A Organização Mundial da Saúde estima em 550 milhões os infectados pela doença em todo o mundo, chegando a 1,5 milhão de mortes por ano. O Brasil, lamentou, não está fora desta realidade. No País, 6 milhões de pessoas são portadoras do vírus das hepatites B e C. Para o deputado, mais alarmante do que o número de doentes é a falta de informação. “Para se ter uma ideia, de acordo com o Ministério da Saúde, 95% dos brasileiros infectados com o vírus das hepatites B e C não sabem que têm a doença. E apenas dez mil pessoas, em média, recebem o tratamento adequado, por ano”, afirmou.
Para os próximos dez anos, continuou, estima-se o surgimento de 1 milhão de casos de cirrose hepática em função da doença. O investimento na Saúde, defendeu Geraldo Thadeu, pode evitar até 600 mil mortes neste período. “Os brasileiros são vítimas não só da falta de políticas públicas mais efetivas, mas também de uma doença que age silenciosamente. Por isso, uma das nossas maiores preocupações está relacionada com a falta de diagnóstico precoce, realidade que poderá mudar com os investimentos em campanhas de mobilização”, avaliou.
Cirrose - No caso da hepatite B, informou Geraldo Thadeu, 10% dos portadores desenvolvem a infecção crônica, o que leva à cirrose hepática e ao câncer. Esse percentual aumenta para 80% no caso da hepatite C. Nesse estágio o transplante é inevitável. “Mas sabemos que a intervenção cirúrgica agrava ainda mais a situação, pois é de difícil acesso”, criticou, ao informar que, hoje, cerca de 60 mil pessoas estão na fila de espera para a realização de transplante de órgãos. Desses, seis mil aguardam um fígado, e 60% deles morrem na fila. “Reconhecemos os avanços na política que trata do assunto, mas acreditamos que ações governamentais podem e devem se aperfeiçoar”, afirmou o deputado, que já foi portador da hepatite C, adquirida durante um procedimento médico, quando pouco se utilizava material descartável.
Transmissão - O deputado alertou que a hepatite pode ser adquirida via sanguínea, por seringas e agulhas compartillhadas, além de objetos cortantes contaminados, como alicates de unha e giletes. No caso da hepatite B, cerca de 70% dos casos de transmissão ocorrem pelo contato sexual, sendo de mais fácil transmissão do que a aids. Thadeu informou que a frente parlamentar tem atuado para acabar com a defasagem do protocolo do Ministério da Saúde, de 2002. Segundo o parlamentar do PPS, os medicamentos mais novos que constam neste protocolo estão fora da lista do Sistema Único de Saúde. “Devemos e podemos ser uma referência no tratamento, a exemplo do sucesso do programa nacional de DST/Aids.”
Deputado Geraldo Thadeu/contato: dep.geraldothadeu@camara.gov.br
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