sexta-feira, 31 de outubro de 2008

LAÇOS DE FAMÍLIA

Confira a relação de servidores do Senado que foram exonerados por serem parentes de diretores ou senadores
1º de setembro
1. Carlos Eduardo Alves Emerenciano – sobrinho do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN);
2. Sílvia Renata Campos – sobrinha do senador Jayme Campos (DEM-MT);
3. Alfredo Antônio Pereira Alvarez – sobrinho do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA);
4. Paulo Henrique Sobral Santos – genro do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE);
2 de setembro
5. Ana Karina Souto Maior Nóbrega – sobrinha do senador Efraim Morais (DEM-PB);
6. André Ventura da Nóbrega – sobrinho de Efraim;
7. Larissa Morais Villar – sobrinha de Efraim;
8. Juliana Perdigão Mayer Ventura – sobrinha de Efraim;
9. João Feitosa Mayer Ventura – cunhado de Efraim;
10. Renato Morais de Araujo – sobrinho de Efraim;
11. Leomar de Melo Quintanilha Júnior – filho do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO);
3 de setembro
12. Marco Aurélio Bonato – sobrinho da esposa do senador Flávio Arns (PT-PR);
13. Elizabete Terezinha Salvaro Bertoldi – parente de servidor comissionado do Senado;
14. Carlos Eduardo Celli – parente de servidor comissionado;
15. José Vieira Caixeta Júnior – parente de servidor comissionado;
4 de setembro
16. João Feitosa Mauer Ventura – cunhado de Efraim Morais;
3 de setembro
12. Marco Aurélio Bonato – sobrinho da esposa do senador Flávio Arns (PT-PR);
13. Elizabete Terezinha Salvaro Bertoldi – parente de servidor comissionado do Senado;
14. Carlos Eduardo Celli – parente de servidor comissionado;
15. José Vieira Caixeta Júnior – parente de servidor comissionado
9 de setembro
17. José Mendes Saboya – irmão da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE);
18. Maria de Lourdes Rocha Almeida – cunhada do senador Valdir Raupp (PMDB-RO);
19. Pedro Roberto Rocha – cunhado de Valdir Raupp;
20. Ozélia Pereira de Oliveira – sobrinha de Valdir Raupp;
21. Joelson Ramos – sobrinho de Valdir Raupp;
11 de setembro
22. Yuri Lobão Coelho – primo do senador Lobão Filho (PMDB-MA);
23. Neiton Barjona Lobão Filho – tio de Lobão Filho;
12 de setembro
24. Miguel Resende Coelho – sobrinho do senador Eliseu Resende (DEM-MG);
16 de setembro
25. Maria das Graças Nascimento – irmã da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE). Obs.: o suplente de Maria do Carmo, Virgínio de Carvalho (PSC-SE) exonerou a irmã da senadora, que está licenciada para tratamento médico;
26. Paulo Sérgio Gonçalves Ferreira – sobrinho do senador Expedito Júnior (PR-RO);
23 de setembro
27. Cynthia Oliveira Santana Bruneto – filha do senador Adelmir Santana (DEM-DF);
24 de setembro
28. Raimundo Alves de Araújo Sobrinho – cunhado do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO);29. Darci da Silva Mello – tia de Leomar Quintanilha;
25 de setembro
30. Antônio Waldir Bezerra Cavalcanti – sobrinho da esposa do senador José Maranhão (PMDB-PB);
31. Maria das Graças Bernardes – cunhada do senador Heráclito Fortes (DEM-PI);

29 de setembro
32. Sálvio Romero Pereira Botelho – irmão do senador Augusto Botelho (PT-RR);
33. Marcelo Sancho Leão de Aquino - cunhado de Augusto Botelho;
3 de outubro
34. Dea Monteiro Cabral – filha do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR);
35. Geilda Monteiro Cavalcanti – esposa de Mozarildo Cavalcanti;
8 de outubro
36. Joselita Martins Caldas Lins – cunhada do senador Papaléo Paes (PSDB-AP);
37. Jussara Duarte Monteiro – sobrinha de Mozarildo Cavalcanti; 14 de outubro
38. Sânzia Maia – mulher do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia (coordenadora da Secretaria de Estágios);

