Acaba de ser aprovado no plenário do Senado, com um único voto contrário, o projeto de resolução que obriga senador investigado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a se afastar de cargo na Mesa Diretora, do cargo de corregedor, do próprio Conselho de Ética ou da presidência de comissões.
De autoria do senador Delcídio Amaral (PT-MS), o projeto sugeria que assim que alguma representação fosse encaminhada ao Conselho de Ética, o parlamentar investigado deixasse imediatamente qualquer um desses cargos até ser inocentado ou não.Uma emenda alterou o projeto: o parlamentar acusado só se afastará do cargo depois que o Conselho de Ética aceitar a representação contra ele.
A proposta, que passa a valer desde 1º de março deste ano, surgiu em meio à crise vivida pelo Senado no ano passado. A primeira representação contra o então presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) foi apresentada em 6 de junho. E ele só largou o cargo em 11 de novembro.Em outubro passado, o projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com a relatoria do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
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