TESE
MOVIMENTO NACIONAL SOU MAIS PPS!
Por uma nova Juventude, para um novo Partido
Enquanto os jovens filiados do PPS não começarem a debruçar-se num projeto de organização e conquista de espaços no poder dentro das estruturas do Partido, aliado a participação muito mais profunda nos debates internos e encaminhamentos de proposições, das quais revestem o processo de construção democrática de nosso Partido; enquanto focarem apenas em debates menores, espaços em estruturas hierárquicas, a exemplo do que se vê na falência partidária e que não acresce em nada para um trabalho de organização e avanço partidário, a mudança da qual está sendo apregoada para o nosso XVII Congresso Nacional do PPS, será apenas um conjunto de boas intenções.
As transformações sociais, políticas e as reformas estruturantes, são imprescindíveis ao Brasil, entretanto, qualquer que seja o tipo de mudança, ela deverá dar-se início em nossas próprias estruturas, na retomada da formação da militância e produção de lideranças, para que o PPS não fique refém das estrelas eleitorais de ocasião ou fórmulas mirabolantes de tecnocratas partidários.
Precisamos de transparência e uso racional dos recursos, que sejam respeitadas as bandeiras da Juventude, mas que esta mesma Juventude qualifique seu trabalho, o qual deverá ser focado na construção de propostas que avancem nas conquistas dos jovens brasileiros. Que a JPS se aproxime de movimentos sociais e organizações da sociedade civil, não sendo pautada ou a reboque, e sim, promovendo a pauta e o desenvolvimento de novas perspectivas políticas.
Um novo movimento nacional
O Movimento Estudantil teve sua sobrevida na década de 90, quando espertamente, a esquerda que detém o monopólio destes organismos, aliou-se a uma mobilização nacional, e que, intimamente foi patrocinada pelos grupos de poder e a poderosa mídia nacional, no sentido de desnudar Fernando Collor de Mello, do cargo de Presidente da República.
De lá pra cá, o ME em nada contribuiu para os grandes debates ou na defesa nacional de reformas estruturantes, ao contrário, como parcela da esquerda ascendeu ao poder no Governo Federal, o engessamento robusteceu, o controle ganhou contornos de um ‘mensalão estudantil’, e certamente estas estruturas não representam sequer um décimo de brasileiros que estão nos bancos do ensino superior, pelo menos, não do ponto de vista democrático e participativo, vive-se de uma história, que a cada geração ignora estas formas de representação, tanto é fato, que para muitos deles estes órgãos servem tão somente para confeccionar a Carteira Estudantil, a qual dará descontos em eventos e atividades culturais (ou acesso a tarifas diferenciadas no transporte público).
Que seja rechaçado este modelo falido de pseudo-movimento estudantil do qual aparelha entidades e vem desvirtuando seu papel histórico na luta por um país melhor. Defendemos que a JPS reformule o aspecto (já superado) de um exaustivo embate de forças no falido movimento estudantil brasileiro, materializada nos aparelhos da UNE, UEE, etc,( a máquina aparelhista com que se transformaram, a proposta que defendemos é de caráter modificativo e revolucionário, abrirmos de forma ampla, radical e irrestrita a participação democráticas nestas estruturas, o acompanhamento sério e rigoroso em seus gastos, com envolvimento do Tribunal de Contas e Ministério Público, e acima de tudo, a permanente vigilância para que as entidades não sejam utilizadas como prolongamentos partidários). Vivemos um novo momento quanto à instancias estudantis, é preciso consolidar o direito e colaborarmos efetivamente para que haja respeito aos estudantes na modalidade de Ensino a Distancia – EAD, e aos milhares de brasileiras e brasileiros que vivem as margens das anacrônicas entidades estudantis do país. O movimento estudantil deve ter a coerencia das mudanças que pretende ser, portanto é importante que a JPS defenda junto a sociedade eleições diretas e democraticas para UNE e sua uniões estaduais, com a participação dos estudantes de forma livre e democratica, acabando com a obscura representação através de delegados.
