Reservadamente, tucanos paulistas passaram a cogitar Itamar, ex-governador de Minas, como candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pelo governador José Serra (SP).
A hipótese seria uma alternativa à proposta de chapa “puro-sangue”, até então rechaçada pelo governador mineiro Aécio Neves, também pré-candidato do PSDB ao Planalto.
Embora ácido crítico do governo Fernando Henrique Cardoso, Itamar sempre nutriu boas relações com Serra. Nos últimos anos, porém, tornou-se um fiel aliado de Aécio, que assumiu o Palácio da Liberdade em 2003 com apoio do ex-presidente. Atualmente, Itamar, de 78 anos, ocupa o cargo de presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais (BDMG) e seu grupo defende abertamente candidatura de Aécio no PSDB.
O convite a Itamar foi feito há cerca de um ano e no último encontro com dirigentes nacionais e estaduais do partido, ele prometeu tomar uma decisão em maio ou junho. “Não é apenas mexer uma peça do xadrez, ele vai mudar o jogo”, acredita o presidente nacional do PPS, Roberto Freire (PE), que ontem participou de um evento da legenda em Belo Horizonte. Ex-líder na Câmara no governo Itamar (1992-1994), Freire ressalta que o PPS tem como pressuposto na articulação da eleição presidencial a unidade das oposições, o que significa não alimentar um racha entre Aécio e Serra. “Que seja mais um evento para ajudar na unidade, criando alternativa”, diz. “Isso foi dito, inclusive, ao Itamar e ele concorda plenamente.” O Estado não conseguiu contato ontem com Itamar, que estava em Juiz de Fora (MG).
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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