Mirella D'Elia - G1, em Brasília
Munida de uma mala com farta documentação, a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu começou a ser ouvida pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado, na manhã desta quarta-feira (11), sobre as acusações que fez contra a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela acusa Dilma de ter feito pressão política sobre a agência para que fosse aceita a venda da VarigLog, e posteriormente da Varig, para o fundo norte-americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros. Segundo Denise, o fundo teria mais de 20% do capital, o que é proibido pela lei brasileira. Ao chegar ao Senado, Denise Abreu disse que estava tranqüila e que vai comprovar com documentos as acusações que fez. A ex-diretora veio escoltada por seguranças do hotel em que está hospedada até o Congresso. Logo em seguida, chegou ao Senado a mala com os documentos - que precisou ser carregada por três seguranças.
Reunião
Na véspera do depoimento, a base aliada também se preparou para rebater as denúncias de Denise Abreu e fazer uma defesa sobre a legalidade da venda da Varig. Os ministros José Múcio (Relações Institucionais) e Dilma Rousseff e a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, reuniram-se com senadores da base no Palácio do Planalto. Participaram da reunião no Palácio do Planalto os senadores Renato Casagrande (PSB-ES), Serys Shlessarenko (PT-MT), Valdir Raupp (PMDB-RO), Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC), Inácio Arruda (PC do B-CE), Wellington Salgado (PMDB-MG) e Aloízio Mercadante (PT-SP). Segundo Casagrande, o objetivo da reunião foi “dar subsídio” aos parlamentares para a audiência desta quarta.
Na véspera do depoimento, a base aliada também se preparou para rebater as denúncias de Denise Abreu e fazer uma defesa sobre a legalidade da venda da Varig. Os ministros José Múcio (Relações Institucionais) e Dilma Rousseff e a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, reuniram-se com senadores da base no Palácio do Planalto. Participaram da reunião no Palácio do Planalto os senadores Renato Casagrande (PSB-ES), Serys Shlessarenko (PT-MT), Valdir Raupp (PMDB-RO), Fátima Cleide (PT-RO), Ideli Salvatti (PT-SC), Inácio Arruda (PC do B-CE), Wellington Salgado (PMDB-MG) e Aloízio Mercadante (PT-SP). Segundo Casagrande, o objetivo da reunião foi “dar subsídio” aos parlamentares para a audiência desta quarta.
Acordo secreto
Na terça-feira (10), reportagem do Jornal “O Globo” revelou que, para conseguir a aprovação oficial à compra da VarigLog, a Volo do Brasil – formada pela Volo Logistics LLC (empresa do fundo americano Matlin Patterson) e por três sócios brasileiros – teria enviado à Anac uma declaração falsa. A empresa teria declarado ao órgão regulador não existir qualquer contrato que pudesse repassar a seu sócio estrangeiro mais de 20% do capital votante, o que é proibido pela legislação brasileira. Porém, mostra a reportagem, um contrato de gaveta teria sido assinado cinco meses antes da aprovação do negócio, em 23 de junho de 2006. Com isso, diz o jornal, a venda da VarigLog poderia ser anulada por processo administrativo da agência devido a fraude processual. O acordo secreto teria sido assinado em 2 de fevereiro de 2006, obrigando os três sócios brasileiros – Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Michel Haftel – a vender suas ações na Volo do Brasil para a Volo LLC – representada por Lap Wai Chan, controlador da Matlin Patterson. O objetivo seria retirar os brasileiros e deixar a VarigLog – que mais tarde compraria a Varig – em mãos de capital estrangeiro, o que a legislação proíbe.
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