Pensar, formular, agir e construir
O momento é esse, as transformações devem surgir agora, mas temos que ter coerência e um profundo compromisso com o modelo de Juventude a qual queremos apresentar ao Partido.
A Juventude Partidária como instância participativa da mobilização política precisa ser repaginada. Precisa por que, está mais do que claro que, se antes sua influência se dava essencialmente sobre os movimentos sociais – mais especificamente, no estudantil universitário –, hoje esta se dá diretamente sobre o indivíduo, sem necessariamente estar vinculado a um ou outro movimento.
A Juventude Partidária é uma instância que, ao comunicar-se diretamente com seus potenciais filiados, perceberá os resultados sociais de suas articulações muito mais imediatamente do que através de suas influências nos demais movimentos sociais. Neste sentido, além de permitir a sobrevivência e independência de movimentos essencialmente representativos, como é o caso do estudantil, estaremos elevando nosso respaldo junto a sociedade.
Caracterizando esta nova Juventude
1. Identificação.
Que tipo de Juventude Partidária somos? Devemos nos certificar de que de que todos os atuais integrantes compreendem o sentido de estarem ali e, principalmente, não a entendam como uma porta de entrada ao mundo do Poder.
2. Divulgação.
Devemos dizer à sociedade que existimos. Promover, tal qual um produto. Usar exaustivamente as midias sociais, manter e atualizar um website, promover fóruns, eventos, publicações, artigos em veículos de comunicação.
3. Estabelecer metas.
Quantos participam hoje? Quantos podem participar? O que se deve fazer para “chegar lá”? Aonde queremos chegar? Devemos Transformar os objetivos do órgão de cooperação em atitudes concretas, cronograma e acompanhamento do desempenho.
4. Desenvolvimento.
Um bom planejamento sem execução é apenas um lindo pedaço de papel. Devemos atribuir e distribuir as responsabilidades entre os participantes. Devemos cobrar, estabelecer prioridades, tendo sempre um grande tema em voga.
5. Comunicação.
Fazer com que todos os acontecimentos cheguem ao mais remoto dos participantes ou potenciais participantes.
E o Partido? Bom, eis a grande responsabilidade na execução de um novo projeto para a Juventude, dar condições e instrumentalidade, dar o respaldo necessário, possibilitando que a mesma seja de fato e verdadeiramente um órgão de cooperação, articulando, complementando e atuando nestas esferas que a cada dia são criadas a margem dos Partidos Políticos.
Complementarmente, devemos avançar no que se entende por militância de juventude, acreditamos que estaremos transformando a realidade político partidária, aliando-nos aos movimentos e organismos sociais dos quais nos distanciamos, quando assinarmos um pacto para o desenvolvimento e a construção das diversas formas de lideranças (portanto não apenas a juventude, mas mulheres, sindicalistas, movimentos sociais, etc),
Mas hoje, do jeito que existimos quanto organismo de Juventude, e as parcas condições partidárias, o trabalho até aqui desenvolvido, provém quase que exclusivamente da vontade e do brio de setores da juventude, digna de reconhecimento.
Pugna-se na Juventude Popular Socialista, uma nova relação entre Partido e sua Juventude, um ato grandioso dos jovens socialistas e que merece uma profunda reflexão com vistas ao nosso XVII Congresso Nacional.
Por isso defendemos
- Que o Partido, em todas as suas instâncias, estabeleça condições para que sejam desenvolvidos os trabalhos da JPS, estimulando também que as bancadas parlamentares e detentores de mandatos nos executivos se conscientizem de que é preciso ceder espaços e estruturas em seus gabinetes, para que a JPS tenha condições necessárias na consolidação das ações políticas e operacionais, como forma de renovar os quadros e dinamizar a política nacional da juventude;
- Defende-se a criação de um documento que busque no congresso nacional do partido a mudança de seu estatuto tornado obrigatorio em toda estrutura municipal e estadual uma secretaria para assuntos de juventude, com o objetivo de desenvolver a militancia jovem do PPS, assim como oxigenar as relações partido/sociedade.
