Desemprego atinge quase 50% dos jovens no país
O índice de desemprego atingiu, em 2005, 46,6% dos jovens brasileiros de 15 a 24 anos. O dado, publicado hoje (20), é referente ao último levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Com esse índice, o Brasil é líder em relação ao número de jovens desempregado entre os dez países pesquisados pelo Ipea. O México ficou em segundo com 40,4%, seguido por Argentina (39,6%), Reino Unido (38,6%), Suécia (33,3%), Estados Unidos (33,2%), Itália (25,9%), Espanha (25,6%), França (22,1%) e Alemanha (16,3%).
Segundo o estudo, a “crise do emprego” ocorrida no país em meados da década passada atingiu principalmente os jovens. Ainda de acordo com o levantamento, em 2006, 22,6% daqueles que tinham entre 15 e 17 anos estavam desempregados, enquanto que, na faixa de 30 a 59 anos, o valor atingiu 5%.
Um dos motivos apontados para o alto índice de desempregado se deve à grande rotatividade entre os trabalhadores jovens, fato menos corriqueiro entre os trabalhadores adultos.
“Parte da rotatividade, que não é necessariamente prejudicial à trajetória profissional, deve-se às próprias decisões do trabalhador jovem que, no início do ciclo de vida, passa por um processo de ‘experimentação’ em várias ocupações. Ao mesmo tempo, outro fator da rotatividade deste grupo de trabalhadores é explicado pelo lado da demanda: os postos de trabalho ocupados por pessoas com pouca qualificação e experiência são, geralmente, os piores em termos de remuneração e condições de trabalho, além de terem os custos mais baixos de demissão e contratação”, ressaltam Jorge Abrahão de Castro e Luseni Aquino, em trechos do estudo.
“Parte da rotatividade, que não é necessariamente prejudicial à trajetória profissional, deve-se às próprias decisões do trabalhador jovem que, no início do ciclo de vida, passa por um processo de ‘experimentação’ em várias ocupações. Ao mesmo tempo, outro fator da rotatividade deste grupo de trabalhadores é explicado pelo lado da demanda: os postos de trabalho ocupados por pessoas com pouca qualificação e experiência são, geralmente, os piores em termos de remuneração e condições de trabalho, além de terem os custos mais baixos de demissão e contratação”, ressaltam Jorge Abrahão de Castro e Luseni Aquino, em trechos do estudo.
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