, Cláudia Lira, foi flagrada por jornalistas na sexta-feira (24) fazendo correções em seu conteúdo. Da confiança de Renan, Lira negou que tenha feito alguma alteração. Alegou que estava apenas revisando o texto. Os relatores do processo prometem investigar o caso nesta semana. De acordo com a transcrição, o senador explicou que a ausência de saques periódicos nos valores da pensão se deve à iniciativa de retirar valores altos para guardar e, depois, repassar à jornalista. "Quando tinha, retirava, guardava, já para economizar para aquela despesa [pensão] que, em determinado momento, se tornou uma despesa insubstituível", disse Renan, segundo as notas taquigráficas do depoimento. "Era uma despesa absolutamente sob segredo. Muitas vezes, tirei o dinheiro, guardei o dinheiro e adiantei o dinheiro", afirmou o senador. Durante o depoimento, o senador foi indagado por Renato Casagrande (PSB-ES), um dos três relatores, sobre a ausência de saques nos valores da pensão. Segundo a transcrição, coube ao contador de Renan, José João Appel, que o acompanhou no depoimento, responder primeiramente sobre o assunto. Appel argumentou que Renan precisava sacar o dinheiro sempre que vendia uma quantidade alta de gado, para poder garantir a pensão. "Não se vende gado todos os dias. Tem épocas de venda de gado que se concentram. Existe a disponibilidade de recurso? Saca e guarda", disse o contador aos relatores.

CANSEI DE RIR

"A política nacional, com seus protestos e conchavos, suas campanhas e manifestos, suas passeatas e invasões, costuma ser dolorosamente tediosa. Agora, as coisas estão mudando. Desde que foi lançado o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, batizado de "Cansei", a vida política nacional ficou muito divertida. Divertida porque o pessoal do "Cansei", sendo notoriamente uma extração de ricos e gente de classe média, detesta ser apontado como rico e gente de classe média. Eles ficam cansados. Seus garotos-propaganda são figuras como Hebe Camargo, Ivete Sangalo, Ana Maria Braga e Regina Duarte – esta última uma coitada nacional, que além do medo vive agora o cansaço. A turma, junta, é como uma réplica da capa da revista Caras, a publicação que retrata a vida e o glamour dos ricos e famosos. Mas eles não gostam de ser apontados como ricos e famosos. Eles ficam cansados.
É divertido isso. A recusa ao rótulo do que são e sabem que são deve explicar-se pela mesma razão que, até pouco tempo atrás, levava o pessoal da direita nacional a não admitir ser chamado de direita nacional. Depois que a esquerda tomou o rumo das cucuias, a direita começou a colocar a cabeça para fora. Só depois. Antes, parece que só se admitia ser de esquerda. Como agora, parece que só se pode admitir ser pobre, assalariado, classe baixa, D e E. Qualquer coisa acima disso é insulto.
O que o pessoal do "Cansei" parece ignorar é que recusar o rótulo do que efetivamente eles são apenas ajuda a deslegitimar aquilo que tem toda a legitimidade – fazer uma passeata, por exemplo. Noutro dia, 2.000 ou 5.000 pessoas, sabe-se lá o número exato, tomaram as ruas de São Paulo. Era gente de classe média e alguns ricaços. Hebe Camargo descendo do seu carrão importado cercada de seguranças, por exemplo. E aí? Qual o problema? Os ricos também podem ir às ruas, também podem fazer protestos. Por que não poderiam, num regime democrático como o brasileiro? Os oposicionistas dizem que o "Cansei" só tem ricos e dondocas porque sabem que, classificados assim, ricos e dondocas ficam petrificados diante da culpa do que são – ricos e dondocas. Qual o problema? Ou por acaso já se viu algum sem-terra recolhendo as bandeiras vermelhas, vexado de culpa, porque alguém o acusou de miserável que não tem onde cair morto?
A crise de identidade do "Cansei" é ainda mais divertida porque seus representantes ficam apavorados quando se diz que são contra o governo Lula, são oposicionistas, antipetistas, tucanos. Não deveriam nem responder. Por acaso é crime ser contra o governo Lula? Ser oposicionista? Ser antipetista? Tucano? É tão legítimo ser de esquerda quanto de direita, ser eleitor de Lula ou de Fernando Henrique, embora haja nisso uma vasta diferença. Por que o pavor de ser classificado de oposicionista? Por que o medo? Aqui, vale o mesmo: ao se assustar com a acusação de ser contra Lula, o pessoal do "Cansei" sabota a ampla legitimidade de ser contra Lula, contra o PT, contra tudo-isso-que-está-aí.
Com esse papelão, o pessoal do "Cansei" fica tão cômico quanto os petistas exaltados dizendo que qualquer crítica a Lula só pode ser golpe ou conspiração.
É de morrer de rir.
Por André Petry






CINCO AÇÕES CONTRA DÁRIO BERGER


MP-SC acusa tucano de má-gestão de recursos na época em que era prefeito de São José

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) ingressou na Justiça com cinco ações civis públicas contra o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB), por irregularidades cometidas quando ele ainda governava a cidade vizinha de São José. Berger foi prefeito do município por dois mandatos até renunciar em março de 2004 para concorrer ao mesmo cargo em Florianópolis.
A promotora Márcia Aguiar Arendt, da 8ª Promotoria da Moralidade Administrativa, da Comarca de São José, denunciou o prefeito por mau uso de recursos do Fundo Municipal de Saúde. As denúncias foram levadas à promotoria pelo Conselho Municipal de Saúde de São José e são investigadas desde 2004. Como o fundo recebe recursos federais, o caso também é investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Segundo a promotora Márcia Arendt, o TCU já emitiu um parecer constatando irregularidades no fundo. Ela apresentou três ações na segunda-feira e outras duas na quinta. Quatro ações estão na Vara da Fazenda Pública de São José e uma na 1ª Vara Cível.As irregularidades apuradas pela promotoria envolvem desvio de finalidade no uso do dinheiro do fundo municipal. As denúncias incluem a compra superfaturada de computadores, aquisição de cestas básicas para presentes de Natal para servidores na Secretaria Municipal de Saúde, contratação sem licitação de profissional para palestras com valor acima do mercado e locação de imóveis para instalação de postos de saúde, com pagamentos mensais, sem que o município tenha ocupado esses locais.A promotoria entrou com ações civis públicas para que o prefeito seja obrigado a devolver os valores gastos pelo fundo. Segundo Márcia Arendt, o valor atualizado está em torno de R$ 200 mil.Dário Berger disse ontem que ainda não tinha conhecimento das denúncias, mas que se dispõe a prestar os esclarecimentos necessários. Ele vê perseguição política na série de acusações que tem enfrentado nas últimas semanas. "Existe uma estratégia insistente de investigação permanente, vamos dizer assim, que dificulta em primeiro lugar as ações do próprio município, do próprio Executivo", afirmou. "Até hoje, não existe sequer um processo-crime contra a minha pessoa. Então são denúncias e mais denúncias. Vamos apurar, não tenho problema nenhum, dou todas as explicações. Não tenho nada a temer, nada a esconder", reforçou.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

CONTRA O PEDÁGIO EM SANTA CATARINA


Na tarde de quarta-feira passada (22/08) vários vereadores de Joinville se reuniram no viaduto, em cima da Br-101, para mostrar que são a favor da moção de autoria do vereador José Cardozinho (PPS).

