Pedágios dividem Rio Negro em duas e isolam Guaratuba
Instalação de praças de cobrança nas BRs 116 e 376/101 preocupa moradores do Sudeste do estado e comerciantes do litoral
Instalação de praças de cobrança nas BRs 116 e 376/101 preocupa moradores do Sudeste do estado e comerciantes do litoral
Rio Negro e Guaratuba - As novas praças de pedágio que estão sendo instaladas em três rodovias federais que cruzam o Paraná e estão prestes a começar a funcionar têm causado polêmica entre moradores e comerciantes de regiões próximas a esses locais. Antes mesmo de as construções ficarem prontas e a cobrança da tarifa iniciar, essa população já está preocupada com os futuros prejuízos que terão de enfrentar, apesar dos benefícios que a concessão possa trazer para essas rodovias. Em Rio Negro, no Sudeste do estado, os cerca de 2,4 mil habitantes que residem nos bairros Roseira, Tijuco Preto, Retiro Bonito e Cunhupã ficarão separados do centro da cidade pela praça de pedágio assim que ela começar a funcionar. Já em Guaratuba, no litoral, os comerciantes acreditam que a cobrança em Garuva pode afastar os turistas da região mesmo na temporada de verão, o que reduziria os lucros dos estabelecimentos da cidade.
Apesar de os quatro bairros prejudicados estarem localizados na zona rural de Rio Negro, grande parte da população local se desloca diariamente para o centro pela BR-116 para trabalhar, fazer compras ou utilizar os serviços públicos, como hospitais e escolas. “Nosso direito de ir e vir vai ser ferido porque também somos moradores de Rio Negro e pagamos IPTU como todos os outros. Agora, além de ter o gasto com o carro, vamos ter de pagar para ir ao centro quando quisermos”, conta o comerciante Luiz Carlos Antunes. Segundo ele, a única opção para ir ao centro da cidade sem passar pelo local onde será construída a praça de pedágio é se deslocar por uma estrada de terra que serve de desvio. “Não tem carro que agüente passar duas ou três vezes todos os dias por ali”, lamenta.
Apesar de os quatro bairros prejudicados estarem localizados na zona rural de Rio Negro, grande parte da população local se desloca diariamente para o centro pela BR-116 para trabalhar, fazer compras ou utilizar os serviços públicos, como hospitais e escolas. “Nosso direito de ir e vir vai ser ferido porque também somos moradores de Rio Negro e pagamos IPTU como todos os outros. Agora, além de ter o gasto com o carro, vamos ter de pagar para ir ao centro quando quisermos”, conta o comerciante Luiz Carlos Antunes. Segundo ele, a única opção para ir ao centro da cidade sem passar pelo local onde será construída a praça de pedágio é se deslocar por uma estrada de terra que serve de desvio. “Não tem carro que agüente passar duas ou três vezes todos os dias por ali”, lamenta.
Para ele, o ideal seria que a concessionária que administra o trecho isentasse os moradores dos quatro bairros da cobrança da tarifa. Assim, todos poderiam se deslocar tranqüilamente para o centro da cidade quando quisessem. “Se isso não acontecer, vamos ter de fazer uma manifestação na rodovia”, explica. Para tentar reverter essa situação, o vereador Aniceto Vital de Souza entrou com um pedido no Ministério Público para que a situação seja avaliada pela promotoria. “Ninguém aqui é contra pagar pedágio, mas os moradores desses bairros serão prejudicados porque a rodovia é o caminho mais seguro para ir ao centro e, além disso, a cidade está se expandindo para esse lado e logo teremos uma praça de pedágio dentro do perímetro urbano”, comenta.
