quarta-feira, 21 de maio de 2008

Escolaridade
Além da rotatividade, os técnicos lembram que a baixa escolarização que atinge milhares de jovens no país também ajuda a elevar os índices de desemprego dessa faixa etária. Segundo o estudo, a freqüência ao ensino médio – na idade adequada – ainda não abrange metade dos jovens de 15 a 17 anos, sendo que apenas 34% deles ainda estão no ensino fundamental.

“O processo de escolarização da maioria dos jovens brasileiros é marcado por desigualdades e oportunidades limitadas. Predominam trajetórias escolares interrompidas pela desistência e pelo abandono, que, algumas vezes, são seguidos por retomadas. As saídas e os retornos caracterizam um percurso educacional irregular”.
Mudanças de comportamento
Neste cenário de restrição das oportunidades de emprego, há também outras tendências sociais que indicam o baixo número de jovens empregados. Ao contrário das gerações nascidas na década de 1970, em que a incidência do ingresso no mercado de trabalho a partir dos 13 anos era um fator corriqueiro, na geração da década de 1990 esse fenômeno verifica-se cada vez mais raro.
A razão para isso, segundo os técnicos, é a busca de uma melhor qualificação educacional pelos jovens de hoje, o que os leva a permanecem cada vez mais na casa dos pais, uma vez que, geralmente, os grupos mais jovens ocupam postos de pior qualidade e retorno financeiro.
Reflexos do desemprego
Os técnicos lembram também que as altas taxas de desemprego entre os jovens se refletem diretamente nas garantias sociais, trabalhistas, na condição e no exercício da cidadania, tendo em vista que o vínculo com a rede pública de proteção social ainda se dá em grande medida via inserção no mercado formal de trabalho.

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