
Carlos Farias deverá explicar fatos relatados pela superintendente do órgão
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Zona Azul na Câmara de Vereadores vai ouvir na próxima terça-feira o depoimento o ex-presidente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), Carlos Farias (PMDB). É a segunda vez que ele presta esclarecimentos na Casa.
A decisão de reconvocar o ex-presidente do Ipuf foi tomada depois que os vereadores da CPI ouviram a superintendente administrativa do Ipuf, Marina Ramos Paixão, sobre as licitações para a compra de material para a Zona Azul feitas em setembro de 2005.
A CPI investiga denúncias de desvio de parte do dinheiro arrecadado pela Zona Azul, órgão da Prefeitura subordinado ao Ipuf que administra o sistema de vagas rotativas de estacionamento nas ruas da cidade.
Farias comandou o Ipuf no primeiro ano da gestão do prefeito Dário Berger (PSDB), até ser substituído por Ildo Rosa (PSDB), no ano passado.
A realização de um pregão eletrônico para a compra de 600 mil bilhetes de estacionamento da Zona Azul chamou a atenção dos vereadores. Nas licitações anteriores, uma delas realizada dias antes, a média das encomendas para a impressão dos bilhetes ficou entre 120 mil e 150 mil.
A suspeita é de que parte desses bilhetes tenha sido usado para a arrecadação de um caixa dois, já que pouco depois a Zona Azul registrou na Polícia Civil uma ocorrência de roubo do material.
A funcionária do Ipuf ouvida nesta terça-feira disse que vários materiais que constavam em licitações feitas pela Zona Azul não foram encontrados no almoxarifado.
De acordo com o presidente da CPI, vereador Márcio de Souza (PT), a informação reforça as suspeitas investigadas pela comissão. Além dos bilhetes de estacionamento teria sumido um lote de quase 100 mil canetas.
Os vereadores decidiram reconvocar Carlos Farias, presidente do Ipuf à época, para explicar esses fatos.
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