16 de outubro
39. Luana de Fátima Ribeiro – cunhada do senador João Ribeiro (PR-TO);
40. Lauane Alves Caetano – cunhada da senadora Fátima Cleide (PT-RO);
41. Pedro Ciarlini Duarte – sobrinho da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN);
42. Maria das Graças Moraes Souza Nunes – filha do senador Mão Santa (PMDB-PI);
43. Marcelo Araújo Zoghbi – filho do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi, que trabalhava no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS);
44. Nathércia Rachel Alcoforado de Sena Lima – parente de servidor comissionado;
45. Milton Alexandre de Moura – parente de servidor comissionado;
46. Terezinha dos Santos Torres – parente de servidor comissionado;
17 de outubro
47. Florian Augusto Coutinho Madruga – chefe-de-gabinete de Garibaldi Alves, Florian deixou a função de chefia para manter o emprego do sobrinho, João Paulo Madruga, lotado na presidência;
48. Denise Ramos de Araújo Zoghbi – mulher do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi;
49. Carla Lyra Nascimento Rezende Hadjinicolaou – filha da secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra;
50. Marina Lyra Nascimento Rezende – filha de Cláudia Lyra;
51. Carlos Eduardo Nogueira Sette Bicalho – cunhado de Cláudia Lyra;
52. Josidete Maria de Araújo Maia – cunhada do diretor-geral do Senado, Agaciel Maia;
53. Valéria Alves Fernandes Dias – sobrinha do senador Alvaro Dias (PSDB-PR);
54. Flávio Pereira de Carvalho – sobrinho do senador Valter Pereira (PMDB-MS), secretário parlamentar no gabinete da liderança do Bloco da Maioria;
55. Janaína Cafeteira Afonso Pereira – filha do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA);
56. Maria Teresa Rodrigues Lima – cunhada de Epitácio Cafeteira;
57. Patrick Bentim Rosa – filho da chefe-de-gabinete do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE);
58. Igor Bentim Rosa – filho da chefe-de-gabinete de Antônio Carlos Valadares;
20 de outubro
59. Marilda Genilda de Souza Leite – irmã da secretária legislativa da Comissão de Constituição e Justiça, Gildete Leite de Melo
;
60. Ane Kelly Alves de Melo – cunhada de Gildete Leite de Melo;
61. Rosemary Braga Lima – sobrinha do diretor da Secretaria de Transportes do Senado, Cássio Murilo Rocha;
62. Antonio Bezerra de Faria Sobrinho – sobrinho do diretor da Secretaria de Engenharia do Senado, Adriano Bezerra;
63. Luciana Oliveira Guidini dos Santos – filha do diretor do Instituto Legislativo Brasileiro, Luciano Antônio Guidini dos Santos;
64. Izabella Colins Mariz dos Santos – filha do diretor da Secretaria de Expediente do Senado, Celso Dias dos Santos;
65. Letícia de Oliveira Nóbrega – filha da chefe-de-gabinete da liderança do PMDB no Senado;
22 de outubro
66. Consuelo Maria Pinto de Campos – sobrinha do senador Jayme Campos (DEM-MT);
67. Maria José de Ávila – esposa do ex-secretário-geral da Mesa do Senado Raimundo Carreiro, ministro do TCU;
68. André Eduardo de Ávila Carreiro – filho de Raimundo Carreiro;
69. Juliana de Ávila Carreiro – filha de Raimundo Carreiro;
70. Ana Cristina dos Reys – filha do chefe-de-gabinete do senador ACM Júnior. (DEM-BA);
71. Aline Thomas Muniz – filha do diretor da Secretaria de Telecomunicações do Senado, Carlos Muniz;
72. Ana Cristina Nina Ribeiro – filha da diretora da Unilegis (Universidade do Legislativo Brasileiro), Vânia Maione;
73. Carlos Alberto Andrade Nina Neto – filho de Vânia Maione;
74. Tomaz Alves Nina – filho de Vânia Maione;
75. Valéria Abreu da Costa Pinto da Fonseca – irmã do chefe-de-gabinete do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN);
76. Rafael de Almeida Neves Júnior – filho do chefe-de-gabinete do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR);
77. Ana Carolina Quintilhan Campos – filha do chefe-de-gabinete do senador Neuto De Conto (PMDB-SC);
24 de outubro
78. Leonardo José Rolim Guimarães – marido da chefe-de-gabinete do senador Garibaldi Alves;
79. Solange Bandeira Soares Palmeira – filha do ex-diretor-geral do Senado Guilherme Palmeira, ministro do TCU;
80. Júlio Lossio Filho – há 26 anos secretário particular do senador Marco Maciel (DEM-PE), saiu em razão do cargo de chefia ocupado posteriormente pelo sobrinho, chefe-de-gabinete concursado de Tião Viana (PT-AC);
81. Carla Pimentel Pinheiro Limongi – sobrinha da chefe-de-gabinete do senador Marconi Perillo (PSDB-GO);
82. Vicente Limongi Netto – cunhado da chefe-de-gabinete de Marconi Perillo;
83. Taciana Pradines Coelho – irmã da chefe-de-gabinete do senador Mário Couto (PSDB-PA);
84. Regina Célia Carreiro da Silva – sobrinha do ex-secretário-geral da Mesa do Senado Raimundo Carreiro, ministro do TCU;
85. Edmilson Barbosa Teles – irmão do chefe-de-gabinete do senador Paulo Duque (PMDB-RJ);
86. Paulo Elisio Brito Junior – filho do diretor da Subsecretaria de Administração de Patrimônio, Paulo Elias Brito;
87. Virgínia de Lucena Rabello – trabalha no gabinete João Durval (PDT-BA) e é irmã da chefe-de-gabinete do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) – nepotismo cruzado.