No entanto, a concessionária que administra o trecho, Autopista Planalto Sul, vinculada à multinacional OHL, alega que é impossível isentar todos os moradores da região porque isso causaria um aumento da tarifa para os outros usuários da rodovia. “A cobrança foi calculada de acordo com o volume total de fluxo de veículos e a isenção causaria um desequilíbrio financeiro muito grande, ainda mais nesse modelo de concessão federal, com tarifas tão reduzidas”, explica o diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias do Paraná e Santa Catarina, João Chiminazzo Neto. Segundo informações da assessoria de imprensa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apesar de o órgão regulamentar as concessões, a empresa fica responsável por negociar a isenção de tarifa com os moradores após a assinatura do contrato de concessão. Antes disso, a comunidade pode se manifestar em audiências públicas realizadas nos municípios antes da criação do edital.
Litoral
Já em Guaratuba, o problema é um pouco diferente. Preocupados com a queda do número de visitantes na cidade durante a temporada de verão, alguns comerciantes se mobilizaram no início do ano para tentar reverter a situação. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Guaratuba (Acig) conta que o órgão chegou a se reunir com o Ministério dos Transportes, solicitando que a praça fosse transferida para cerca de 3 km adiante do trevo de Garuva, no sentido Joinville. “Porém não obtivemos sucesso e estamos contrariados. Afinal, quem vai até Guaratuba pela BR-376 precisa passar por esse caminho para chegar à praia e outros balneários”, explica.
De acordo com ele, o problema não está no preço, mas na inviabilidade de os motoristas pagarem tantas taxas. “O valor cobrado é até mais justo se comparado aos das outras concessionárias que já atuam no Paraná, só que ele não deixa de ser uma despesa extra para o turista”, justifica. Por isso, a associação ainda está tentando uma negociação com a ANTT e com a concessionária responsável pelo trecho, a Autopista Litoral Sul. O grupo ainda conta o apoio do deputado Ney Leprevost (PP), que acompanha a questão desde o início e deve se reunir com lideranças locais no próximo fim de semana para verificar se há interesse da população em tentar relocar juridicamente a instalação de mais esse ponto de pedágio no Paraná.
No entanto, a concessionária que administra o trecho, Autopista Planalto Sul, vinculada à multinacional OHL, alega que é impossível isentar todos os moradores da região porque isso causaria um aumento da tarifa para os outros usuários da rodovia. “A cobrança foi calculada de acordo com o volume total de fluxo de veículos e a isenção causaria um desequilíbrio financeiro muito grande, ainda mais nesse modelo de concessão federal, com tarifas tão reduzidas”, explica o diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias do Paraná e Santa Catarina, João Chiminazzo Neto. Segundo informações da assessoria de imprensa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apesar de o órgão regulamentar as concessões, a empresa fica responsável por negociar a isenção de tarifa com os moradores após a assinatura do contrato de concessão. Antes disso, a comunidade pode se manifestar em audiências públicas realizadas nos municípios antes da criação do edital.
Litoral
Já em Guaratuba, o problema é um pouco diferente. Preocupados com a queda do número de visitantes na cidade durante a temporada de verão, alguns comerciantes se mobilizaram no início do ano para tentar reverter a situação. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Guaratuba (Acig) conta que o órgão chegou a se reunir com o Ministério dos Transportes, solicitando que a praça fosse transferida para cerca de 3 km adiante do trevo de Garuva, no sentido Joinville. “Porém não obtivemos sucesso e estamos contrariados. Afinal, quem vai até Guaratuba pela BR-376 precisa passar por esse caminho para chegar à praia e outros balneários”, explica.
De acordo com ele, o problema não está no preço, mas na inviabilidade de os motoristas pagarem tantas taxas. “O valor cobrado é até mais justo se comparado aos das outras concessionárias que já atuam no Paraná, só que ele não deixa de ser uma despesa extra para o turista”, justifica. Por isso, a associação ainda está tentando uma negociação com a ANTT e com a concessionária responsável pelo trecho, a Autopista Litoral Sul. O grupo ainda conta o apoio do deputado Ney Leprevost (PP), que acompanha a questão desde o início e deve se reunir com lideranças locais no próximo fim de semana para verificar se há interesse da população em tentar relocar juridicamente a instalação de mais esse ponto de pedágio no Paraná.
Fonte: Gazeta do Povo - Segunda-Feira, 21/07
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