quarta-feira, 22 de abril de 2009

DO BLOG DO EDSON VARELA

NO CL DE HOJE
Coruja e a mulher de César
Como homem público e ser humano, Coruja tem lá seus defeitos. E não seria político e nem humano se não os tivesse. Mas passa longe, muito longe do deputado qualquer insinuação de desonestidade.
Como vivemos numa sociedade que crê, hipocritamente, que o político deve fazer papel da mulher de César, não bastando ser, mas também parecendo ser honesto, o episódio das passagens aéreas tenta jogar Coruja na vala comum. Vala daqueles que se aproveitam do dinheiro público para resolver a vida privada.
Olhar isento na vida de Coruja mostrará que é mais fácil seu idealismo o levar à insolvência civil que ao enriquecimento ilícito. Desapegado do materialismo que encanta a classe política, Coruja tem como patrimônio essa postura de estar acima da malversação que contamina certos pares e ímpares do meio.
Quando prefeito se quer usava carro oficial. Indagado sobre as passagens, sem receio, explica que havia presunção de ser cota pessoal, podendo ser administrada como conviesse. Mas se a interpretação é outra, limitar-se-á a fazer o caminho de casa ao serviço e vice-versa, sem manter a prática que é legal, porém estranha aos olhos dos linchadores de plantão.
Episódio sugere cautela. Desinformação ou raivismo podem condenar uma pessoa que, se quisesse se aproveitar dos cargos e das influências, utilizaria avião próprio e não cota de passagens.

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