GUERRA AO NEPOTISMO

Câmara exonera 102 servidores por prática de nepotismo
Depois da cruzada antinepotismo no Senado, que levou à exoneração de 87 servidores da Casa, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou hoje (30) a exoneração de 102 funcionários cujas funções se enquadravam nas proibições da Súmula Vinculante nº 13, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os servidores afastados foram identificados por meio de rastreamento e cruzamento de registros executados pelo Centro de Informática da Câmara. Segundo a assessoria de imprensa de Chinaglia, esse número de exonerações "é o conjunto dos servidores exonerados desde a publicação da súmula", editada em 29 de agosto deste ano (
leia). Entretanto, informa a assessoria, não haverá a divulgação dos 102 nomes, uma vez que antes não havia a proibição. "Não há porque expor alguém porque cumpriu a lei."
De acordo com a assessoria de Chinaglia, o número de casos de nepotismo pode ser maior, e a orientação oficial da presidência é de que estes sejam identificados e anulados. "Não dá para garantir. À medida que forem achados [novos casos], eles serão exonerados." No entanto, a ordem de Chinaglia é que o cumprimento da súmula antinepotismo deve estar sob "vigilância permanente".
Ainda segundo a assessoria, providências foram tomadas para que a decisão do Supremo seja cumprida, como a assinatura dos deputados garantindo não haver nepotismo a cada nova contratação; e o envio de informações dos gabinetes, temporariamente, para indicar eventuais casos de nepotismo, ou mesmo a situação regular do quadro de contratados. A decisão do STF proíbe a contratação, sem concurso público, de parentes de até 3º grau de parlamentares ou de servidores com cargo de chefia, antes ou depois da posse ou nomeação. A súmula veta também o chamado nepotismo cruzado, que, em suma, é a mútua indicação de dois ou mais parentes nessas situações para trabalhar gabinetes trocados.
Extraído do site Congresso Em Foco

JUVENTUDE DE SANTA CATARINA VAI CONSTRUIR ESTRATÉGIA PARA 2010

As lideranças da Juventude de Santa Catarina já começam a avaliar o processo eleitoral e marcar o mapa de suas vitória que redundará no apoio a chapa proporcional do PPS em 2010.
Para o vice-presidente da JPS-SC, Eduardo Assis, a eleição de três nomes ligados a Juventude e que assumem em 2009 cadeira no legislativo de seus respectivos municípios concretiza um trabalho intenso que vem sendo feito pelo orgão de cooperação, além dos eleitos, outros nomes contribuíram para a legenda e assim já iniciam um capital eleitoral, cumprindo uma das finalidades de militantes partidários.
2010
A Direção da Juventude já começa a trabalhar possíveis nomes que poderão sair candidatos no pleito de 2010, dentre os quais estão naturalmente inseridos no processo de pré-candidaturas, a dos vereadores eleitos Sandro Silva (Jlle) e Marcius Machado ( Lages).
"É possível que outros nomes despontem para que possamos formar uma boa chapa do PPS de estaduais e federais, mas por ora estes seriam nomes naturais pelo fato do êxito nas urnas este ano" defende Alisson Micoski que também já colocou à disposição seu nome para compor na chapa de federais.
Há possibilidade de apoiamentos de candidaturas fora dos quadros de Juventude até pela característica regional da eleição, entretanto, a priori a JPS estará discutindo uma chapa substancialmente forte para ser apoiada em todo o estado pelos quadros do orgão partidário, para tanto buscarão condições junto as ldieranças estaduais que colaborem com o projeto para 2010.
A intenção é aumentar a contribuição ao PPS e materializando isso em votos para a legenda, ampliando os atuais mandatos federal e estadual do partido.