O vereador é autor de uma moção de repudio contra a instalação de pedágios em Santa Catarina. O projeto do Governo Federal pretende realizar até o final deste ano uma licitação para contratar empresas que vão explorar a Br-101 pelos próximos 30 anos. O objetivo é instalar três praças de pedágio na rodovia. Uma será em Araquari, uma em Tijucas e outra em São João Batista.

Economicamente falando será desvantajoso para os consumidores, pois em uma viagem de ida e volta, de Joinville a Florianópolis ficaria R$11 mais cara e nos transportes de carga custaria até R$80 a mais.

A moção que já foi aprovada na Câmara de Vereadores segue agora para o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Os principais argumentos são os valores dos pedágios que pesariam no bolso de quem trafega e a existência de impostos que já são pagos para manutenção das rodovias. “Já existem muitos tributos para a população pagar”, declara o vereador.

Por Mariana Woj

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

COLUNA INDICA QUE PPS-SC PODERÁ TER MAIS UM FEDERAL

Guinada 1 - José Carlos Vieira ainda não parece convencido a permanecer no DEM, sujeito a ficar com a representação solitária de Paulo Bornhausen na Câmara dos Deputados. É que o suplente, recentemente instalado em Brasília, estaria examinando a possibilidade de assinar ficha no PPS do líder Fernando Coruja, que ganharia a companhia de Vieira.

Guinada 2 - Na equação da transferência de José Carlos Vieira, um desdobramento direto na sucessão de Marco Tebaldi: ele poderia aderir ao PPS para compor de vice na chapa encabeçada pelo secretário estadual de Infra-estrutura, Mauro Mariani (PMDB), justamente com a intenção de neutralizar a exploração de pára-quedista. 15 de setembro seria uma data sugestiva para a filiação.

GOVERNADOR LUIZ HENRIQUE AGUARDA DECISÃO DO TSE

Relator do processo entendeu que houve abuso de poder econômico em 2006

O governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) disse, na terça-feira, estar tranqüilo quanto a decisão dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que julgam o processo movido pela Coligação Salve Santa Catarina (PP, PMN, PV PRONA).
– Seria trágico se o único governador do Estado que renunciou o mandato para não se prevalecer do governo fosse cassado por abuso do poder (...) O que eu vejo é uma tentativa desesperada de reverter o resultado “límpido” das eleições – disse Luiz Henrique.

A coligação, liderada por Esperidião Amin, acusa a coligação Todos por Toda Santa Catarina, de Luiz Henrique, a utilizar indevidamente a máquina do governo e a realizar propaganda eleitoral ilegal durante a campanha à reeleição em 2006.

Na decisão em primeira estância, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina deu ganho de causa ao governador Luiz Henrique da Silveira no processo que pede a negativa de sua diplomação por cinco votos a um.

O trâmite aguarda agora a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento teve início há quinze dias. Para o relator, houve abuso de poder econômico na divulgação da propaganda institucional, que favoreceu a reeleição de Luiz Henrique.

Na ocasião, o ministro Ari Parglender pediu vistas, interrompendo na época a votação, que não tem data para ser retomada.

DIREÇÃO ESTADUAL DISCUTIU ASSUNTOS DE INTERESSE DO PARTIDO NO ÚLTIMO DIA 20

Na segunda-feira última a Direção Executiva do PPS-SC esteve reunida sua sede para promover alguns encaminhamentos, assim, ao seu final o resumo do encontro que teve presidindo a pauta o deputado Fernando Coruja, ficou assim:

1 - Embora o Diretório Nacional na última sexta-feira, dia 17 de agosto tenha prorrogado o mandato do Diretório Nacional e dos Diretórios Estaduais até fevereiro e março de 2009, a Executiva Estadual manteve os Congressos Municipais, para renovação dos Diretórios Municipais para os dias 12, 13 ou 14 de outubro do ano em curso

2 - A Executiva estadual também reforçou a data de 23 de setembro como a DATA ESTADUAL DE FILIAÇÕES AO PPS, fazendo um apelo aos Diretórios Municipais e Comissões Provisórias para mobilizem os filiados no sentido de podermos dobrar o número de filiações ao PPS;

3 - A Executiva Estadual também deu conhecimento aos presentes das pessoas que integram o PPS e que foram nomeados para participarem do atual Governo.

4 - Como na leitura da "geografia das urnas" o PPS entende que deveria participar do Governo com cerca de 70 pessoas e como até a presente data foram nomeados apenas 21, a Exe-cutiva Estadual constituiu uma Comissão formada pelo Deputado Fernando Coruja, Deputado Altair Guidi, Deputado Professor Grando, os Ex-Deputados Dércio Knop e Jaime Mantelli e os dois Vice-Presidentes da Executiva Estadual Antonio Gonçalves Filho e Vinicius Lummertz da Silva, para agendar uma audiência com o Senhor Governador no Estado, no sentido de discutir de forma resolutiva a questão.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

DNA TUCANO

À exemplo de seu colega tucano da capital, o prefeito de Joinville Marcos Tebaldi tembém quer aumentar a tarifa de ônibus, sociedade organizada já tem ato contra a medida.

Manifestação contra o aumento da passagem.


O Comitê em Defesa dos Serviços Públicos (CDSP) luta pela manutenção e ampliação dos serviços públicos (água, educação, saúde, transporte etc).

Panfleto -
O Comitê em Defesa dos Serviços Públicos (CDSP) luta pela manutenção e ampliação dos serviços públicos (água, educação, saúde, transporte etc). Nesse momento, estamos engajados na luta contra o aumento da tarifa dos ônibus ("Nenhum Centavo a Mais") e buscando soluções e alternativas para um transporte verdadeiramente público e de todos. Contato: cdspjoinville@gmail.com Em pdf o panfleto com informações da manifestação: Local: Praça da BAndeira. Horário: 18 horas. Data: Terça-feira (21 de agosto de 2007)

CONTORNOS NACIONAIS




Última
Denomina-se Centro Nacional de Denúncia e de Combate à Corrupção (CNDCC) o autor da última dor de cabeça do prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB).A entidade entrou com uma representação criminal contra o prefeito no Tribunal de Justiça em função da Lei de Incentivo à Hotelaria e da Operação Moeda Verde.

