Assisti o primeiro debate de candidatos a prefeito (e prefeita) na TVBV quase integralmente. Ainda é cedo para pode fazer qualquer juízo de valor. Até porque, como diz uma propaganda de refrigerante, imagem não é nada. E para perceber o conteúdo ainda leva um tempinho.
Não sei se a gente pode falar isso num blog (no jornal falaria sem pensar duas vezes), mas teve alguns momentos engraçados. No final, por exemplo, o Cesinha Jr. depois de enumerar algumas frases evidentemente redigidas com antecedência, disse que a gente deveria escolher um candidato que não ficasse falando “frases de efeito”. Mas, sem dúvida nenhuma, o filho é muito melhor que o pai. O Boppré estava preocupado que a gente colocasse, no segundo turno, “duas alternativas conservadoras” (Amin e Berger?) e aí começou a pedir votos para os eleitores desiludidos do Andrino e do Grando. Darío parece ter absoluta certeza que o eleitor quer mesmo é asfalto, viadutos e obras por toda a cidade. Nildão ainda está muito preocupado em defender o Lula. Falta cair a ficha que eleição municipal é mais embaixo. A Ângela está bem, talvez até pudesse elevar um pouco mais o tom. Mas eu tenho um problema particular com o PCdoB. Não consigo esquecer da administração ruinosa que eles tiveram na Fesporte. E cada vez que estou me encantando com o jeito firme e suave da candidata, lembro que ela é companheira de partido do João Ghizoni. E aí é como tomar uma ducha de água fria. O Esperidião é o Esperidião. Praticamente uma lenda da política brasileira. Começou como um jovem tecnocrata, prefeito biônico, que tomou gosto pela política e vale-se de sua memória prodigiosa para supreender (e divertir) os interlocutores.
Por mais que a gente ache que seria bom para a democracia que a Ângela Albino, o Nildão, o Boppré e a Joaninha tivessem uma votação espetacular, por enquanto as forças (força mesmo, inclusive de grana) estão concentradas nos candidatos do governador LHS (Darío e Cesinha Jr) e no ex-governador Amin. Tomara que as urnas mostrem um quadro mais equilibrado. Ganhariamos todos.
Num primeiro debate não tem como dizer muita coisa. Nem nós, nem eles, estamos ainda no clima da campanha. Valeu, a rigor, para que a gente lembrasse como era cada um (ou os conhecesse). O resto (como as coisas que escrevi acima), nem vale a pena guardar.
Cezar Valente
PS: E o PPS, que sempre teve um papel definidor na eleição da Capital está no papel de sub do sub do sub, que papelão!
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