PPS DISCUTE APROXIMAÇÃO COM PSDB

PPS começa a discutir aliança com PSDB para eleição de 2010


O PPS começa, a partir da reunião do Diretório Nacional desta semana, a debater aliança com o PSDB para 2010 em torno das candidaturas dos governadores José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais. “O momento nos impõe a necessidade de apresentar um projeto para o Brasil, nos preocupar em fazer política e não ficar olhando para o próprio umbigo”, disse o presidente Roberto Freire, ao explicar que a discussão sobre sucessão presidencial estava prevista para logo após as eleições deste ano.

Segundo Freire, “a tradição do PPS é a de apontar caminhos e não de esperar para seguir os caminhos definidos por outros”. Aos membros do Diretório Nacional, ele foi enfático ao dizer que “é preciso escolher por onde vamos e não ficar com aquilo que nos restar”. O ex-senador acha que o partido deve trabalhar pela aliança dos dois candidatos tucanos. "Queremos construir uma alternativa para o que está aí (governo do PT). Não tem nada a ver com adesão, até porque ainda não há candidato", diz Freire, ressaltando que o compromisso do partido é com um projeto para o país.“Não podemos é perder essa oportunidade de exercer nosso papel na sucessão presidencial; precisamos começar a construir o nosso pólo de forças políticas”.

Freire confessou que está preocupado com a possibilidade de que a reforma política seja usada contra os pequenos partidos, dando ênfase apenas às janelas para que os políticos troquem de partido. Atualmente, os partidos é que são donos dos mandatos.

Extraído do Portal do PPS

É PRECISO ALINHAMENTO

Wober pede alinhamento do discurso político do PPS
O presidente estadual do PPS do Rio Grande do Norte, Wober Junior, chamou a atenção do Diretório Nacional para a urgente necessidade de alinhamento do discurso político do partido nas diferentes esferas do poder. Segundo ele, vereadores, prefetos e parlamentares “andam soltos” e precisam de um apoio partidáro que lhes dêem estrutura. “Temos que mostrar como se faz”, disse.


Para Wober, a falta de uma sintonia interna é prejudicial ao partido, pois faz com que muitos dos eleitos procurem o apoio de outros partidos. “E o PPS fica chupando dedo”, criticou. “Por isso, é preciso chamar os vereadores e prefeitos para dentro do partido, porque isso vai nos dar mais força”, completou.

Extraído do Portal do PPS

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

TRE-SC JOGA NOVAMENTE PRÁ CIMA

Cassação
O governador Luiz Henrique conseguiu importância vitória com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de rejeitar, por unanimidade, o pedido de cassação de seu mandato, impetrado pela
coligação Salve Santa Catarina.

Além do voto favoável dos cinco juízes, tem a seu favor as duas outras ações semelhantes, também rejeitadas pela Justiça Eleitoral Catarinense.

O advogado Gley Sagaz, autor do pedido, aguardará a publicação do acórdão e já antecipou que recorrerá da decisão ao TSE.

LHS EM MAIS UMA AÇÃO CONTRA MAGISTÉRIO

Governadores contestam constitucionalidade de lei que estabeleceu piso salarial para professores

Governadores de cinco estados ajuizaram nesta quarta-feira (29) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4167) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra dispositivos da Lei federal 11.738, de julho 2008. Ela define novas regras para o magistério e unifica a remuneração inicial dos professores de escolas públicas da educação básica.
Para os governadores, a lei extrapolou a idéia inicial de uma fixação do piso da carreira e criou “regras desproporcionais” ao regular o vencimento básico (não o piso) e dar jornada menor de trabalho dos professores dentro das salas de aula. Segundo eles, a lei federal causará despesas exageradas e sem amparo orçamentário nos estados.
Um dos pontos mais contestados é a denominação de vencimento básico em vez de piso. “Isso significa que toda a gratificação que venha por horas-extras, docência e premiação incidirão sobre o vencimento, e infelizmente não temos orçamento para isso, o que nos impossibilita de cumprir outra lei, a de Responsabilidade Fiscal”, explicou a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. “Os governadores querem estar dentro da lei, mas transformar piso em vencimento nos impossibilita de arcar com esse gasto”, disse, após ser recebida pelo vice-presidente do STF, ministro Cezar Peluso.