NEGÓCIO DE FAMÍLIA

Nepotismo
Reportagem de a Folha de S.Paulo de ontem deixa o senador por Santa Catarina Neuto de Conto (PMDB) em situação desconfortável.Neuto, que tem um irmão, um sobrinho e a filha trabalhando no Senado, está entre os 19 parlamentares que aparecem na lista dos que mantêm o nepotismo na Casa. O peemedebista defendeu a contratação dos parentes.

DESCENTRALIZAR PRÁ VALER

Antidescentralização
Para o jornalista Edenir Silva, de Rio do Sul, a maior prova de que a descentralização do governador Luiz Henrique da Silveira não está dando certo e ainda estimula a litoralização da economia é o fato de existir a necessidade de duplicação da BR-470 somente até Pouso Redondo. A partir daí, argumenta, as rodovias são corredores vazios. "Nunca se falou, por exemplo, da necessidade de duplicação da estrada entre Campos Novos e Joaçaba ou entre Joaçaba e Chapecó". Edenir pretende liderar a formação de uma associação que lute pela transferência da Capital para a região central do Estado. "Esta sim seria a verdadeira descentralização", sentencia. "E seria mais barato transferir a Capital para o Planalto Catarinense, por exemplo, do que continuar se fazendo obras faraônicas (quarta ponte, metrô de superfície, triplicação da Via Expressa) para manter a viabilidade de Florianópolis como cidade", completa, certo de que vem polêmica por aí...

O QUE FEZ RENAN PERDER O RUMO DA SENSATEZ

Jornalista Mônica Veloso, a história tem suas ironias, como Tereza Collor, ela conseguiu desestabilizar um alagoano de alto coturno.

sábado, 18 de agosto de 2007

RENAN DECLAROU COMO RENDA O QUE NÃO ERA RENDA


"A análise de novos documentos enviados esta semana à Polícia Federal poderá provocar uma reviravolta na laudo que o Instituto Nacional de Crimanistica (INC) está preparando sobre as contas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Uma revisão das receitas e despesas mensais do senador, feita a partir da exclusão da verba indenizatória paga pelo Senado nos últimos anos (que Renan computou como renda), indica que o presidente do Senado tem dificuldade para provar que tinha recursos próprios suficientes para pagar pensão de R$ 12 mil a jornalista Mônica Veloso. A PF quis saber do Senado se a verba indenizatória pode ser considerada renda.



- Sem a verba indenizatória considerada com o renda, ele (Renan) teria dificuldades de comprovar a origem do dinheiro (que ele declara ter recebido) e também de custear a pensão - disse ao jornal "O Globo" uma das autoridades do caso.


Nos documentos enviados ao Conselho de Ética e repassados à Polícia Federal, Renan declarou como fonte de renda o salário de senador, aproximamente R$ 16 mil, suas atividades rurais com a venda de gado de suas quatro fazendas, negócios com imóveis e a verba indenizatória de até R$ 15 mil que o Senado pode repassar mensalmente para os senadores custearem despesas com o mandato nos estados.


Na primeira análise, baseada nas declarações de renda, os peritos entenderam que o dinheiro cobriria os gastos pessoais do senador. Mas, com o recebimento de documentos enviados pelo Senado, os peritos descobriram que Renan não poderia incluir a verba indenizatória como fonte de renda. Portaria nº 2 em vigor no Senado desde 2003 informa que a verba só pode ser liberada para despesas relacionadas à atividade parlamentar e mediante a apresentação de nota fiscal. Ou seja, trata-se apenas de reembolso de dinheiro já gasto e não recursos extras.


A portaria não prevê reposição de gastos de ordem pessoal, como seriam as despesas do Renan com Mônica Veloso. Os peritos descobriram ainda indícios de que Rena exagerou na declaração da renda obtida com a venda de gado. O senador teria deixado de incluir no balanço, boa parte das despesas que teve com vacinas, sal, ração, impostos e pagamentos de salários aos empregados da fazenda. Com isso, os lucros reais seriam bem inferiores ao que o senador diz ter obtido. O laudo será entregue ao Conselho de Ética na terça-feira".

PPS DE LUTO

NOTA DE FALECIMENTO




A Comissão Executiva Estadual do PPS/SC cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento do Sr. JOÃO EDUARDO OLSEN, presidente do PPS do município de Três Barras/SC, ocorrido na data de hoje, sábado (18), às 3h.

O corpo está sendo velado no Pavilhão da Igreja Católica daquele município e o enterro está marcado para as 9h30min deste domingo (19).

Comunicamos também o falecimento do Sr. ADOLAR ÂNGELO BEGNINI, vereador do PPS, ex-presidente da Câmara Municipal e grande líder político do município de São Miguel da Boavista/SC, ocorrido na última segunda-feira (13).



Florianópolis/SC, 18 de agosto de 2007.




PAULO ROBERTO DALMOLIN
Secretário Executivo do PPS/SC

PPS DE ITAJAI REALIZA COM SUCESSO SEU CARRETEIRO

Neste último dia 14/07 (sábado) na sede campestre do clube Fazenda foi realizado o carreteiro do diretório municipal do Partido Popular Socialista de Itajai.

Mais de 250 pessoas se fizeram presentes, prestigiando o evento e marcando o início da caminhada do partido rumo às eleições municipais de 2008.
Várias autoridades políticas se fizeram presentes, entre eles a vice-prefeita de Itajaí, Eliane Neves Rebello que falou da importância desses eventos e do respeito que a mesma tem pela coerência política e determinação do PPS em Itajaí.

Estiveram ainda presentes o presidente de honra estadual do PPS, o Deputado Estadual Sérgio Grando, o secretário-geral do partido e ex-Deputado Dércio Knopp, o coordenador regional do partido e ex-Deputado Jaime Mantelli, Claudir Maciel e Christina Barichello, vereadores pelo PPS de Balneário Camboriú, correligionários do PPS de Camboriú, além de personalidades de outros partidos da cidade como Marcelo Sodré e Camilo Santiago do PDT, André e João Martins do PV, os vereadores Clayton Batschauer (PR) e João Vechi (PT), Wagner de Souza (PSDB) assessor do senador Pavan e o popular Maninho,do Projeto Ombro Amigo.

O evento contou com filiados, simpatizantes, políticos e a imprensa em uma confraternização demonstrando que apesar da diversidade de partidos presente, foi um encontro de amigos.

