quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Coluna pelo Estado

Pavan articula novo governo
Leonel Pavan já tem carta branca dos deputados do PSDB para compor o novo governo a partir de janeiro. Tucanos que ocupam cargos em comissão os colocarão à disposição ainda no dia 5, quando o vice assumir no lugar do governador LHS. A mesma praxe, na verdade, deve prevalecer entre as demais siglas da polialiança. Mas, por via das dúvidas, Pavan está atento – como com leite ao fogo – às reações das bancadas do PMDB e do DEM. Há uma tendência de que, aqueles que pretendem disputar a eleição, acabem antecipando seu retorno ao Legislativo. Com o que liberariam as novas acomodações já no mês de janeiro, período que será de trava total nos investimentos do Centro Administrativo para cumprir demandas fiscais. Pavan promete um governo “de continuidade” e de negociação política. Já definiu seus critérios de escolha. Quer ficar com quem apresenta resultados e tem bom relacionamento. Mas, acima de tudo, quer tornar este ano uma ponte para mais quatro. Pavan é candidatíssimo a concorrer à reeleição em 2010 com apoio das siglas que Luiz Henrique aliou em 2006. Staff Na cota dos que ficam no colegiado, Pavan já escalou os secretários da Comunicação, Derly Massaud da Anunciação, e da Fazenda, Antônio Gavazzoni. Vinícius Lummertz e Dalírio Beber, além de também serem convidados a permanecer, devem ficar ainda mais próximos do gabinete.

Troca-troca
Desde a gestão de Julio Garcia, foi institucionalizado na Alesc o que tem sido apelidado de a “indústria do suplente”. Com a possibilidade de optar pelo vencimento de deputado, hoje há seis titulares no governo. De modo que a Alesc paga 46 salários para 40 cadeiras. Mais uma espécie de reserva de vagas nos gabinetes. Entre as bancadas da oposição, onde também pegou o esquema de rodízio de suplentes, há apenas um em exercício, o petista Vânio dos Santos. Neste caso, a remuneração não duplica.

Sem calote
A Associação dos Credores de Precatórios de Santa Catarina quer que o Ministério Público pressione o governo do Estado a pagar os precatórios vencidos. A dívida alcançou no final de agosto R$ 520 milhões. Segunda-feira, o presidente da Acrepesc, Luiz Gonzaga de Bem, trata do assunto com o procurador-geral, Gercino Gomes Neto.

Doação
Hoje é o Dia Nacional do Doador de Sangue. Hemosc comemora na Capital, Lages, Criciúma, Joinville, Joaçaba,Chapecó, Tubarão e Jaraguá do Sul. SC registra um dos maiores índices brasileiros de doação espontânea, com 80% do total.

Campanha
Fecomércio lidera esclarecimento contra a pirataria. Apesar de saber que incentiva o crime organizado, quase metade dos brasileiros admite ter consumido.

Café ADI
CONVIDADO vice-governador Leonel Pavan
DA CASA presidente da ADI, Ámer Felix Ribeiro, vice Dércio Rosa, secretário João Paulo Ferreira e conselheiro Cláudio Schlindwein e diretores da Central de Comunicação Adriano Kalil, Osmar Schlindwein e Roberto Pereira.

Por que o sr. é pré-candidato ao governo?
Leonel Pavan: Eu sou pré-candidato porque o PSDB de Santa Catarina tem um projeto para o Estado, está preparando Santa Catarina para ser um Estado cada vez melhor. Já participamos de duas administrações com o Luiz Henrique, contribuímos para a evolução social e econômica de SC e agora, o PSDB pensa em colocar em prática o programa da social-democracia. É possível implantar em nosso Estado projetos sociais, projetos econômicos, projetos de infraestrutura, para a agricultura familiar, para o interior do Estado. São projetos que já estão esboçados no partido e, por isso, entendemos que temos de ter candidato a governador e queremos governar Santa Catarina.

Qual sua principal vantagem em relação aos concorrentes? Esse ano de governo é o diferencial?
Leonel Pavan: A minha vantagem... (risos) Eu não posso fazer uma avaliação dos outros, mas eu estou preparado para governar o Estado. Esses três anos como vice-governador e mais um ano como governador vão me dar total visão da necessidade de SC. Isso, certamente, acaba me dando uma certa vantagem em relação aos demais. Também a visibilidade da própria candidatura de José Serra dá uma certa vantagem. Mas eu não trabalho sobre as vantagens em relação aos parceiros. Com os parceiros não tenho de ter vantagens, temos de ter vantagens em relação aos adversários.

Quem o sr. apoia para presidente? Por quê?
Leonel Pavan: Eu apoio o candidato do PSDB, José Serra ou Aécio Neves. Os dois têm condições de governar o Brasil. Os dois são superpreparados, já governaram estados como São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores estados do Brasil e que são destaques nacionais. Além do que, os dois pré-candidatos do PSDB têm alto índice de aprovação popular. Então, meu candidato é um dos dois, não tenho preferência por nenhum.

Adriana Baldissarelli/Florianópolis

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