terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Enquanto isso em Dubai...

Agente afastado será investigado após fuga do Cadeião de Florianópolis
Uma sindicância foi aberta para apurar ação de funcionários

A Secretaria Executiva da Justiça e Cidadania de Santa Catarina abriu sindicância nesta segunda-feira para apurar a ação dos funcionários da Central de Triagem de Florianópolis na fuga de 70 presos no domingo.
— Um dos agentes que cometeu a falha no procedimento foi colocado à disposição de outra unidade. O outro nem deveria estar trabalhando no dia da fuga, porque trocou com um colega, e estamos avaliando o caso. Mas ambos responderão a uma sindicância — informou o supervisor da Central de Triagem, Luciano da Silva.
Na madrugada desta segunda-feira, agentes do Departamento de Administração Prisional (Deap) fizeram uma revista nas celas da Central de Triagem, também conhecida como "Cadeião do Estreito". Eles recolheram roupas, televisores, rádios, ventiladores e objetos pessoais. No momento da fuga, havia 133 presos num espaço projetado para 80 pessoas.
— Os presos ficarão sem os objetos durante uma semana e as visitas foram suspensas — disse o supervisor.
Ainda não existe uma área disponível Uma ação civil pública de 2007 movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC) prevê a transferência da Central de Triagem até o final de abril. De acordo com o promotor de Justiça Alexandre Herculano Abreu, caso o prazo não seja cumprido, o MP deverá solicitar aplicação de multa diária de R$ 10 mil ao governo.
Segundo o secretário de Justiça e Cidadania, Justiniano Pedroso, ainda não existe um espaço disponível. Ele acredita que a solução pode vir de São José.
— Já tivemos um encontro com o prefeito Djalma Berger que mostrou vontade de resolver o problema. Estamos em conversação para encontrar a melhor solução para a sociedade.
O prefeito Djalma Berger afirmou que não gostaria de ter uma unidade prisional em São José, mas admitiu a necessidade de um local adequado para os criminosos do município.

Onze presos fogem da Delegacia de Itapema

É a segunda fuga em massa registrada em SC em três dias

Onze presos fugiram na madrugada desta terça-feira da Delegacia de Polícia de Itapema, no Litoral Norte. É a segunda fuga em massa registrada no Estado em três dias. No domingo, 70 presos escaparam da Central de Triagem do Estreito, na Capital.
Os 11 presos fugiram da delegacia em Itapema depois de quebrarem os dois cadeados. A carceragem, que tem duas celas separadas por um corredor, era ocupada por 20 pessoas. Ali deveriam ficar no máximo quatro detentos.
Como o local estava superlotado, as celas foram abertas e os presos passaram a ocupar também o corredor. Apenas uma porta servia de barreira entre a carceragem e as outras salas da delegacia.
A polícia acredita que a fuga aconteceu no intervalo entre as rondas das 4h e das 5h. De acordo com o delegado Carlos Dirceu, os presos romperam os cadeados com duas barras de ferro retiradas das portas internas da carceragem. Para que não houvesse barulho, os detentos enrolaram as barras em forma de meia lua com panos, possivelmente lençóis.
Até feridos fugiramApós romperem os cadeados, os detentos tiveram acesso ao pátio nos fundos da delegacia. Eles teriam pulado o muro de 3,5 metros de altura. O muro não impediu a fuga de dois detentos com ferimentos graves.
Entre os foragidos, está Ricardo Alexandre Padilha, que havia fugido do Hospital Santa Inês em Balneário Camboriú, no Litoral Norte, após ter sido baleado na região da clavícula durante um roubo. Outro foragido é Márcio Vassoler da Cruz, que durante um assalto caiu do terceiro andar de um prédio. Segundo Dirceu, ele não se mexia na cela. Um dos onze fugitivos foi recaputado ainda na manhã desta terça. Charles Silva foi novamente encaminhado à delegacia de Itapema.
Responsabilidades
Em entrevista à rádio CBN/Diário, Dirceu disse não ter responsabilidades sobre a fuga desta madrugada. De acordo com o delegado, a Polícia Civil não tem obrigação de fazer rondas na carceragem, o que seria um desvio de função.
— Nós não temos obrigação de cuidar de presos — disse o delegado. — Nós não ganhamos para isso. Estamos num desvio de função. Inclusive deveriam os nossos policiais acionar o Estado para pagar uma importância pelo o que eles estão fazendo. Nós estamos deixando de fazer os serviços inerentes à Polícia Civil para cuidar de presos. O meu policial não é carcereiro. O delegado teria solicitado ao Departamento de Administração Penal (Deap) a transferência dos presos. O diretor do Deap, Hudson Queiroz, disse que na semana passada foi autorizada a retirada de cinco detentos de Itapema, mas o delegado Dirceu não teria aceito.
— Nós acenamos com a transferência de cinco presos, que imediatamente foi negada. O delegado não quis as vagas porque entendeu que cinco eram insuficientes — afirma Queiroz.
Nesta terça-feira, Dirceu deve solicitar novamente a transferência dos dez presos que continuam na delegacia.Presídio Para resolver o déficit de vagas no sistema carcerário em Itapema, foram depositados R$ 3 milhões em juízo para a construção de um presídio. A obra será iniciada após o município indicar um local para a instalação da unidade, com capacidade para 76 presos.

JORNAL DE SANTA CATARINA E CBN/DIÁRIO
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