Para o presidente Sr. Fabrício Marinho, "O encontro foi muito positivo, pois conseguimos trazer aproximadamente 250 pessoas para confraternizar e ainda filiamos 50 pessoas que decidiram aderir ao partido para juntos construirmos um grande projeto e firmarmos a intenção da candidatura própria, apresentando os nomes de Nelinho e Carlos Ely para compormos com outros partidos que não pretendam a coligação com os pré-candidatos que hoje se apresentam e que poderão protagonizar a 5ª. disputa seguida. Precisamos oportunizar novos nomes ao cidadão itajaiense.".

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

TUMA DIZ QUE SITUAÇÃO DE RENAN "NÃO É BOA"


- A situação do Renan não é boa - disse há pouco Romeu Tuma (DEM-SP), Corregedor do Senado, depois de se reunir por pouco mais de duas horas com o usineiro João Lyra, em Maceió.
Lyra entregou a Tuma uma porção de documentos para provar que foi sócio de Renan na compra de um jornal e de uma emissora de rádio em Alagoas. Mas em nenhum deles aparece a assinatura de Renan, segundo contou Tuma.


Em vários deles aparece a assinatura de Tito Uchôa, primo de Renan, e "laranja" dele no negócio feito com Lyra. Tuma ficará em Maceió para tentar ouvir Uchôa amanhã e saber se ele tinha dinheiro para bancar o negócio, ou se foi apenas usado para encobrir Renan. Amanhã, às 9h, também será ouvido uma suposta testemunha da sociedade entre o senador e o usineiro, o ex-empregado de O Jornal, Luis Carlos Barreto.


Entre os documentos dados por Lyra a Tuma, há planilhas de vôos de jatinho do usineiro usado mais de 30 vezes por Renan. O que levou Tuma a comentar:
- Não fica bem para um senador voar de graça em jatinho de um empresário.

O LADO INFELIZ DO MINISTÉRIO PÚBLICO

O CASO MAROMBA JÚNIOR
Ministério Público do Acre quer punir blog por ter reproduzido foto que jovem publicou no Orkut para 67 milhões de usuários
Tive que comparecer hoje, às 8 horas, ao Juizado da Infância e Juventude para participar de uma audiência de conciliação por causa de uma representação por infração administrativa movida pelo Ministério Público do Acre. Reproduzi neste blog, em fevereiro, uma foto (veja aqui) que já estava publicada há bastante tempo na página do Orkut do jovem que usa o codinome Maromba Júnior, neto da professora Iris Célia Zannini, que preside o Conselho Estadual de Educação há mais de 20 anos.Pois bem, a juíza Luana Cláudia de Albuquerque Campos chegou depois das 8 horas, tendo a audiência começado após as 9 horas. A escrivã disse estar autorizada pela juíza a negociar um acordo. Eu estava acompanhado do advogado Edson Carneiro, que se dispôs a atuar gratuitamente quando tomou conhecimento de que se formara no Ministério Público do Acre um complô que, neste caso, passou a envolver a instituição em benefício de relações meramente pessoais.A audicência começou e aceitei a sugestão da escrivã para pagar uma multa de R$ 570,00 em duas parcelas. Edson Carneiro e eu assinamos o acordo. Logo em seguida a escrivã entrou numa sala e de lá saiu dizendo que a juíza não havia concordado com os termos do acordo e que decidira conduzir a audiência. Pediu que aguardássemos.Edson Carneiro teve que se ausentar para defender outro cliente. Passava de meio-dia quando a juíza me convocou para a audiência, sem a presença do advogado. Tentei argumentar que Edson Carneiro estava a caminho, mas não teve jeito. A audiência foi iniciada. Ainda levei um carão da juíza porque atendi chamada do celular durante a audiência. Era o advogado avisando que estava chegando, tentando estacionar.A juíza e o promotor Almir Branco tinham pressa. Recusei o acordo proposto pela promotoria - multa de R$ 700,00 e que eu removesse do blog quaisquer referências, nomes ou fotos que façam alusão à familiares ou aos pais ou responsável do adolescente. Encontrei Edson Carneiro ao sair da sala da juíza. Quando nos despedimos, recebi uma telefonema da escrivã solicitando que o advogado deveria comparecer ao juizado para também assinar minha recusa da proposta de acordo.Meu blog tem diariamente entre 800 e 900 acessos únicos. O Orkut é uma comunidade virtual que possui 67 milhões de usuários no mundo. Foi no Orkut que Maromba Júnior publicou a foto dele montado no poeta Juvenal Antunes, cuja estátua acabou sendo parcialmente destruída durante esta semana. No Orkut, que é uma comunidade restrita a adultos (leia aqui), Maromba Júnior dizia ter 18 anos de idade. Até ser reproduzida no meu blog, a foto dele não incomodou aos seus familiares nem ao Ministério Público. E por conta de relações pessoais (vou revelar em momento mais oportuno) passei a ser o bandido da história.Embora o Ministério Público do Acre defenda o infrator com o argumento de que o mesmo é menor de idade, a página de Maromba Júnior no Orkut continua ativa (veja aqui) e ele jamais sofreu qualquer advertência pelo que fez. Até agora não tem valido nada o meu argumento de que o jovem dizia no Orkut ter 18 anos de idade. Para o Ministério Público o que vale é que publiquei a foto de alguém que, posteriormente, achou conveniente se declarar menor de idade. Também não foi tomada nenhuma medida educativa em benefício do jovem, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente.Minhas esperança é que a juíza possa julgar o caso com base na contestação que o advogado Edson Carneiro apresentará no prazo de 10 dias. O tempo todo tenho me recusado a fazer acordo com aquilo que o Ministério Público tem feito até aqui supostamente em defesa da lei

PPS DE PORTO UNIÃO SE PREPARA PARA 2008

O presidente do PPS de Porto União, Alisson Luiz Micoski, que também preside a Juventude no estado, comunica que o partido está finalizando a lista de candidatos à vereador, destacando o preenchimento das vagas das mulheres. "O PPS de Porto União terá chapa completa à proporcional", comemora Micoski.
Um ato político será realizado no mês de setembro para abonar as filiações e realizar o lançamento de Manifesto em Defesa de Porto União, quanto candidatura para a Prefeitura o partido está alinhado ao ex-prefeito Eliseu Mibach (S/Partido).

