A diretora da escola de Educação básica Professor Laureano Pacheco confirmou ontem que existe uma lista de 20 adolescentes que esperam por uma vaguinha pro ensino médio, o antigo segundo grau. O caso foi parar na câmara de vereadores de Balneário e pode ir pro ministério público se o governo do estado não encontrar uma solução pro perrengue. A gerência regional de Educação diz que o problema é que todos querem estudar de manhã e, por isso, faltariam vagas no colégio. Em outras escolas haveria vagas de sobra.
Foi o vereador Fábio Flor (PP) quem protocolou um requerimento na câmara de vereadores de Balneário, reclamando que 40 crianças do bairro das Nações estariam sem estudar por não ter mais vagas de ensino médio na escola Professor Laureano Pacheco. "É inadmissível que nossas crianças fiquem fora da sala de aula", reclama Fabio. O vereador acredita que a melhor solução seria um convênio com o governo do estado pra que o estudo da galera seja garantido. "Caso não receba uma resposta na câmara, entrarei com uma representação junto ao ministério público", ameaça.
A diretora da Escola de Ensino Básico Professor Laureano Pacheco, Maria do Carmo Schroeder, confirma a lista de espera. "E há mais outras 20 crianças querendo mudar de turno, porque todo mundo quer estudar de manhã", explica.
Segundo a diretora, a procura por vagas na escola acontece todos os dias. "Nós só temos vagas pro segundo ano à tarde", afirma Maria do Carmo, informando que a escola tem apenas sete salas de aula pra comportar mais de 750 alunos entre a primeira série do ensino fundamental e a terceira do ensino médio.
O outro lado
A gerente regional de Educação, Maria Alice Pereira, disse que infelizmente a escola professor Laureano Pacheco tem um espaço físico muito reduzido. "Não tem como ampliar a escola de dois pavimentos para três ou quatro, senão não teremos uma área física pra circulação dos alunos com segurança", argumenta.
Maria Alice diz que enquanto não tem vagas na escola Laureano Pacheco, sobram vagas no colégio João Goulart. "Existem várias vagas nos períodos vespertino e noturno. O problema é que todo mundo quer estudar de manhã", lembra.
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