O quadro político na capital de Santa Catarina começa a ganhar curvas mais fortes na reta final das negociações das cúpulas partidárias, e a eleição em Florianópolis promete ser uma das mais entusiasmantes dos últimos tempos.
Não só do ponto de vista do embate repetido entre PMDB e PP, onde o prefeito Dário Berger terá as duas máquinas públicas alinhadas para sua campanha, como também do capital eleitoral envolvido ao redor do casal Amin.
Mas eleição é aquela máxima, somente após às 17 horas do dia 05 de outubro que a mídia e os QGs partidários saberão quem ganhou e quem perdeu, ou ainda quem prossegue no segundo turno.
Além desta tentativa de polarização, surgem como interessantes candidaturas as da vereadora Angela Albino (PC do B); ex-vereador Nildomar, o Nildão (PT); do deputado Cézar Souza Júnior (DEM) e de Antônio Gonçalves Filho, (PPS).
Quanto ao PPS é sempre bom pontuar que seu Diretório Municipal aprovou o nome de Toninho e esta mesma Direção sempre se pautou pelo diálogo com quaisquer siglas que tivessem interesse em discutir sobre o quadro eleitoral deste ano, somente tendo uma ressalva, que vez e outra é lembrada por dirigentes do partido em Florianópolis.
Hoje no Blog do Moacir Pereira, o presidente do PPS de Florianópolis se pronunciou, certamente avalisado pelos demais integrantes e acima de tudo, cumprindo as resoluções partidárias aprovadas em Congresso realizado em outubro do ano passado. Em seu telefonema, Toninho deixou entendido em poucas palavras a posição do PPS, primeiro a de que tem candidatura própría, e a segunda poderíamos traduzir que o partido não faz parte das articulações marginais do governador Luiz Henrique da Silveira, em suma que o PPS não apontará o candidato à vice-prefeito de Dário Berger. Toninho mencionou também ao jornalista que a Direção Nacional não impôs qualquer condição para que a Municipal se alinhe com o DEM e o PSDB, quem conhece o Partido sabe que este tipo de prática é impensável no PPS.
Nesta questão é bom relembrar, pois o exercício das lembranças e atos feitos num passado recente sempre serão úteis para reforçar os encaminhamentos que começam a se materializar no PPS de Florianópolis, esquecer o passado vá lá, mas errar no presente e se arrepender no futuro não é correto nem justo a aqueles que querem fortalecer o partido.
O PMDB sempre busca no final do segundo tempo a parceria do PPS, mas jamais aceitou ser seu parceiro, fez isso em 2004 depois em 2006, mesmo que se gastem horas de explicações e redundâncias dos espaços contemplados ao Partido (e até aqui estes espetáculo de espaços não se solidificaram em todo o partido) isso é fato notório, e prejudica ainda mais esta aproximação porquê o partido do deputado professor Grando não foi convidado a declinar qualquer nome na SDR da Grande Florianópolis? (a discriminação começa por aí), se para governar o PMDB de Luiz Henrique e de Dário Berger não teve esta preocupação (ou competência) não será agora no embate eleitoral que o terá, o canto das sereias impresso pelo governador derruba até apadrinhados dele e faz isso sem qualquer pudor, e o prefeito segue a mesma linha.
Temos também a preocupação de que o Partido Popular Socialista está ausente em uma construção mais profícua no campo ideológico, estamos sendo empurrados ao pragmatismo eleitoral, raciocinando apenas o que o governador quer e dentro de suas conveniências, e apenas nos organizarmos em períodos eleitorais, esquecendo ainda que para sermos um Partido de verdadeiras mudanças é preciso rever quem estava governando ontem, quem governa hoje e o que queremos para nosso povo amanhã, temos que enriquecer este fórum esvaziado.
A JPS/SC procura se pautar no que sempre foram regras claras e coerentes do PPS, sendo contundente e até voraz em direção aos líderes que em alguns momentos esquecem da militância (outros se trancam em gabinetes) e de quanto o partido tem a contribuir com Florianópolis, com Santa Catarina.
Se para construirmos uma proposta de um partido que discuta suas linhas programáticas, suas decisões nas instâncias partidárias, nossas posições de temas que repercutem diretamente na população catarinense e que venha ao encontro da moral, da ética e da decência, a convergência é natural e necessária, quem puxa o debate? todos nós mas são nossos comandantes os responsáveis imediatos certamente.
Por isso, seguindo a visão nos atos que antecedem as coligações partidárias, os rumos são muito claros, Dário Berger surgiu quatro anos atrás como a renovação, mas se esta renovação era apenas travestida e sua carcaça tem as mesmas mazelas e ações da velha e condenável politicagem de pronto deve ser defenestrado de qualquer discussão na Convenção que virá, e a Juventude é solidária a este pensamento, Xô Dário!
O PPS abrindo a questão para proporcionar uma chapa mais ampla ao pleito, dando condições aos candidatos à vereador de fazerem seu trabalho com tranquilidade e que correspondam ao anseio de mudanças, as definições são bem vindas e certamente a JPS estará presente para contribuir com o processo saudável, ao lado do nosso deputado professor Grando, pois no excesso de confiança ou da inércia de alguns o PPS já teve muitos equívocos e sempre sofreu depois, não soframos mais.
A mudança, o novo é o que queremos, o PPS fez isso em 2002 (no segundo turno) com LHS, depois com um Dário Berger travestido de mudança (no segundo turno de 2004), mas se afastou deste tumor que aflige a política catarinense logo que percebeu sua verdadeira face, renovemos o espírito e nossa convição, que o novo pode sim ser a diferença que falta para fazer a cidade voltar a Sorrir e assim será, de uma Florianópolis sempre Jovem, hoje e sempre!
Por Alisson Luiz Micoski, Presidente da JPS/SC
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