A CPI criada para investigar supostas irregularidades no repasse de dinheiro público para Organizações Não-governamentais entre 1999 e 2006 foi instalada num rastro de denúncias de desvios e má aplicação dos recursos públicos. O valor total a ser investigado atinge R$ 15 bilhões nestes últimos oito anos e beneficiou 7.670 entidades em todo o Brasil. Os números superlativos da CPI são inversamente proporcionais ao trabalho desenvolvido pelos 11 integrantes indicados para apontar e punir as irregularidades existentes.
Por isso, a CPI das ONGs pode entrar para história como um dos maiores fiascos de apuração externa do Legislativo. Ela foi lida em plenário - primeiro passo para sua realização - em 15 de março ano passado. Só três meses depois ela estava com os membros indicados e pronta para trabalhar, mas pela brigalhada política opondo governo e oposição, ela só foi instalada no final do ano, em 3 de outubro de 2007.
Realizou apenas 10 sessões sem nenhum resultado prático. As reuniões foram marcadas por virulentos bate-bocas entre a tropa de choque do governo e oposicionistas que, em minoria, desconfiavam que a CPI poderia adernar pela obstrução do governo. A CPI, de acordo com a Secretaria Geral do Senado, acaba no dia 12 de maio. Serão mais dez sessões, insuficientes para quebrar sigilos, analisá-los, ouvir 29 depoimentos que estão requeridos e a ainda elaborar um relatório final com as punições.
- A CPI não acaba no dia 12 de maio. O prazo não pode ser contado durante o recesso. Então ela terá mais um mês e produzirá resultados até junho. Acho que conseguiremos a prorrogação por mais 30 dias no plenário - aposta o autor da CPI, Senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
NOTA DO BLOG
Ontem o Blog antecipou o temerário rumo em que se encontra a CPI das OnGs, podendo ter reflexo direto com a atuação do seu presidente, o senador de Santa Catarina Raimundo Colombo (DEM) - APAGANDO-SE E APAGADO
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