quarta-feira, 21 de novembro de 2007

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA PENSAR EM CRECIMENTO PARTIDÁRIO

Certamente quem sai fotalecido com os encaminhamentos realizados na capital é o próprio PPS, os embates e as tensões deram lugar a serenidade que transcorreu a escolha dos componentes da Comissão Executiva (11 no total).
Havia a necessidade do Partido de certa forma romper algumas "amarras", o adesivismo não é bom a ninguém, e há muito o clima era de apêndice ou do governador Luiz Henrique ou do prefeito Dário Berger, interesses pouco coletivos se disseminavam constantemente no ideário dos socialistas que na hora certa souberam decidir de forma tranquila aqueles que terão a responsabilidade de conduzir um processo de crescimento e consquitas partidárias.
A disputa saudável, pelo bem da coletividade e o crescimento do Partido é sempre bem vinda, entretanto, circundou sempre uma atmosfera de "compra à prazo" ou de que o PPS deveria se alinhar aos parceiros no plano estadual, cremos que este pensamento está prejudicado em sua parte, não por parte dos companheiros de Partido mas pela total desconsideração pelos mandatários de plantão, no plano estadual e municipal, pois sequer tiveram interesse em discutir planejamento de gestão e o que o PPS poderia contribuir, erro irreparável.
Deduzir também que o Partido está sendo tratado de certa forma numa tendência linear, com a eventual possibilidade real do presidente regional do PPS, deputado federal Fernando Coruja disputar a Prefeitura de Lages com o apoio da tríplice aliança (olha ela ái denovo) e repercutir isso na capital, talvez seja também menosprezar as lideranças existentes em Florianópolis e que a partir de agora devem começar a (re) pensar as estratégias e ações que podem surtir reflexos eleitorais para 2008. As instâncias partidárias jamais irão interferir nas decisões locais, principalmente quando estas estiverem trabalhando pela ampliação de seus espaços. Quem vive o PPS de forma plena tem como primazia na sua conduta o seguinte, exemplificando: se na região sul eventualmente o Partido não se alinha a sigla A ou B, o mesmo pode acontecer inversamente em outra região, faz parte de sua dinâmica na busca do crescimento e de seu objetivo de poder e não há deputado estadual nem federal que possa interferir diretamente nisso, no máximo, participar da discussão defendo sua tese.

Muitos a que servem outros senão aos próprios interesses e afins e não princípios do PPS talvez saíram frustrados e indignados com o processo, mas as tensões e discussões acaloradas nos Congressos de Florianópolis não são exclusividade do que ocorreu no último dia 27 de outubro. A desorganização é outro ítem que há de ser levado em conta pela nova Direção e aperfeiçoar o controle de seus documentos e filiados, quem sempre participou na verdadeira militância sabe disso.


NOVO OLHAR
Agora é uma nova caminhada, encerra-se aqui a geração dos pró Dário, pró LHS, daqueles que se utilizaram como os interlocutores e resolvedores de problemas ( criados em grande parte pelos mesmos) e até daqueles que se sujeitaram a enfileirar a malfadada tropa de choque do "candidato de proveta" Quirido. Os tempos deverão mudar se os companheiros de PPS de Florianópolis quiserem de fato um Partido mais forte e dotado de mecanismos para ampliar os espaços de poder.

A primeira medida foi realizada, dar forma a uma candidatura própria, colocando uma liderança tradicional e com histórico partidário como a do presidente Toninho, um desafio, pois a Direção Municipal deverá organizar-se e começar a preparar os pré-candidatos a vereador.

Sendo assim, os dirigentes do PPS, quer sejam eles da capital ou das principais cidades e no interior devem ter apenas um pensamento, apenas com planejamento estratégico o Partido poderá obter maior êxito em 2008. Realizar o que até então não foi realizado, ou intensificar as ações, principalmente preparando as candidaturas ao Legislativo e discutindo àreas que deverão integrar planos de governo, mesmo em locais onde o Partido não seja cabeça de chapa, enfim, colocar a impressão programática do PPS a uma nova realidade política para quem quer crescer.

PAPEL HISTÓRICO

Mesmo recebendo as críticas, democráticas sim, mas que no seu final se balanceadas redundam em fragmentos de ausência de atitude, a JPS Estadual exerceu seu protagonismo, tendo apoio amplo da Direção e da base, mesmo sendo a posteriori, aliás, base esta que em tempo algum (não querendo parafrasear Lula) foi tanto ouvida, atendida, respeitada e visitada, quando intenta-se levantar a defesa de "atos pouco democráticos" cremos ser apenas pobres justificativas de companheiros que infelizmente não tiveram esforços suficientes para analisar a conjuntura político/partidária de seu próprio Partido e o relevante papel realizado pelo PPS (no plano nacional) ao longo destes meses. Talvez por ausência de militância e partidarismo acabaram por apenas levantar as já desgastadas justificativas, entrentanto a Juventude Estadual segue firme em seu propósito, ampliar sua militância e suas candidaturas à vereador, cumprir seu papel de orgão de cooperação, e onde falte eventualmente a coragem e a discussão profunda é seu dever agir, como é próprio de seu papel. E até aqui os apoios só foram em linhas crescentes.

As ações realizadas e que coadunam no papel programático do PPS certamente foram respeitados, e isso está se refletindo na ampliação da importância da Juventude em diversos municípios e em candidaturas oriundas da mesma.

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