TRÍPLICE RACHADURA

LHS já dá indícios que em Blumenau e Balneário Camboriú "los três ermanos" seguiram em caminhos distintos, antes a questão era restringida à Florianópolis e Joinville, acontece que em Criciúma a coisa támbém parte na dividida.
O governador declarou que não subirá em palanque nos municípios onde os partidos da coligação estiverem separados, pelo menos em uma dúzia de cidades a eleição estará assim e as feridas abertas pela má condução do preenchimento dos cargos e orfandade em geral certamente produzirá nefastos desdobramentos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

APAGÃO QUE ATINGIU CAPITAL PODE VOLTAR A ACONTECER

150 mil pessoas ficaram sem luz na época enquanto o governador LHS foi para Joinville


Sistema de transmissão de energia de Florianópolis opera no limite, diz Celesc


O rompimento de um cabo da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) que deixou cerca de 150 mil moradores do Norte da Ilha sem energia elétrica nesta quarta-feira pode voltar a acontecer.

A rede de energia que abastece a área está desgastada, segundo informações do gerente Regional da Celesc em Florianópolis, Luis Carlos Facco. Ele disse nesta quarta-feira que a estatal está se articulando para construir uma nova rede.
– A rede que estamos usando atualmente para levar energia àquela área da cidade está operando no limite e nós sabemos disso. Mas já estamos na fase de licitação para a construção de uma nova rede, mais potente e resistente – disse Facco.
O diretor técnico da Celesc, Eduardo Sitonio, disse que a nova rede de transmissão deve ser conluída antes do fim do ano. Até que a nova rede fique pronta, a que está em uso deve ser melhorada.
A Celesc prevê aumentar a potência dele, praticamente dobrando a capacidade dos dois geradores: passará de 26 MVA (uma unidade de medida de energia) a 40 MVA cada um.
Nesta terça-feira de madrugada, por dois minutos, toda a Ilha ficou sem luz. A cidade de Palhoça, com 102 mil habitantes, onde fica a subestação da Celesc que abastece a maior parte da Ilha, também ficou as escuras por esse tempo. O problema no fornecimento foi pouco sentido por causa do horário. A Celesc informou que Florianópolis e Palhoça ficaram totalmente sem luz por dois minutos porque o sistema de fornecimento de energia é desligado automaticamente, por motivos de segurança, sempre que acontece algum problema na rede.A estatal informou que o sistema apontou de imediato o ponto do rompimento, mas que as primeiras equipes só conseguiram chegar ao local às 3h30min e que a escuridão e o terreno acidentado no meio da mata dificultaram o trabalho.
Apagão que atingiu 150 mil pessoas na Capital pode voltar a acontecer

FUNDADO PPS EM CALMON

Fazendo parte do roteiro de viagens de estruturação partidária, o PPS de Santa Catarina, representado pelo secretário geral do partido, ex-deputado Dércio Knop, participou do evento de fundação da sigla no município de Calmon, evento que foi realizado no Centro de Eventos Leonel de Moura Brizola.
Autoridades políticas estiveram prestigiando o ato, com destaque do prefeito João Batista De Geroni (PDT) que na oportunidade disse que grande parte das pessoas que estão se filiando ao PPS é em decorrência do reconhecimento do trabalho do deputado federal Fernando Coruja, " com certeza este partido que está sendo fundado terá integrantes sérios, honestos e corretos e temos certeza ainda que a partir de 2009 Calmon estará em boas mãos, com pessoas que querem trabalhar. Elemar você pode contar conosco, todos vão se honrar por terem companheiros como você", destacou o prefeito.
O ex-deputado Dércio Knop se pronunciou em nome da Direção Estadual, motivando os novos filiados, " aqui é um município em que o trabalho honesto e sério são empregados em prol do crescimento da cidade. Cada vez que venho aqui percebo um desenvolvimento e isso deve-se ao povo que é muito participativo e principalmente um governo empreendedor", reassalta Knop.
O ex-deputado ainda fez especial deferência ao prefeito quando destacou que gostaria ver o PPS com pelo menos cinco prefeitos igual ao de Calmon, De Geroni, empreendedor, determinado e amigo de todos.
O presidente da Comissão Provisória do PPS, Elemar Koch, em seu discurso agradeceu a todos que prestigiaram o evento e convidou a quem quiser ingressar no partido que está de portas abertas a todos. "Queremos formar um partido com pessoas que realmente querem o bem de Calmon, e que é muito bom fazer parte de um partido de um parlamentar que fez e fará muito mais por Calmon que ´[e o deputado federal Fernando Coruja", finalizou Koch.

CPI DA ZONA AZUL QUER NOVO DEPOIMENTO DO EX-PRESIDENTE DO IPUF



Carlos Farias deverá explicar fatos relatados pela superintendente do órgão



A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Zona Azul na Câmara de Vereadores vai ouvir na próxima terça-feira o depoimento o ex-presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), Carlos Farias (PMDB). É a segunda vez que ele presta esclarecimentos na Casa.

A decisão de reconvocar o ex-presidente do Ipuf foi tomada depois que os vereadores da CPI ouviram a superintendente administrativa do Ipuf, Marina Ramos Paixão, sobre as licitações para a compra de material para a Zona Azul feitas em setembro de 2005.

A CPI investiga denúncias de desvio de parte do dinheiro arrecadado pela Zona Azul, órgão da Prefeitura subordinado ao Ipuf que administra o sistema de vagas rotativas de estacionamento nas ruas da cidade.

Farias comandou o Ipuf no primeiro ano da gestão do prefeito Dário Berger (PSDB), até ser substituído por Ildo Rosa (PSDB), no ano passado.

A realização de um pregão eletrônico para a compra de 600 mil bilhetes de estacionamento da Zona Azul chamou a atenção dos vereadores. Nas licitações anteriores, uma delas realizada dias antes, a média das encomendas para a impressão dos bilhetes ficou entre 120 mil e 150 mil.

A suspeita é de que parte desses bilhetes tenha sido usado para a arrecadação de um caixa dois, já que pouco depois a Zona Azul registrou na Polícia Civil uma ocorrência de roubo do material.

A funcionária do Ipuf ouvida nesta terça-feira disse que vários materiais que constavam em licitações feitas pela Zona Azul não foram encontrados no almoxarifado.

De acordo com o presidente da CPI, vereador Márcio de Souza (PT), a informação reforça as suspeitas investigadas pela comissão. Além dos bilhetes de estacionamento teria sumido um lote de quase 100 mil canetas.

