Aumenta poder de fogo do PSDB
Depois de salvar Luiz Henrique da cassação no TSE, partido quer ter mais espaço no governo e na campanha de 2010.
Depois de salvar Luiz Henrique da cassação no TSE, partido quer ter mais espaço no governo e na campanha de 2010.
Apontando como a principal peça na argumentação jurídica que evitou a cassação do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) na sessão de quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) pode ver seu poder de influência aumentar no restante do mandato e pavimentar de vez sua candidatura ao governo estadual em 2010. Foi a tese de que faltou ouvir a defesa de Pavan que fez zerar o processo que poderia ter cassado os diplomas do governador e do vice por abuso de poder econômico, da máquina administrativa e dos meios de comunicação.
Agora, ele e o PSDB esperam colher os frutos. Recebido com festa no Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, na sexta-feira, após passar a semana em Brasília em função do processo do TSE, Pavan foi logo minimizando a própria importância no desfecho. “Não sou o salvador. Quem está salvando são as regras. Quem está salvando são os partidos que compõem a aliança. Faço parte da tríplice aliança e quero fazer parte do processo para que todos vençam”, afirmou o vice-governador. Mas não é assim que o momento é percebido por correligionários.
Algumas lideranças afirmam claramente que o episódio deve garantir o cumprimento de pedidos do PSDB. Logo de cara, a manutenção da Secretaria da Saúde nas mãos da sigla, após a saída do atual secretário Dado Cherem (PSDB), que vai ser candidato à Prefeitura de Balneário Camboriú. Atualmente, é cotada para substituí-lo a diretora-geral da secretaria, Carmen Zanotto (PPS). Outro pedido é de que os suplentes Serafim Venzon (PSDB) e José Natal (PSDB) sejam mantidos na Assembléia após as mudanças no secretariado.Mas a grande expectativa ainda é de que a fatura tucana chegue em 2010. Já era dada como certa a a possibilidade de Luiz Henrique renunciar ao mandato para concorrer ao Senado, deixando Pavan no cargo – em condições de viabilizar a candidatura ao governo estadual. Agora, existe a expectativa de um apoio ainda maior à candidatura Pavan – embora PMDB e DEM também pleiteiem ser cabeça-de-chapa em 2010, com Eduardo Pinho Moreira e o senador Raimundo Colombo (DEM). “Acho que o Luiz Henrique vai saber reconhecer”, chega a afirmar um tucano.
Fonte: Jornal A Notícia
COMENTÁRIO DO BLOG
Conforme o que destacou o Blog, a tucanagem tupiniquim vem firme nas cobranças, acham-se salvadores da tríplice aliança e certamente o vice Pavan vai cobrar a fatura (ou faturas), mesmo negando tal expediente, o grão tucano sabe que este artifício deu uma sobrevida ao governador Luiz Henrique que poderá se arrastar até as barras da renúncia em 2009.
O compromisso do governador Luiz Henrique (deixamos em cima da pilha dos outros?) é de manter o acordo político com o PPS, mantendo a diretora geral Carmen Zanotto como sucessora natural do atual secretário Dado.
O que pode ocorrer se LHS esquecer de mais este compromisso com o PPS, argumentando que se não fosse Pavan sequer governador poderia continuar a sê-lo?
Neste sentido, se Luiz Henrique da Silveira retornar com o acordo de pessoa diretamente ligada ao deputado Fernando Coruja, com certeza desdobramentos imediatos quanto a participação da sigla refletirá na base de sustentação da chamada tríplice aliança e adjascências...
Nenhum comentário:
Postar um comentário