terça-feira, 21 de abril de 2009

COLUNA PELO ESTADO

Hora de limpar feridas
O Brasil vive um tempo difícil, mas necessário, de limpar as feridas de um corpo político carcomido por privilégios e imoralidades. De acordo com o senador Raimundo Colombo (DEM), o Legislativo também tem sido empurrado para uma mudança de modos. O momento é ruim para o Congresso, mas é bom para a sociedade, raciocina ele. “A política é uma missão, a arte de liderar as pessoas, não é, como tem sido em Brasília, um negócio”, aponta o parlamentar que, no sábado, recomendou a mais de 700 mulheres, durante a primeira conferência do Mulher Democratas, que coloquem a organização partidária perto das pessoas, sobre os valores da comunidade e o interesse dos mais pobres que precisam mais do Estado. Na ocasião, em discurso inspirado pela aclamação para que dispute o governo ano que vem, apelou que as mulheres ensinem aos homens sobre transparência e honestidade. Para que os partidos “não sejam só máquinas eleitorais, mas tenham ação comunitária e base intelectual” de forma a “limpar a sujeira” da política. Para o senador, também é feminino o exemplo de uma nova postura para superar a “desmoralização e o desgaste” da corporação política. Contado na história da Madre Teresa de Calcutá, a missionária albanesa naturalizada indiana, Nobel da Paz, que, nos Estados Unidos, interpelada por um empresário de Detroit, enquanto trabalhava num dos abrigos da congregação, replicou: _ O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode fazer isso. Em tempo: nem Madre Teresa escapou às críticas pelo modo servil como teria apoiado ricos e poderosos enquanto pregava obediência e resignação aos pobres. Se até a beata está longe do consenso para ser santa, imagina a quantidade de feridas que terão de limpar os políticos brasileiros.

Projeção Nacional
O ministro Carlos Minc, que está na Itália, não passou nem perto do fórum de governadores e fórum empresarial organizado pelo Lide, movimento de lideranças empresariais, de João Dória Jr, na Ilha de Comandatuba, na Bahia. Ontem, o governador LHS mediou debate sobre sustentabilidade ambiental. No domingo, liderou, com coro de Yeda Crusius, a reclamação de que as medidas de redução de IPI tomadas pelo governo federal têm prejudicado a receita de estados e municípios. A renúncia, propôs, deveria ser sobre contribuições não compartilhadas pela União como PIS e Cofins. O catarinense não perde nenhuma brech para confrontar o aliado governo petista.

(frase)
“Não tenho nenhuma dúvida de que está errado. Mesmo que continue sendo legal o uso dos créditos para terceiros, vou usar apenas para o meu deslocamento até Brasília. É o que a população exige e é o que vou fazer” – líder do PPS na Câmara dos Deputados, Fernando Coruja, sobre levantamento do site Congresso em Foco que o coloca na segunda posição da lista dos que mais viajaram ao exterior com recursos públicos

Prejuízos
Apesar da pequena chance de chuva, estiagem persiste no Oeste. As perdas já são de 30% na produção de leite. A quebra nas lavouras de feijão e de soja é também de 30%. A safra de milho, que está no final e estava prevista em 4 milhões de toneladas, sinaliza prejuízo de 15%. Só os 12 mil arrozeiros de SC foram favorecidos pelo clima e devem colher até 1 milhão de toneladas, informa Enori Barbieri, vice da Faesc.

Itinerante
Direção da Casan vai despachar de Chapecó na quinta e na sexta. O presidente Walmor De Luca terá audiências com 36 prefeitos. Pretende articular acordo com a Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó com vistas ao fornecimento de energia mais barata para bombear água do Rio Uruguai para a barragem que abastece Chapecó.

Abatimento
Por sugestão da Câmara de Vereadores de Chapecó, a Casan poderá incluir no estudo para o abastecimento futuro de Chapecó também a viabilidade da construção de nova estação para captar água na Barragem de Itá. O vereador Sérgio Badaloti (DEM), além disso, indica que a companhia conceda desconto de 50% na tarifa enquanto durar o racionamento d’água na cidade.

Velinhas
O deputado Edison Andrino é o único representante da bancada estadual do PMDB que milita na sigla desde sua fundação, há 43 anos. Começou com 20 anos, na primeira eleição em que o então MDB disputou, elegeu-se vereador da Capital com 912 votos. Andrino, contudo, não participa amanhã das comemorações da sigla, na Assembleia, porque estará no Chile promovendo o Fórum Mundial de Turismo (WTTC). Como o presidente Eduardo Pinho Moreira também está em viagem ao exterior, a estrela da festa peemedebista, além de Luiz Henrique, é claro, tem tudo para ser o recém convertido peemedebista prefeito Dário Berger.

Feito
O promotor de Justiça Luis Eduardo Souto protocolou ontem em Brasília a representação para que o procurador-geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, denuncie a inconstitucionalidade do Código Ambiental Catarinense ao Supremo Tribunal Federal. Amanhã, aliás, no Dia da Terra, o impasse será debatido na Capital. Transplantes Deputado Acélio Casagrande (PMDB) acertou com o Ministério da Saúde a instalação do serviço de transplantes renais no Hospital São José, em Criciúma.

Adriana Baldissarelli/Florianópolis com Ricardo Wegrzynovski/Brasília

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