Mais de trinta anos se passaram e o Regime Militar ainda é lembrado por aqueles que nele estiveram como algozes ou perseguidos, entretanto, a OAB sempre teve um papel muito bonito e em defesa da democracia, mas parece que se depender de algumas ações realizadas na Seccional de Santa Catarina, está até sendo ressuscitada uma arma nefasta que foi muito utilizada em tempos de chumbo, o "decreto sigiloso".
Este ato público do governo, o decreto, foi usado muito pelos presidentes generais, aliás, o AI5 criou o sigilo em alguns atos "para o bem da Nação", trocando em miúdos, o cidadão às vezes era preso, perseguido entre outras coisas, e ele nem sabia qual era o crime cometido , pois a ordem estava ano Decreto Sigiloso, diga-se de passagem nem os advogados tinham acesso, uma latente aberração na democracia.
Parece que a OAB/SC decidiu copiar algo parecido em seu processo de escolha para a lista do Quinto Constitucional para a vaga de desembargador, pelo que parece não bastou o ambiente ficar impregnado de interesses políticos e do governador Luiz Henrique da Silveira (vide desembargador "liminar" João Henrique Blasi).
Mas o que ouvir dos digníssimos e respeitados advogados conselheiros que estiveram nas trincheiras pela democracia e pelo rompimento das barbáries da repressão que maculou o país por aproximadamente vinte anos e destas práticas que beiram a um dejavou do Regime Militar? é evidente que a disputa política (não partidária) e de conquista de votos entre os conselheiros que elegerão os nomes é salutar e natural, mas já não é de hoje que talvez o que pese nestas articulações carecidas do espírito público estão preenchidas pelos cânticos do governo do estado e a sempre presente questão dos precatórios, ferramenta volta e meia utilizada por Luiz Henrique da Silveira, que aliás sempre pregou ter as marcas da batalha contra a repressão militar.
Entristece e apequena a OAB de Santa Catarina quando realiza este tipo de expediente, pois muitos advogados que ainda existem ou já se foram, lutaram àrduamente para que a expressão democracia não acabasse apenas em dicionários escolares!
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