Os vereadores decidiram reconvocar Carlos Farias, presidente do Ipuf à época, para explicar esses fatos.


terça-feira, 14 de agosto de 2007

O NOVO PROBLEMA DE DÁRIO BERGER


Como se não bastassem as supostas irregularidades na lei de incentivo à hotelaria, reveladas pela Operação Moeda Verde, da Polícia Federal, e a investigação na Câmara dos Vereadores que definirá o destino político do prefeito Dário Berger (PSDB), de Florianópolis, uma liminar concedida pelo juiz Luís Felipe Canever, ontem, determina a desocupação do prédio da Fazenda, no Centro da Capital. No edifício, cedido pelo governo do Estado à prefeitura, funcionam as secretarias municipais de Obras, Habitação, Turismo, Comunicação Social, de Governo e o gabinete do prefeito.O problema está, segundo a ação proposta pelo Ministério Público, na falta de autorização legislativa, por parte dos deputados estaduais, para que o comodato - utilização sem ônus - fosse efetivado.
O próprio Centro Administrativo do governo do Estado teria, internamente, o interesse em reaver parte do imóvel, pois algumas unidades da Fazenda ainda funcionam no local, mas nega a intenção por questões políticas. No prédio poderiam ser colocados a Regional da Fazenda Estadual e o Conselho Estadual de Contribuintes. Isso significaria uma economia mensal de R$ 50 mil aos cofres do Estado. Outra questão que seria resolvida é a multa que o Centro Administrativo está prestes a receber da Controladoria-Geral da União por conta de um investimento, com recursos avalizados pela União, de mais R$ 2 milhões para atualizar tecnologicamente e reformar o prédio da Fazenda.
A multa poderia passar dos R$ 400 mil.O secretário municipal de Governo de Florianópolis, Danilo Cunha, agiu já na manhã de ontem e manteve um encontro com o colega da Articulação estadual, Ivo Carminati. Cunha explica que, na presença do procurador da Fazenda, Carminati solicitou que fosse preparado um projeto de lei a ser encaminhado à Assembléia para formalizar a cessão do prédio. Cunha lembra que é o governo do Estado que terá que derrubar a liminar e não a prefeitura. Reforça, ainda, que o maior entusiasta do repasse do prédio foi o governador Luiz Henrique.Há, portanto, um novo conflito iminente.
Enquanto a prefeitura procura ter uma estrutura própria que abrigue todas as secretarias e serviços, e se dispõe, inclusive, a pagar pelo aluguel do prédio da Fazenda, a edificação tornou-se mais valiosa ao governo estadual, pois ajuda na busca da economia dos custos da administração pública. É mais um capítulo no inferno astral vivido pelo prefeito Dário Berger.

O OUTRO LADO DA MOEDA


O Ministério Público Federal acusa o juiz Zenildo Bodnar (foto), da Operação Moeda Verde, de ter violado a garantia de juiz imparcial, entre outras coisas, por saber do caráter notoriamente criminoso de licenciamento ambiental e mesmo assim não ter determinado o embargo das obras em área da União e de preservação permanente, caso do Il Campanario, em Jurerê Internacional, cuja licença ambiental fora expedida por meio - segundo as próprias palavras do juiz - "da venda de licenças ambientais...". E também por ter homologado acordo com outro investigado (Paulo Cezar Maciel, do Shopping Iguatemi/Santa Mônica, alvo de ação popular objetivando o seu embargo), em prol do qual, liminarmente, sem sequer ouvir o acusado, ainda liberou a quantia de R$ 515 mil apreendida na Operação Moeda Verde, o que não fez com os outros investigados. Na ação do Ministério Público Federal, de 30 páginas, que pode encerrar a carreira do jovem magistrado, consta até uma notícia exclusiva desta coluna, publicada no dia 20 de junho último, onde o juiz autorizava que a delegada federal Julia Vergara passasse a prestar todas as informações da operação que abalou a cidade, inclusive em relação ao senhor prefeito municipal, se fosse o caso. O juiz, assim, também é acusado de prenúncio de julgamento e indiscriminada difusão de dados que seriam sigilosos. É o assunto do ano.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

DÁRIO BERGER DEVE SER CITADO NESTA SEGUNDA SOBRE LEI DE HOTÉIS

Prefeito terá dez dias para elaborar a prévia defesa
O relator da Comissão de Investigação e Processante da Câmara Municipal, vereador João Aurélio Valente Júnior (PP), disse que deve ser entregue ainda nesta segunda-feira a citação ao prefeito Dario Berger (PSDB) sobre a denúncia da Polícia Federal de suposto envolvimento do prefeito de Florianópolis em irregularidades em uma lei de incentivo ao turismo.
Dario Berger é suspeito de ter elaborado a Lei dos Hotéis para beneficiar grandes empresários do setor. O Ministério Público do Estado viu indícios de ilegalidade na Lei dos Hotéis e pediu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina a suspensão imediata da medida através de uma ação direta de inconstitucionalidade.


Após a citação, o prefeito tem dez dias para elaborar a prévia defesa. A presidência da comissão e da relatoria terá cinco dias para definir se prossegue com a denúncia ou se arquiva o processo.

O vereador João Aurélio Valente Júnior acredita que este possa ser um caso de improbidade administrativa. O relator afirmou que a lei foi aprovada com urgência no final de 2006, como sendo de necessidade para a cidade, dentre cerca de 40 processos. Ele disse, inclusive, que teve “má fé na condução do processo”.
– Ela (a lei) passou na Câmara numa corrida através de pessoas que têm interesse em aprovar essa lei. Eu, como presidente da Comissão de Orçamento na época, não vi passar por mim essa lei. Não tem nenhuma assinatura minha, para se ver como a coisa passou em uma corrida enorme dentro da Câmara de Vereadores – afirmou o vereador.


O prefeito Dário Berger disse que está prestando todos os esclarecimentos necessários, e que é

uma injustiça dizer que a lei atende só a empresários.
Segundo o prefeito, a lei beneficia vários interessados no município. Ele afirmou também que a lei é "boa e importante" para Florianópolis, um incentivo para o crescimento da cidade.
– Eu orientei toda a minha bancada para que votasse a favor da investigação para que eu pudesse apresentar os meus argumentos, e que a cidade possa sair dessa discussão que não contribui em nada nem para a minha administração nem para a cidade de Florianópolis. A promotoria estadual também apura a responsabilidade penal do prefeito com a lei em um procedimento de investigação criminal. A desconfiança sobre Dario e o possível interesse dele na lei surgiram de forma paralela às escutas telefônicas da PF que eram realizadas para investigar o esquema de fraude em licenças ambientais.
Há diálogos em que o prefeito aparece falando com o então vereador e líder do governo municipal na Câmara, Juarez Silveira (sem partido), e mostram interesse em atender, com a Lei do Hotéis, o empresário Fernando Marcondes de Mattos, dono do Costão do Santinho Resort.
Trechos indicam que Berger dá carta branca para fazer alterações no texto a fim de beneficiar Marcondes. O prefeito nega interesses e sustenta que a lei atende a todo o ramo turístico da Capital.
O texto da lei, que ainda não foi regulamentado, autoriza a concessão de descontos de até 50% em impostos municipais para a rede hoteleira da Capital e é alvo de investigação pela Polícia Federal (PF) na Operação Moeda Verde.

sábado, 11 de agosto de 2007

IEE: NA BUSCA CONSTANTE DA DEMOCRACIA

Lembro-me como se fosse hoje, o dia em que fui eleito presidente do grêmio estudantil do Instituto Estadual de Educação. Á 4 anos atrás, arrisco afirmar que foi um momento decisivo em minha vida, quando vivenciei a alegria de ter recebido mais de 1000 votos para presidir o maior grêmio estudantil da América Latina.