A ação é assinada pelos governadores do Paraná, Roberto Requião; do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius; de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira; do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, e do Ceará, Cid Gomes. Eles disseram ter o apoio, ainda, de Roraima, São Paulo, Tocantins, Minas Gerais e Distrito Federal. “Os governadores por unanimidade sabem que não podem cumprir”, disse a governadora Yeda Crusius.
Extraclasse
A ADI também questiona o dispositivo da lei que prevê que o professor dedique um terço da carga horária de trabalho em atividades fora da sala de aula a partir da edição da lei, datada de julho de 2008.
Yeda apontou que a exigência forçará os estados a contratarem mais professores. “Nenhum governo estadual tem orçamento para isso”, frisou. Ela disse que a inconstitucionalidade está no fato de a lei obrigar os estados a quebrarem seus contratos no meio do ano. “Não havia previsão disso nas leis orçamentárias dos estados (feitas ano a ano)”, disse.
Nos cálculos da governadora, os estados terão de contratar, em média, 25% a mais de professores e arcar com um aumento estimado em milhões de reais por ano para cada estado. “Mesmo que eu quisesse respeitar, teríamos de fazer um concurso e não houve tempo hábil. Queremos ser favoráveis à lei e ao magistério, mas não podemos ferir as leis orçamentárias, por outro lado”, disse ela.
A ação prevê ainda um “impacto pedagógico, além do já mencionado impacto financeiro”, concluiu.
Fonte: STF

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

REUNIÃO DO DN DO PPS COMEÇA NESTA QUINTA

A preparação do partido para a eleição presidencial de 2010 será um dos pontos altos da reunião do Diretório Nacional do PPS que ocorre no Hotel San Marco, em Brasília, na tarde desta quinta-feira (30) e manhã de sexta-feira (31).
Os dirigentes também farão um balanço do desempenho da legenda nas eleições municipais de 2008, quando foram eleitos 130 prefeitos e 2.152 vereadores, e discutirão os impactos da crise econômica no país. No primeiro dia da reunião o assunto será a crise financeira internacional.
O cientista político, pesquisador e professor da Universidade de Brasília Ricardo Caldas fará palestra sobre a crise econômica e suas implicações políticas. Ph.D em Relações Internacionais, ele é autor de vários livros. O partido vem discutindo o fenômeno financeiro e econômico sempre com a participação de autoridades no assunto.
Na reunião da Executiva Nacional, no dia 14 de outubro, o economista Tony Volpon, um dos mais respeitados analistas de mercado do país, analisou a crise no mundo e seus reflexos no Brasil, apontando um cenário turbulento em 2009.Na sexta, os integrantes do diretório vão abrir o debate sobre eleições, sucessão presidencial, preparação do XVI Congresso da legenda e temas correlatos, como reforma política e alianças do PPS.

SERRA FORTALECIDO

A tenacidade e o sangue-frio de José Serra fizeram dele o maior vencedor da eleição de domingo. Aliou-se ao PMDB, elegeu seu poste, derrotou os adversários internos e, num lance de sorte cronológica, habilitou-se para uma liderança política qualificada para tratar com os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira.

O governador de São Paulo lutou para obter o êxito político e os maus ventos da fortuna determinaram o fracasso das ortodoxias financeiras que beneficiaram (em todos os sentidos) aquele tipo de político e empresário que "tem medo do Serra".
A facção papeleira do PSDB tornou-se um ingrediente tóxico. No início de outubro, quando Serra criticou o Banco Central ("esses caras estão destruindo o país com essa política monetária"), alguns tucanos quiseram baixar-lhe o sarrafo do centralismo democrático. Depois do mea-culpa de Alan Greenspan, o "maestro" da farra americana e da corrida da banca às burras de todas as Viúvas do mundo, o discurso conservador tornou-se uma peça de antiquário. Surgirá outro, mas ainda precisa ser formulado.
Há três meses, era possível um cenário no qual Geraldo Alckmin chegaria ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Se perdesse, a culpa seria de Serra. Se vencesse, a vitória seria dele e de seus aliados. Nesse caso, uma vitória de Aécio Neves em Belo Horizonte transformaria a candidatura de Serra à Presidência num fundo de derivativos apodrecidos.
Aconteceu o contrário. Aécio não tropeçou porque seu candidato teve que lutar pela vida em Belo Horizonte, mas porque contrariou a prudência da política mineira e se meteu na disputa de São Paulo, apoiando Alckmin. Nisso, teve o discreto apoio de Tasso Jereissati, batido em Fortaleza pela petista Luizianne Lins.
O governo está capturado numa armadilha de juros altos e câmbio volátil. O Banco Central já dispôs de US$ 25 bilhões para impedir que a moeda americana vá sabe-se lá para onde. Seus gênios sabem que qualquer cotação do dólar acima de R$ 2 significa uma dolorida pressão inflacionária que obrigará Nosso Guia a rever sua teoria da marola.
Além disso, estão sobre a mesa os sinais de que o comissariado petista pretende abrir os cofres do Banco do Brasil e da Caixa para investir em empresas estratégicas. Olhada de longe, essa iniciativa bem intencionada ecoa os antecedentes de crises mundiais passadas. Olhada de perto, pode significar uma aventura do governo, beneficiando um pedaço do empresariado, tornando-o eternamente grato pelo favor. É a velha e boa "nova classe", com a qual os grão-petistas tanto sonham, desde que seu gênio contábil Delúbio Soares revelou-se um biscateiro.
Nos últimos 30 anos, deram-se duas tentativas de transformação da economia nacional num regime de capitanias. A primeira, ocorrida em 1976, não passou de uma formulação do velho BNDE. A segunda, vitoriosa durante o tucanato, foi a privataria.
O resultado político da eleição municipal balançou o navio, mas a posição do barco será determinada pela economia. Nela, infelizmente, não há urnas eletrônicas.
Como Serra administrará o capital adquirido, não se sabe. Sabe-se menos ainda como seus adversários administrarão o quadro que o fortaleceu.
Extraído do Jornal O Globo

