sábado, 21 de junho de 2008

BASTIDORES DA OPERAÇÃO



Informações que circulam livremente em Itajaí e Florianópolis sobre a Operação Influenza:

-- Em setembro de 2007 desapareceram pelo menos cinco contêineres do Porto de Itajaí. Contêiner, como se sabe, é uma coisa imensa. Pra um contêiner desaparecer é preciso que exista, digamos assim, uma certa logística criminosa por trás.
-- No início deste ano, apareceu no porto de Itajaí um contêiner com dois veículos importados, um Porsche e um Mercedes, roubados na Itália. Uma coisa muito misteriosa, que continua sendo investigada.
-- A Polícia Federal já desconfiava de que havia alguma coisa errada no porto. Desde o ano passado, investigava a história dos contêineres sumidos e algumas outras irregularidades que colocavam o porto de Itajaí num nível de insegurança internacional.
-- Paralelamente, a PF investigava também um esquema de fraudes contra a Previdência Social. Foi neste ponto que chegou ao superintendente do porto, Wilson Rebelo. Segundo se conta nos bastidores, a descoberta do esquema da Previdência foi quase casual. Mas foi ali, por causa das escutas telefônicas autorizadas pela Justiça Federal, que houve um cruzamento de informações, de se ligar um nome ao outro, um fato ao outro.
Portanto, não há nada de estranho, para a Polícia Federal, na nova prisão do ex-superintendente do Porto de Itajaí. Falta esclarecer o caso dos contêineres desaparecidos – que, ao que consta – foi a origem dessa grande devassa promovida no porto.

Há uma outra informação circulando fluentemente em Itajaí. O porto seria apenas a ponta de um iceberg gigantesco, envolvendo muitas outras falcatruas, negócios de comunicação e o diabo a quatro. Sinceramente, pelo que conheço de Itajaí, a cidade não está merecendo essa má-fama, construída de 2005 para cá.

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