Eleito segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, tinha como uma de suas atribuições zelar pelo bom comportamento dos colegas e abrir processos contra os que ferissem o decoro parlamentar.
Edmar renunciou ontem à noite ao cargo. E corre o risco de perder o mandato.
A Câmara estava pronta para votar amanhã, em caráter de urgência, o projeto de resolução que subtraia de Edmar a função de fiscal dos seus pares.
Aparentemente, a perda da função seria um castigo para Edmar. Tratava-se na verdade de mais uma patifaria que se alimentava do estado de impunidade que prevalece no Congresso.
O que fez Edmar para perder a função de corregedor?
Disse uma verdade. E expressou um desejo que é de nove entre 10 dos seus pares.
A verdade: “Temos o vício insanável da amizade”.
O desejo: se dependesse dele, processos por quebra de decoro seriam instruídos dentro da Câmara, mas remetidos à Justiça. Dela seria a última palavra sobre a cassação de mandatos e de direitos políticos.

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