O QUE TEMOS QUE DESEJAR PARA 2010*
Independentemente de quem vir a governar o país e nosso estado, o que devemos como agentes de cidadania fazer é lutar para que o inconformismo que parece estar assolapando a população, transforme-se em uma grande transformação na cultura política do Brasil. Fortalecer os projetos, e a aqueles que querem realmente apresentar aos eleitores um ambicioso pacto de reconstrução das bases democráticas e republicanas é isso que temos que desejar para 2010.
Estamos atrasados, atropelamos por longo tempo o processo de reconstrução democrática no que concerne em forjarmos a cidadania e participação popular. Fomos ousados e bravos na defesa do restabelecimento da democracia e de eleições livres, mas esquecemos de dar instrumentos para a renovação, de consciência política e no esteio onde se formam novas lideranças, que estão nas bases sociais do Brasil. Os líderes de hoje são praticamente os mesmos que vemos no final do Regime Militar, ou herdeiros próximos daqueles que já partiram, pouco se transformou. Criar condições para a renovação parece um desafio e uma quebra no tabu que insiste em imperar nas nossas agremiações políticas e dos políticos que detém poder, em sua ampla maioria.
Com isso, afastamos de imediato a juventude, retiramos do processo os idealistas e corajosos em assumir uma postura na consolidação de um trabalho a serviço de todos, não apenas de alguns. Desestimulamos mulheres e lideranças de segmentos que poderiam estar em uma posição de protagonistas na transformação social que o país ainda espera.
Os agentes políticos não se cansam de dizer que o cidadão médio está apático, não se envolve e pouco influi no seu juízo de valor quando assiste os incessantes escândalos de corrupção, aparelhamento da máquina pública, e de tantas outras mazelas que até hoje não diminuíram, ao contrário. As instituições não se prezam em defenestrar ou pelo menos, afastar os envolvidos, aqueles que com o poder conferido a eles, usam e desusam para manter-se de forma perpétua no comando. Por quê os brasileiros estão assim? Porque o estágio da indignação passou quando as absolvições em massa, os artifícios jurídicos protelatórios extinguem processos, e quando o corrompedor e o corrupto, que avassalam o erário em milhões, são tratados de Vossa Excelência e o ladrão famélico é tratado como “vagabundo” e é impiedosamente condenado ‘à luz da letra fria da lei’.
Temos que desejar que a transformação, a mudança, comece em nossas atitudes, nossas mentes e se materialize de fato em um catalisador que estimulará o Brasil a recomeçar na construção de sua cidadania, os instrumentos existem. Democratizar de forma radical a formação destes brasileiros, criando novos líderes, e desafiando, sempre o estado apático e imutável do que parece ser a nossa atual política. Da indignação deve nascer o trabalho que não virá apenas de alguém proclamado nas urnas, esta pessoa será apenas o representante destas vontades e propostas. A mudança que o Brasil precisa ter vem de seu próprio povo, que seja assim e que a ela comece por nós agentes políticos!
*Alisson Luiz Micoski, presidente da JPS de Santa Catarina
Estamos atrasados, atropelamos por longo tempo o processo de reconstrução democrática no que concerne em forjarmos a cidadania e participação popular. Fomos ousados e bravos na defesa do restabelecimento da democracia e de eleições livres, mas esquecemos de dar instrumentos para a renovação, de consciência política e no esteio onde se formam novas lideranças, que estão nas bases sociais do Brasil. Os líderes de hoje são praticamente os mesmos que vemos no final do Regime Militar, ou herdeiros próximos daqueles que já partiram, pouco se transformou. Criar condições para a renovação parece um desafio e uma quebra no tabu que insiste em imperar nas nossas agremiações políticas e dos políticos que detém poder, em sua ampla maioria.
Com isso, afastamos de imediato a juventude, retiramos do processo os idealistas e corajosos em assumir uma postura na consolidação de um trabalho a serviço de todos, não apenas de alguns. Desestimulamos mulheres e lideranças de segmentos que poderiam estar em uma posição de protagonistas na transformação social que o país ainda espera.
Os agentes políticos não se cansam de dizer que o cidadão médio está apático, não se envolve e pouco influi no seu juízo de valor quando assiste os incessantes escândalos de corrupção, aparelhamento da máquina pública, e de tantas outras mazelas que até hoje não diminuíram, ao contrário. As instituições não se prezam em defenestrar ou pelo menos, afastar os envolvidos, aqueles que com o poder conferido a eles, usam e desusam para manter-se de forma perpétua no comando. Por quê os brasileiros estão assim? Porque o estágio da indignação passou quando as absolvições em massa, os artifícios jurídicos protelatórios extinguem processos, e quando o corrompedor e o corrupto, que avassalam o erário em milhões, são tratados de Vossa Excelência e o ladrão famélico é tratado como “vagabundo” e é impiedosamente condenado ‘à luz da letra fria da lei’.
Temos que desejar que a transformação, a mudança, comece em nossas atitudes, nossas mentes e se materialize de fato em um catalisador que estimulará o Brasil a recomeçar na construção de sua cidadania, os instrumentos existem. Democratizar de forma radical a formação destes brasileiros, criando novos líderes, e desafiando, sempre o estado apático e imutável do que parece ser a nossa atual política. Da indignação deve nascer o trabalho que não virá apenas de alguém proclamado nas urnas, esta pessoa será apenas o representante destas vontades e propostas. A mudança que o Brasil precisa ter vem de seu próprio povo, que seja assim e que a ela comece por nós agentes políticos!
*Alisson Luiz Micoski, presidente da JPS de Santa Catarina
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