TERRITÓRIO SEM LEI

Câmara dos Deputados ignora decisão da Justiça
O que disse ha pouco Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, sobre o parecer da Comissao de Constituicao e Justica da Câmara que manteve o mandato do deputado Walter Brito (PRB) até que o Supremo Tribunal Federal decida o caso dele:
- Me surpreende a atitude da Camara de não cumprir o artigo 10 da Resolução 22.610, que dá 10 dias como prazo para o parlamentar sair do cargo quando comete infidelidade partidaria. Será a primeira vez que essa decisao não será cumprida. Ha algumas centenas de decisões deste tipo. Já comunicamos o deputado três vezes e nada mudou. A expectativa era de ter a decisão cumprida com serenidade, afinal de contas, nos baseamos nos nossos precedentes.
O artigo 10 diz que, uma vez informada da decisão do TSE, a Câmara tem 10 dias para afastar o deputado.
No caso de Walter Brito, o prazo para ele deixar o cargo expirou em maio e mesmo assim ele continuou como deputado. Em setembro do ano passado, Brito trocou o DEM pelo PRB.


Extraído do Blog do Noblat

CAMPANHA FICHA SUJA COLETOU MAIS ASSINATURAS NO SEGUNTO TURNO

Campanha Ficha Limpa coletou mais assinaturasdurante o segundo turno O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) realizou a 3ª Mobilização Nacional pela coleta de assinaturas para a Campanha Ficha Limpa no dia 26 de outubro.
A coleta aconteceu em pontos de justificativas do Distrito Federal e em alguns municípios onde houve segundo turno. A coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos obteve bons resultados nos postos montados pelo país. A 3ª Mobilização Nacional aproveitou mais uma vez o momento das eleições, quando as pessoas estão com o título em mãos, documento exigido no abaixo-assinado, para coletar assinaturas. Postos de coleta em São Paulo, Campina Grande (PB) e no Distrito Federal, entre outros, participaram da Mobilização no segundo turno.
Em Brasília, o posto instalado no Shopping Pátio Brasil coletou mais de 300 assinaturas. Muitas pessoas que passaram por lá para justificar o voto aderiram à Campanha Ficha Limpa. No Distrito Federal, houve coleta em outros dois pontos de justificativa, na Escola Classe 316 Norte e no Núcleo Bandeirantes.
A 3ª Mobilização também aconteceu em Campina Grande, na Paraíba, onde houve segundo turno. No município, o Comitê 9840 montou dois postos de coleta, nos distritos de Buxananã e São José da Mata. Em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, não houve segundo turno, mas ainda aproveitando o período eleitoral, o Comitê 9840, com a ajuda de voluntários, realizou coletas nos bairros da cidade na semana que antecedeu o dia 26 de outubro. Isso porque muitas pessoas ainda estavam com o título em mãos por causa da votação no primeiro turno. O Comitê arrecadou 350 assinaturas.
Também em São Paulo, na capital, o Comitê 9840 se organizou e coletou assinaturas para a Campanha no domingo, 26/10. Três postos de coleta próximos a seções eleitorais conseguiram um total de 366 assinaturas, mas outros postos também funcionaram pela cidade. Em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, 110 assinaturas foram coletadas durante o segundo turno. A Campanha Ficha Limpa continua. A meta é alcançar o mínimo de 1,3 milhão de assinaturas, que representa 1% do eleitorado brasileiro. No último balanço oficial do MCCE, em 16/10, foram contabilizadas mais de 400 mil assinaturas. Quem quiser participar da Campanha, deve acessar o site do Movimento, imprimir o formulário de assinaturas, preencher e depois enviar para o endereço do Comitê Nacional em Brasília.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Comitê NacionalMovimento de Combate à Corrupção Eleitoral

