terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

DAVI ZAIA: A RESPONSABILIDADE DO GOVERNO NA CRISE


"Plante que o João Garante". O slogan é do último general-presidente do Brasil da ditadura militar, João Figueiredo (1979-85), para incentivar a política agrícola do governo, que resultou num imenso fracasso.
Muitos outros bordões foram cunhados pelo marketing político de nossos presidentes. Outros se caracterizam pelo modo como os nossos mandatários se dirigem à Nação, em determinados momentos, como o atual "nunca na história desse país", que invariavelmente caía na boca de nosso atual presidente, quando queria auto-elogiar os seus feitos.

O presidente talvez tenha mudado de redator ou algum assessor o aconselhou a não repetir a frase que já começava a se tornar motivo de chacota. Mais recentemente, ao aconselhar aos brasileiros a como enfrentar a crise economia mundial, Lula nos disse que deveríamos continuar a consumir. Talvez, em uma livre adaptação do lema do João, um "marqueteiro" poderia ter sugerido algo como "endivide-se que o Lula garante".

Seja qual a intenção do nosso presidente, passar uma imagem otimista, talvez, a recomendação mais sensata seria a precaução num momento delicado da economia. Nem tanta marola, nem tanto tsunami, o fato é que no espaço de apenas um mês, 654 mil empregos desapareceram (média de 28 mil vagas por dia).

Na verdade, medidas preventivas nunca foram o forte do governo que desde o início incentivou o endividamento da população, e dos aposentados em particular, colocando os assalariados a mercê dos juros extorsivos praticados pelo mercado, incluindo os das próprias instituições governamentais, como o INSS. Verdadeira fábula da formiga e da cigarra.

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