segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Coluna Pelo Estado

Presidente Lula tenta elogiar o Congresso

O presidente Lula aproveitou a sanção da Lei Nacional da Adoção, proposta pelo catarinense João Matos (PMDB), para elogiar os parlamentares e tentar, de novo, arredondar a imagem do Congresso Nacional. “Isso aqui (a nova lei) mostra a todo mundo todas as críticas que fazem ao Congresso Nacional todo santo dia..., eu digo sempre que se a gente for colocar uma balança com as coisas boas e as coisas más que foram acontecendo no Congresso, as coisas boas são infinitamente superiores. Mas muitas vezes as coisas boas não têm o destaque que a gente gostaria que tivessem”, discursou. Semana passada, depois de pesquisa que apontou desgastes na imagem do presidente por conta da defesa de Sarney, Lula havia adotado uma linha mais distante, mas com o fim do recesso, a retomada da CPI da Petrobras e da comissão de Ética do Senado, vai ficar difícil manter cara de paisagem.

em lágrimas

Ao lado do juiz da Vara de Infância e Juventude de Florianópolis Francisco Oliveira Neto, o presidente Lula foi às lágrimas ontem durante a sanção da Lei Nacional da Adoção Cléber Matos, quando foi abordada a situação de crianças em abrigos. Oliveira sustentou que há no Estado, 1,2 mil crianças abrigadas e, dessas, só 10% em possibilidade de adoção. “Nós precisamos definir mais rápido e melhor, se a criança retorna para casa, ou se a criança vai para uma família substituta”, explicou.

sob controle

O secretário Paulo Bauer, vice Leonel Pavan e governador LHS compareceram ontem ao maior colégio público, o Instituto Estadual de Educação, na Capital, para reafirmar a condição de único Estado a manter o calendário letivo, apesar da Gripe A (H1N1). A suspensão foi descartada, por tratar-se de medida extrema, já que a maioria dos casos registrados em SC é leve sem necessidade de internação hospitalar para tratamento. Tem razão o governador de que a suspensão das aulas causaria problemas aos pais que precisam trabalhar.

(frase):

“São 66 casos em um universo de 6 milhões de habitantes, não existe um surto de fato.

Mas, pedimos para que os pais não mandem seus filhos gripados para o colégio. Se existir problema em um determinado colégio, vamos agir naquele foco, porém, parar todas as escolas é uma precaução desnecessária” Governador Luiz Henrique da Silveira.

Aquecimento

Apesar do fim formal do recesso, só hoje recomeçam as sessões legislativas na Alesc. Ontem, os deputados dividiram-se entre o retorno aos gabinetes, o debate sobre o projeto de piso salarial estadual com o Conselho das Federações Empresariais e a audiência pública em Chapecó sobre a municipalização da Educação Infantil e do Ensino Fundamental em SC. O presidente Jorginho Mello (PSDB) acabou cancelando sua presença na Fiesc, para acompanhar o governador LHS na inauguração da Escola Jurema Savi Milanez, em Quilombo.

Porto

A Fatma apresenta na próxima terça, em audiência pública às 19h, o relatório de impacto ambiental da dragagem para aprofundar de 10,5 para 14 metros o canal de acesso e a bacia de evolução no Porto de Itajaí. Só então, poderá ser licitada a nova obra, com investimentos superiores a R$ 23 milhões já previstos no Orçamento de União. Até amanhã, a possibilidade do Exército conduzir essas obras, proposta da senadora Ideli Salvatti (PT), será discutida em audiência pública.

À noite

Para o presidente da FCDL-SC, Sérgio Alexandre Medeiros, que é do ramo de postos de combustível e que tem viajado muito pelo Estado, um dos sinais de que, principalmente a venda do álcool, tem ocorrido de forma irregular é a grande circulação de caminhões-tanque durante a madrugada. Justamente quando não havia fiscalização do Fisco. “Este maior rigor na fiscalização ajuda a quem trabalha corretamente”, afiança ele.

Chapa DEM

Empolgado com a “simpatia” com que sua candidatura ao governo foi recebida em Indaial, Blumenau e Braço do Norte, o senador Raimundo Colombo vai engrenar roteiro esta semana em Jaraguá e Joinville. O DEM, calcula, vai fechar nominatas para 2010 com 12 candidatos a deputado federal e 30 a deputado estadual. Pelo visto, a sigla não pretende repetir a coligação nas eleições proporcionais como PMDB.

Crise

Colombo aposta na saída do presidente José Sarney, mas evita apostas no nome de um sucessor. “A solução desses processos traz sempre elemento imprevisível. Se o fim da crise vai estourar em alguém desta ou daquela legenda, paciência. Se quisermos fazer limpeza preservando um ou outro possível envolvido, não iremos limpar nada”, apontou ontem, em Florianópolis. Lá em Brasília, o tom de ameaça que Renan Calheiros e Fernando Collor usaram contra Pedro Simon para dizer que Sarney fica, foi de assustar.

Adriana Baldissarelli/Florianópolis com Ricardo Wegrzynovski/Brasília

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