PPS É SERRA 2010

PPS aposta em Serra para voltar a crescer em 2010 Qua, 29 Out, 09h12 Agência Estado
O PPS vai apostar todas as suas fichas na candidatura do governador José Serra (PSDB) à Presidência, em 2010, para voltar a crescer. É com essa perspectiva que espera reverter o quadro das eleições municipais, quando elegeu 57,1% menos prefeitos do que em 2004. Mesmo diante desse desempenho, a cúpula do partido descarta a curto prazo a hipótese de fusão ou incorporação a outra sigla.
"Fusão ou incorporação é uma possibilidade que tem relação com uma eventual reforma política que impossibilite a nossa sobrevivência", disse o líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC). Ao garantir que não está nos planos a associação a nenhuma outra legenda, o presidente do PPS, Roberto Freire, observou que o partido sofreu defecções desde que deixou de apoiar o governo Lula, em dezembro 2004. Dos 310 prefeitos eleitos há quatro anos, apenas 84 permanecem no PPS até agora.
"Por isso digo que tivemos um crescimento de 54%: pulamos de pouco mais de 80 prefeitos para 132 agora eleitos", explicou Freire, referindo-se ao resultado das urnas deste ano. "O PPS não está minguando. Mas também não vou dizer que tivemos grande vitória." Nenhuma das 132 cidades conquistadas pelo partido tem mais de 200 mil eleitores.
Tanto Freire quanto o secretário-geral do partido, Rubens Bueno, alegam que o PPS foi a legenda que mais perdeu políticos ao romper com o governo. Dois governadores deixaram a sigla - Eduardo Braga, do Amazonas, e Blairo Maggi, de Mato Grosso. O partido também começou a minguar com a saída do hoje deputado Ciro Gomes (PSB-CE), além do prefeito reeleito de Porto Alegre, José Fogaça, que foi para o PMDB. Em 1998 e 2002, Ciro foi candidato à Presidência pelo PPS. Com sua derrota, o partido passou a apoiar Luiz Inácio Lula da Silva, mas deixou o governo em 2004. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

INTROSPECÇÃO

Companheiras e Companheiros do PPS
Estamos num momento histórico em que as “velhas e superadas” novas teses socialistas tem um campo fértil para o seu revigoramento.
O mundo capitalista esta em crise, as predições dos defensores da democracia proletária estão se cumprindo e como num cair de cartas as surradas defesas da ideologia liberal foram ao fundo do abismo.
Os defensores da liberdade de mercado e do estado mínimo vieram a público requerer a intervenção do estado na economia para tentar salvar o pouco que resta e bilhões de dólares foram tirados do povo para salvar bancos em todo o mundo.
O discurso mais vigoroso deste assalto aos cofres do povo caminhou na defesa do emprego, do salário e da renda, quando nós sabemos que eles estão nada preocupados com o populacho, com os descamisados, com os famintos.
De uma só vez o império expropria do mundo, sem armas e sem guerra toda a riqueza historicamente produzida nos últimos oitenta anos, a cada semana ficamos vinte e até trinta porcento mais pobres.
Ignaros não percebemos; e nos debatemos analisando o resultado das eleições, como se vencedor houvesse; na verdade, pobre povo que se ilude com a democracia das urnas.
Fizemos opção pelas urnas como forma de chegar ao poder, mas esquecemos que já não há justificativas para o assalto a bancos ou aos cofres dos poderosos, como forma de fazer caixa para enfrentar os concorrentes que são abastecidos durante todo o período eleitoral com volumosos recursos de toda ordem em especial o financeiro, comprando e aliciando votantes.
Perdemos para a fartura de dinheiro que abastece as campanhas dos nossos adversários e alguns entre nós,aqueles que dispunham de recursos gastaram-no mal e não conseguiram o seu intento. Diga-se: “ainda bem”.
Nosso debate nestes dias nebulosos que antecedem dias tenebrosos devem prioritariamente serem encaminhados para as defesas das teses históricas da defesa de uma sociedade justa e fraterna (sem exploradores), livre e democrática onde cada um tenha suprida as suas necessidades (básicas) primárias e só após seja distribuída a riqueza produzida; segundo a capacidade produtiva de cada um.
Como um partido popular e socialista temos a obrigação primaria de sermos instrumento de conscientização popular, para que o povo autonomamente crie as condições para a sua libertação.

Voltando ao tempo, me proponho lembrar de fatos que marcaram a nossa historia, reavivando na mente de cada um que temos um passado de luta, um presente confuso, mas e acima de tudo a capacidade de análise e de autocrítica para retomarmos ao campo de luta democrática.

O meu abraço.