Um grupo de mais de 40 jovens, dispostos a mudar o IEE, o estado e na utópica emoção do momento, acreditando poder mudar o Brasil. Porém, o tempo foi o grande professor. Com o tempo, aprendemos que nem tudo é exatamente como imaginamos ser. Percebemos que o tempo da animação e da vontade de trabalhar não é o mesmo do serviço público.

Foi com o passar do tempo começamos a entender porque fomos eleitos com o total apoio da direção, e fomos entendendo qual a justificativa para tal aproximação. Por certo, em nenhum momento fichamos as portas e definirmos estar do lado de direção, governo, ou contra os mesmos. Permanecemos livres, para reivindicar e lutar aquilo que convinha a nossa classe.
Lembro-me de dois momentos que marcaram o modelo de democracia proposto ai Instituto Estadual de Educação. O primeiro deles, quando mobilizamos os alunos para reivindicar as bolsas do artigo 170 e a direção ao saber, fechou os portões, ameaçou sanções a diretoria e aos alunos que participassem deste ato de cidadania. Não nos abatemos e levamos mais de 200 estudantes para participar deste momento. Após este momento, foram muito negativas e muitas sanções por assim termos agido. O segundo momento que recordo, foi quando levei a público tais acontecimentos e o cerceamento indiscriminado dos direitos de livre organização. A partir deste momento, demonstramos que não estávamos acuados e tampouco havíamos desistido da nossa luta. Foi o grito final de quem jamais se entregou á um modelo onde reivindicar é ser baderneiro e o normal é aceitar o que está posto.

Hoje, 3 anos depois destes anos inesquecíveis e definitivos para minha participação no movimento estudantil, o IEE vive novo momento de tensão e falta de democracia.
O diretor desta instituição, com muitos protestos e manifestações de alunos e professores, foi nomeado pelo governador. As classes não aceitavam o nome e a maneira que o processo deu-se. O poder e as a pressão por meio de um processo administrativo pararam com as manifestações temporariamente.

Os estudantes, ao tentar organizarem-se no grêmio estudantil, foram sistematicamente cerceados deste direito tão básico. Mesmo formando comissões, propondo assembléias, construindo propostas, não tiveram o direito de organizar o grêmio estudantil da maior escola deste estado.

Me sentindo na obrigação, como filho desta mãe que muito me serviu, e a pedido dos estudantes desta escola, participo deste processo difícil, por acreditar que o bem sempre vence e que dias melhores virão. Os próximos passos, certamente serão em juízo. Talvez demorem, talvez não. Talvez se resolva, talvez não. O importante é jamais esmorecer. Jamais desacreditar na possibilidade da democracia.

Afinal de contas, se eu parar de acreditar em novos dias, paro de acreditar na vida.

A VIDA SÃO CICLOS

A vida são ciclos. São ciclos que iniciam e que acabam a cada instante. Ciclos que se completam e ciclos que não tem o tempo necessário para serem completados. Ciclos doces e ciclos amargos.

Hoje, como integrante da Juventude Popular Socialista, sinto-me no honroso dever de vir a público e externar os agradecimentos e parabenizar nosso presidente estadual, neste momento em que um novo ciclo se faz por completado.

O “ciclo universitário” na vida de cada acadêmico, por certo são momentos cheios de aprendizados, diferentes de todos os outros. São momentos mais intensos, fervorosos, em que mudanças paradigmáticas de vida e filosofias acontece no cotidiano. Isto de maneira muito mais intensa, quando não somente estudante, mas também cidadão e responsável pelos rumos do ensino e da universidade, o acadêmico se torna.

Certamente, a Universidade do Contestado de Canoinhas/Porto União, jamais será a mesma. Foram lutas travadas, novos dias e diferentes experiências para todos. Deste legado, muito deve-se a bravura e espírito de coletividade de nosso Presidente Estadual da juventude, na sua passagem por esta universidade.

Nossos votos de estimas e felicitações pela passagem deste novo ciclo – a sua formatura – em que a universidade passa a fazer parte das boas lembranças e que novos projetos de vida são traçados.



Guilherme Pontes
Vice-Presidente da JPS/SC Grande Florianópolis
Em nome da JPS/SC

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

RELATOR RECOMENDA CASSAÇÃO DO GOVERNADOR REELEITO DE SANTA CATARINA, LUIZ HENRIQUE


O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou, nesta quinta-feira (9), o julgamento do Recurso contra Expedição de Diploma (RCEd 703) em desfavor do governador reeleito de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Após o voto do relator, ministro José Delgado, que recomendou a cassação, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Ari Pargendler.O recurso, proposto pela coligação adversária Salve Santa Catarina (PP, PMN, PV, PRONA), que representa o candidato derrotado Esperidião Amin (PP), acusa o governador de uso indevido dos meios de comunicação social, propaganda ilegal do governo em jornais de todo o estado e emissoras de rádio e televisão, com despesas pagas pelos cofres públicos, e objetivo de promoção pessoal. Embora afastado do cargo de governador, a coligação afirmou que este contou com o apoio do sucessor, Eduardo Pinho, vice que assumiu o governo e apoiou a candidatura de Luiz Henrique à reeleição.No entendimento do relator, após exaustiva análise das provas e com respaldo em voto vencido em ação que tramitou no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, houve abuso de poder econômico na divulgação da propaganda institucional, que favoreceu a reeleição de Luiz Henrique da Silveira, com capacidade de desequilibrar o pleito.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

STF DETERMINA A QUEBRA DE SIGILOS FISCAL E BANCÁRIO DE RENAN


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski determinou nesta terça-feira a quebra dos sigilos fiscal e bancário do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Renan é acusado de ter utilizado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso --com quem tem uma filha fora do casamento.
Folha Imagem Ministro do STF determina quebra de sigilos fiscal e bancário de Renan Calheiros Lewandowski também aceitou o pedido de abertura de inquérito feito pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para investigar o presidente do Senado.
A Procuradoria deve receber do Conselho de Ética do Senado os documentos apresentados pelo peemedebista.

