terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VALORIZANDO!

Na semana passada foi publicado no jornal Diário da Cidade uma declaração do exgovernador Espiridião Amin(PP) sobre o PPS, segundo jornalistas do Diarinho, disseram que foi perguntado ao ex governador sobre uma eventual aliança entre PPS e PP e o mesmo disse: "seria bom, pois o PPS é a soma do PP, é o PP com algo a mais". O jornalista Fernando Alécio falou que o "careca" teceu diversos elogios ao Partido e a pessoa do vereador Claudir Maciel.
Na foto, vereador Claudir Maciel, ex-governador Esperidião Amin e a deputada federal e pré-candidato ao governo, Angela Amin.

Nós nos pautamos sempre pela discussão de alianças com Partidos e propostas, somos aliancistas por formação e convictos de que a mudança é necessária. Durante dois mandatos (2003 e 2007) estivemos presentes na base do governo do PMDB, e com este Partido, algumas lideranças do PPS têm chancela para tratar diretamernte com o governador, por gozarem de amizade que transcende a simples convivência política partidária, mas isso não foi o suficiente para sermos achincalhados e defenestrados, sendo que o PPS (palavras de Pinho Moreira) tem o espaço que merece por ser um pequeno partido, o que descordamos.
Do outro lado, o PP, de Esperidião Amin, amarga quase oito anos na geladeira, resultado das antigas posições do ex-governador, e de sua até então certeza que apenas com seu nome se reelegeria em 2002, por isso manteve-se apenas com PFL (há época).
Mas derrotado, sentiu na pele o que foi não ter construído o diálogo, e até, não ter feito de forma 'matreira' a cooptação partidária que abocanhou as siglas em 2006, o PPS manteve-se na aliança, muito mais pelo fato de que comungava com o governo da descentralização do que uma estratégia eleitoral e política, o que vimos estarrecidos no fim, em franca campanha onde fomos perversamente acuados por toda Santa Catarina.
Mas 2010 surge como uma estratégica possibilidade, ao sinalizar que quer diálogo (não devemos esquecer que Amin mesmo derrotado 3 vezes goza de força política e eleitoral), e assume uma postura mais propensa ao diálogo e a alianças, isso é positivo, na minha avaliação que tenho do PMDB, PSDB e DEM, devemos assim fazer do PP, se vamos abrir diálogo, que sejamos tratados como forças políticas importantes no contexto, aí neste caso, no meu entendimento pessoal, Pinho Moreira fechou a porta da conversa com o PPS, e de minha parte já que ele vê o meu partido como uma sigla pequena (e certamente como é próprio de sua arrogância) entendendo que é dever de sermos apêndice deles, desde já faço fileiras para que sigamos caminhos distintos.
Sozinho, o PPS aparece como uma importante força política partidária no estado, se desconsiderarmos as principais siglas (PMDB-PSDB-DEM-PP-PT), que concentram-se naquelas a maioria de prefeituras, vices e vereadores. Mas nós temos nosso capital, e é esse tom que devemos inaugurar sempre a conversa com quaisquer forças, além de estrategicamente estarmos nos desdobramentos das coligações para o cenário nacional (Bloco Democrático Reformista) e a hipótese de Itamar Franco ser o nome a vice de Serra. E mais, em 2006 o PP fez aliança com o PV, e aos verdes deu abertura na participação das chapas (majoritária e proporcional), além de terem estruturas e condições de campanha em pé de igualdade e prestígio do então candidato ao governo, Esperidião Amin.
Por todos estes fatôres, aliados de que, além de Claudir, temos o deputado Derli, dentre outros que são pessoas do convívio pessoal de Amin, penso ser importante ampliarmos esta conversa com os progressista, com uma conversa à luz do dia, de respeito mútuo e a urbanidade que não vemos sempre por alguns líderes da quase falida tríplice aliança!

Alisson Luiz Micoski, presidente da JPS-SC e membro da Direção Executiva Estadual do PPS-SC.

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