quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Tucanos alertam contra possível ingerência

A visita do deputado federal e ex-ministro da Educação Paulo Renato de Souza à Capital, no início da semana, teve como objetivo reforçar o trabalho do parlamentar, que pretende conquistar votos e apoio para liderar a bancada tucana na Câmara Federal. Nesse aspecto, as atenções de Paulo Renato ficaram voltadas, sobretudo, aos colegas de plenário Gervásio Silva e Paulo Bauer este licenciado, mas que poderia, dependendo da situação, reassumir a sua cadeira para participar do processo de escolha da mesa e dos líderes.O ex-ministro foi incisivo. Não acredita que a crise vá poupar o governo Lula, aumentando o desgaste que o presidente e sua administração teriam após dois mandatos, acabando com a “blindagem” do governo.
Curioso é que tomou todo o cuidado ao falar do possível candidato tucano à Presidência. Não esboçou qualquer tipo de preferência, tanto por Aécio Neves quanto por José Serra. Um dos dois governadores vai disputar o Planalto pelo partido.
Entre os assuntos, ainda, a sucessão estadual. Os presentes deixaram claro que querem a candidatura de Pavan ao governo, e estão dispostos a reagir às articulações nacionais que podem minar o projeto. Chegaram a comentar que o partido, em Santa Catarina, não pode “pagar o mico” de ter possíveis ingerências da cúpula nacional, atuando com total autonomia. É bom lembrar que não há outro cargo que não o governo no horizonte do tucano Pavan – a não ser que ele renuncie ao posto de vice-governador e ao próprio governo do Estado, confirmada a renúncia de Luiz Henrique em janeiro, para concorrer ao Senado.
Informe Político - DC

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