Todo partido ambiciona o poder, é para isso que são formados e filiam-se pessoas que militam em busca de votos nos pleitos, mas infelizmente os caminhos da política sempre são difíceis de premonizar. E até cumprir esta importante e legítima tarefa se torna complicada quando diversos interesses aliados a figura dos seus líderes, que não se lançam nesta cruzada pela disciplina e agentes diretos para a aquisição de mais filiados que se identificam com o partido e que podem até desejar disputarem cargos eletivos.
Nenhum partido escapa deste dilema, a artimanha legal possibilita muito isso, as regras internas da agremiação existem, de forma a disciplinar muito do que seria o seu propósito, mas redundam apenas em letras mortas e que se levadas efetivamente causariam estrondoso estrago no partido, incorência política, heranças que ainda persistem em estar presentes neste mundo complicadoe e cada vez mais desacreditado.
Mas a seriedade e o compromisso na construção existe, até porquê se não houvessem militantes que detenham esta diretriz os partidos políticos seriam realmente um ajuntamenteto de interesses e classes obstinadas a negociar para si ou entre si espaços no poder de outra sigla ou pessoa que o está exercendo.
Entretanto, talvez o mais difícil calvário destes militantes que se dedicam a construir e ampliar sua agremiacão reside muito quando o partido ganha a depreciada alcunha de sublegenda ou legenda de bolso, ou legenda de aluguel. A autenticidade se perde assim como as suas lideranças que de dentro do seu próprio partido exaltam líderes de outras agremiações como se delas fossem, a resposta seria simples se não fosse complexo o mundo político, se existem militantes que não assumem o papel de protagonistas na construção de uma política diferenciada ao "cardápio" existente, porquê não se filiam a aquelas siglas que tanto cultuam? Talvez pelo simples fato de que lá perderam espaços ou nunca os terão e aqui podem realizar ao bel prazer o que lhes melhor aprouver.
"Os grandes" e os "pequenos", os termos neste mundo são preconceituosos, pois se levar-se à cabo grande poderia muito bem ser empregado a sigla que respeita suas resoluçòes, as orientações devidamente discutidas nas instâncias partidárias e a coerência que se segue, independente de quantos deputados, prefeitos, senadores, governadores etc, tiverem, até porquê pode haver abundância em quantidade mas um retalho está formado ante a inquestionável trama de interesses e fins, tornando assim o grande em pequeno, diminuto na falta de ação e definhado pela desilução do eleitor em eleger pessoas e suas agremiações e verem-se chocados pela total incoerência do discurso à prática, e isso reside em todas as agremiações.
Assim, sério será o partido que detenha um pouco de militantes aguerridos e sempre à procura de organização das metas que chegam a uma possível conquista do poder, e que seus líderes assim denominados por respeito às urnas e biografias partidárias se dêem o exemplo aos que se dispoem a contribuir numa eleição com seus nomes ou que simplesmente levam a alcunha de militantes tão somente. O importante é sentir orgulho e saber que o partido que estão filiados é uma sigla verdadeiramente diferente, a difícil tarefa de falar e provar que não é apenas mais um número registrado na Justiça Eleitoral ou que serve a outros estranhos ao partido.
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