Mesa Diretora
A Mesa Diretora do Senado se reúne hoje para decidir sobre nova representação do PSOL contra Renan. O partido pede que o conselho investigue as denúncias de que Renan teria beneficiado a Schincariol depois que a empresa comprou uma fábrica de seu irmão, Olavo Calheiros (PMDB-AL), em Murici (AL), por preço acima do mercado.

O senador já responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética após representação apresentada pelo PSOL relativa às denúncias de que Renan teria utilizado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior.
O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, emitiu parecer no qual recomenda à Mesa Diretora da Casa negar novo pedido de representação feito PSOL contra o senador.
Cascais argumenta que o Conselho de Ética só pode instaurar processo se houver provas efetivas de irregularidades cometidas por um senador. Ele afirma que, no caso Schincariol, não há provas que comprovem o envolvimento de Renan.
"O conselho não pode produzir provas. Ele não tem mais poderes que outras comissões. O conselho não pode produzir prova alguma, não tem poderes de investigação", disse.

QUANTAS PALAVRAS EXISTEM COM O GOVERNADOR?

Nos idos da pré campanha eleitoral, LHS na condição de pré-candidato ao governo do estado pela seggunda vez, assumiu compromisso público e notório de que os partidos da coligação iriam deter espaço justamente construído através do coeficinet eleitoral, e que todos que assumiriam a condição de parceiros na coligação Todos Por Toda Santa Catarina teriam seus espaços.



Pois bem, acontece que o secretário regional de Concórdia, desobedecendos as ordens do "chefe" anda barganhando a estrutura da SDR caso o PDT e PPS que na região não têm afinidades com o PMDB venham a compor com o partido do governador Luis Henrique, desferindo de morte a autonomia partidária e a condição de respeito as situações regionais.



O secretário regional Luiz Suzin Marini afirmou que ainda há possibilidades de partidos que não estão com representação na pasta, assumirem cargos.

PPS e PDT que são partidos de sustentação do governador LHS poderão ser vistos com outros olhos, segundo Marini.

A pergunta, quantas palavras existem no governador Luis Henrique da Silveira e seu partido?

PROJETO ECOLÓGICO

O deputado estadual Sérgio Grando (PPS) tem projeto de lei tramitando na Assembléia que obriga os estabelecimentos comerciais do Estado de Santa Catarina a substituir as sacolas de plástico convencional por sacolas oxibiodegradáveis.

PREFEITO DE MATOS COSTA ABANDONA PPS



Na Câmara de Vereadores de Matos Costa, lideranças do PMDB abonaram a ficha do prefeito do município, Darcy Batista Bendlin (com a ficha na mão), que já havia passado pela agremiação e estava no PP. O presidente estadual da sigla, o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, abonou a ficha.
Por Informe Político do DC
Nota do Blog: Darcio Bendlin estava abrigado no PPS, embora não tenha realizado nenhuma atuação partidária neste tempo que permaneceu abrigado no partido, em 2006 trabalhou abertamente para o deputado secretário Mauro Mariani e o atual secretário regional de Caçador Valdir Cobalquini. O vice-prefeito de Matos Costa que é filiado ao PP.
O PPS que inexistia no município mesmo tendo um prefeito agora terá uma oxigenação até com possibilidade de compor na candidatura municipal, tendo como om adversário Darci Benlin.

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ABRE INQUÉRITO PARA INVESTIGAR CALHEIROS


Ministro indicado para relatar inquérito analisará documentos reunidos pelo Senado
A pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para apurar a origem do dinheiro usado pelo lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, no pagamento de despesas pessoais do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A nova frente de investigações significa um duro golpe na estratégia de defesa de Renan, que tem sofrido sucessivas derrotas na tentativa de protelar a apuração do caso no Conselho de Ética do Senado. Além da luta para preservar o mandato no julgamento político dos colegas, ele agora pode enfrentar uma série de ações penais, caso o STF concorde com as acusações.
– Esse pedido não tem nenhuma interferência na avaliação do Conselho de Ética sobre a conduta do senador. A iniciativa tem o objetivo de esclarecer a questão sob a perspectiva penal – afirmou o Antonio Fernando, que entregou ao STF um documento de 478 páginas para justificar a investigação.
Indicado para relatar o inquérito, o ministro Ricardo Lewandowsky vai analisar todos os documentos reunidos pelo Senado desde 29 de maio, quando o Conselho de Ética acatou a primeira representação do P-Sol contra Renan.
O senador também será investigado pelo suposto uso de notas fiscais frias de venda de gado para justificar uma renda que, segundo ele, seria suficiente para arcar com a pensão de R$ 12 mil paga à jornalista Monica Veloso, com quem tem uma filha.
– Pedi o encaminhamento (ao STF) de todas as representações que eventualmente estejam em curso no Senado – disse o procurador-geral.
A Mesa do Senado ainda analisa uma representação em que o PSOL acusa Renan de grilagem de terras e favorecimento da empresa Schinchariol no INSS. Publicada no fim de semana pela revista Veja, a denúncia de que o senador teria usado laranjas na compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas também deve ser acrescentada à investigação no STF, informou Antonio Fernando.
Se o ministro Lewandowsky concordar com as acusações feitas no Conselho de Ética, o presidente do Senado pode ser indiciado por crimes como corrupção passiva e evasão fiscal. O procurador-geral não quis divulgar o teor do pedido de investigação, mas revelou que, além das provas reunidas pelo Senado, vai analisar documentos enviados pelo Ministério Público de Alagoas que provariam irregularidades em transações com imóveis no estado.
O presidente do Senado afirmou nesta segunda que pediu à procuradoria que abrisse uma investigação para que pudesse esclarecer todas as denúncias. Renan disse que enviou uma carta ao procurador e à imprensa, que não quis publicá-la. ( Relembre as denúncias contra Renan).
– Há mais de 15 dias pedi ao procurador-geral para abrir meu sigilo, que fizesse uma investigação para que eu pudesse mostrar toda a minha verdade. Eu mandei uma carta a ele, vocês não divulgaram porque não quiseram – afirmou Renan.
Em carta encaminhada aos demais senadores, Renan disse estar sendo vítima de uma campanha de difamação e faz duros ataques à revista Veja, que na edição desse fim de semana o acusa de usar laranjas para acobertar sua suposta sociedade em emissoras de rádio.
A situação do peemdebista se agravou no fim de semana, com a publicação de uma nova denúncia pela revista Veja. Segundo a publicação, o senador seria sócio oculto de emissoras de rádio em Alagoas e teria comprado um grupo de comunicação em seu estado utilizando laranjas, pagando R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo e omitido a transação das autoridades fiscal e eleitoral.
O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), considerou graves as novas acusações e já avisou que vai requisitar documentos e recibos à revista para iniciar investigação.