O processo político nos coloca esta tarefa. Devemos retomar o fio da história.
Protagonizamos a primeira Frente Popular do Brasil em 1988. Desde então, o processo político na capital passa por nós. Em 1992, vencemos a eleição. Operou-se uma inflexão no processo político local, com impactos em todo o Estado. Pela primeira vez, um governo ousou abrir os canais de participação popular, com transparência, estabelecendo uma relação orgânica com as forças vivas da sociedade, sem privilégios.
Nossa prática, que nos diferencia das demais correntes do espectro político, está impregnada do desejo honesto e profundo de mudar as relações políticas no conjunto da sociedade.
Para isso, não basta apenas melhorar a vida das pessoas e da cidade, é necessário que todos sejam sujeitos dessa conquista, participando e compartilhando o poder local.
Este é o espírito que norteou a Florianópolis de Todos!
E inúmeros foram os avanços políticos e administrativos com a marca da inversão de prioridades. O orçamento participativo, os ônibus aos morros, o Cestão do Povo. A eleição direta para diretores da rede escolar e a gestão escolar compartilhada com os educadores e a comunidade, através dos conselhos de escola. Criamos a Floram, com base em projeto elaborado pelo movimento ambientalista local.
Fizemos o maior investimento em saneamento ambiental da história de Florianópolis, em parceria com o Governo do Estado. Antecipamos a alta-estação turística com a realização do reveillon das luzes. Viabilizamos o centro de convenções da cidade, gerando empregos e renda o ano inteiro.
Assumimos o compromisso com os produtores culturais da cidade. Atuamos na literatura com os Cadernos de Cultura, lançamos o Festival Isnard Azevedo e, no cinema, estruturamos o Funcine. Foi questão de honra provar que a cidade podia andar com as próprias pernas. De terceira em arrecadação, passou a ser a primeira. De quinto lugar em retorno do FPM, passou para terceira, sem aumentar os impostos. E isso por si só, melhorou e muito a governabilidade dos prefeitos que nos sucederam.
Companheiros e companheiras, a história nos cobra um posicionamento firme e claro. A conjuntura atual favorece a nossa unidade. A verdadeira transformação começa nas ruas, ganha as cidades e segue adiante. Eis a razão para o fortalecimento do Poder Local. Não há espaço para sectarismos de toda ordem. A realidade concreta é que todos temos uma dívida com uma parcela majoritária de nossa população que tem acompanhado o nosso posicionamento.
O divisionismo legou-nos tão somente a condenação impiedosa nas urnas.
Devemos deixar aflorar a mais bela característica de um socialista que é a generosidade advinda do humanismo.
Nada de revisionismo.
Devemos construir um programa comum, um projeto de poder em aliança com o nosso povo, sem discriminações. Eis a nossa tarefa!
Professor Sérgio Grando
Deputado Estadual PPS

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