- Que seja criada a Página da Transparência, no Portal Nacional do PPS, para que possamos acompanhar os recursos e a maneira com que eles são gastos com a JPS, dentre outros. E garantia de recursos, em cima de um planejamento de trabalho aprovado na Executiva Nacional do PPS, e reavaliado trimestralmente;
- Que o PPS crie a Secretaria Nacional da Juventude, no âmbito de sua Direção Executiva, pois a JPS deve ter outro tipo de vocação, o da atuação legislativa e articulação estratégica dentro das políticas públicas nacionais, em sintonia com os estados;
- Propor resolução congressual indicando que haja dentro do gabinete de lideranças da bancada do PPS no congresso nacional um espaço para que alguém de indicação da direção executiva da JPS possa articular as politicas publicas de juventude e as propostas do orgão de cooperação junto aos nossos deputados.
- Propor resolução congressual indicando que aonde houver gabinete de lideranças nas assembleias estaduais este tenha em sua composição um espaço para que alguém de indicação da direção executiva estadual da JPS possa articular as politicas publicas de juventude e as propostas do orgão de cooperação junto aos nossos deputados, além de articular a juventude a nivel de estado
- Que a JPS deve promover a discussão e a construção da grande política nacional para a juventude, pois não precisamos de muito, mas devemos qualificar o debate, ocupar os espaços estagnados por conta do aparelhismo;
- Que após o Congresso Nacional da JPS, seja realizado tantos meses após aprovar o novo estatuto, o I Fórum Permanente da Juventude do PPS, colegiado, composto pela Coordenação Executiva, Estados e o Secretário de Mobilização para a Juventude, da Direção Nacional do PPS. Dentre outras atribuições, o Fórum vai sistematizar os documentos do Congresso e estabelecer diretrizes das quais a Coordenação Executiva deve seguir;
- Que a JPS, com apoio do PPS, reúna-se periodicamente com a Bancada Legislativa, e encaminhe, ou discuta matérias legislativas de interesse da juventude;
- Que a JPS, com apoio do PPS, estabeleça espaços na propaganda de Rádio e TV a lideranças locais e regionais jovens, como forma de potencializar a renovação nas próximas eleições municipais. Os coordenadores que não serão candidatos ficarão impedidos de ocupar este espaço que deve ser destinado aos jovens pré-candidatos;
- Que somente após participarem do curso de formação e organização da JPS, os jovens líderes pré-candidatos poderão ser incluídos na lista de candidaturas e dos espaços destinados a JPS com vistas as eleições de 2012;
- Que após as eleições, com apoio do Partido, a JPS promova o I Encontro dos Jovens Vereadores Eleitos, formulando um plano comum, e dentro da realidade dos futuros edis, seja aplicado como Plano Municipal para a Juventude. Que não sejam estruturas burocráticas e sim plataformas de política públicas agencias de fomento e organização da juventude municipal, com utilização racional de recursos;
- Que a FAP apresente proposta de criação da Escola de Formação, Preparação Política e Organização Partidária Presidente Itamar Franco;
- Que a Coordenação Executiva da JPS tenha um Coordenador Geral (acabando com a atual forma colegiada), o qual presidirá as reuniões. O comando da Juventude, com apoio do PPS, deverá se reunir presencialmente, a cada seis meses, não ocorrendo, será automaticamente dissolvido e o Fórum Permanente da Juventude do PPS elegerá novo corpo dirigente;
Temos um grande desafio, formarmos um corpo uníssono de pressão, exercendo assim a transformação que queremos de nosso Partido, mas que se inicia, forçosamente, dentro de todos nós.
"A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro." (John Lennon)
Florianópolis (SC), 07 de dezembro de 2011.
DIREÇÃO DA JPS-SC
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