terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


Com o povo endividado e sob o risco de perder o emprego, nenhuma política de caráter estrutural foi adotada. Um presidente eleito com o apoio popular e com tanta esperança depositada por milhões de brasileiros, simplesmente, levou adiante a política econômica de seu antecessor, sem utilizar do cacife que ainda detém, de 80% de aprovação, para ousar soluções mais avançadas, que pudessem de fato levar o país a um cenário efetivamente seguro de desenvolvimento econômico sustentável, sem grandes turbulências.

Nosso crescimento continua limitado por armadilhas que submeteram o desenvolvimento econômico do País e o condicionaram a taxas de crescimento, ainda que positivas, inferiores ao de outros países emergentes, também beneficiados pela conjuntura internacional econômica favorável, que ruiu.

Assim mesmo, o presidente Lula construiu uma base popular com o bolsa-família, cujo principal mérito foi demonstrar ao País a importância de incorporar à economia setores da população que até então se mostravam marginalizados. Apesar de positivo, é preciso compreender que o benefício tem caráter emergencial e que havia necessidade de preparar o País para substituí-lo por políticas sociais consistentes incorporadas à legislação, com o país em pleno desenvolvimento econômico, livre das amarras que o impedem de crescer, como a inflação no passado e a atual política de juros.

Algumas medidas foram tomadas, mas no fundamental pouca coisa se fez para reduzir a enorme concentração de renda da economia, que continua privilegiando a elite econômica nacional, que, tradicionalmente, não cede um espaço sequer em seus privilégios.

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