Profº Ademir Klein –
Presidente do PPS de Criciúma

terça-feira, 28 de outubro de 2008

APRENDEI-VOS COM ELE Ó POLÍTICOS DO BRASIL

Fernando Gabeira não foi eleito, mas obteve esplêndida vitória política. Mostrou que é possível fazer uma campanha diferente, positiva e propositiva, sem golpes baixos, sem sujar as ruas, sem ataques pessoais ao adversário, sem máquina e sem pegadinhas.

Despertou o entusiasmo de jovens e velhos, que encheram as ruas do Rio de verde, numa onda insuspeitada no início da campanha.

Gabeira venceu na Zona Sul, na Zona Norte (região de bairros tradicionais no Rio) e no Centro. Perdeu na Zona Oeste e no subúrbio. Ao final da eleição, saiu muito maior do que entrou. É hoje o maior eleitor do Rio de Janeiro, a maior referência política da cidade. Construiu um capital político de grande importância.

Fonte: Blog da Lúcia Hipóllito

OS POSTES NÃO SE ELEGERAM

As eleições de 2008 contabilizam também algumas derrotas importantes. Primeiro, o mito do poste. Dizia a lenda política que um governante muito popular e bem avaliado elege até um poste.
Depende muitíssimo do poste. Se o poste não colaborar, nada feito.


A maior lição desta campanha veio de Belo Horizonte. Enquanto Márcio Lacerda foi apresentado como um poste, um “laranja” de Aécio e Pimentel, ele subiu nas pesquisas e bateu num teto.
Acossado pelo adversário, muito popular, Márcio Lacerda só ganhou a eleição, porque saiu de trás dos dois políticos e se mostrou ao eleitorado da cidade. Deixou de ser poste, laranja, e foi à luta. Enfrentou Leonardo Quintão, olho no olho. E ganhou.

Segundo, a boa política. Na maioria das cidades, o segundo turno foi o reino da pancadaria. Com exceção de um único candidato, Fernando Gabeira, que apanhou muito e não bateu em nenhum minuto, a pancadaria comeu solta.

Seus índices estratosféricos de popularidade não conseguiram ajudar Marta Suplicy em São Paulo, Maria do Rosário em Porto Alegre nem Valter Pinheiro em Salvador.

Aplicada a teoria do poste a 2010, é possível que neste momento o Planalto esteja reavaliando a estratégia em torno da candidatura da ministra Dilma Roussef.

Não que vá ser abandonada, mas é preciso que Dilma demonstre mais viabilidade pessoal. Apenas o apoio do presidente Lula poderá não ser suficiente para elegê-la sua sucessora.
Em resumo, 2010 está na rua.

Do Blog da cientista política Lúcia Hipóllito

A QUALQUER PREÇO

A derrota de Paes

Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre no estado, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando descaradamente a máquina estadual, federal e universal, beneficiando-se até de um feriado mal intencionado, enfim, com tudo isso, Eduardo Paes só conseguiu ganhar de Gabeira por 50 mil míseros votos.
Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.
Eduardo Paes levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que ele acusava o presidente Lula de comandar.
Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o Crivella, para o Lupi, para o Piciani, para a Clarissa Garotinho, para o Roberto Jefferson, para a Carminha Jerominho, para o Babu, para o Dornelles, para a Jandira... estou esquecendo alguém?
Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.
Em compensação, como carioca, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver o Rio de Janeiro sair do limbo a que foi condenado nas últimas décadas, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.
Se Gabeira tivesse sido eleito prefeito, o Rio, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa seria alguém em quem o país seria obrigado a prestar atenção.
Agora, lá vamos nós para quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante "Liberou geral!"
Nojo, nojo, nojo.

Extraído do blog da jornalista Cora Rónai

ELE ESTAVA CERTO


'Marx nunca teve tanta razão', diz Saramago sobre crise financeira


O escritor português José Saramago (foto), ao analisar a atual crise do sistema capitalista, afirmou nesta segunda-feira que Karl Marx "nunca teve tanta razão".



O escritor formulou esta declaração em uma entrevista coletiva sobre o lançamento do filme "Ensaio sobre a Cegueira", de Fernando Meirelles, em Lisboa.
"Onde estava todo esse dinheiro (desbloqueado para resgatar os bancos)? Estava muito bem guardado. Logo apareceu, de repente, para salvar o quê? vidas? Não, os bancos", declarou o prêmio Nobel de Literatura de 1998.
"Marx nunca teve tanta razão como agora", ressaltou José Saramago, acrescentando que "as piores conseqüências ainda não se manifestaram".
Ao ser ouvido sobre o vínculo entre o tema de seu romance e a crise financeira, o escritor respondeu que "sempre estamos mais ou menos cegos, sobretudo, para o fundamental".
Nos seus 85 anos, José Saramago publicou dezenas de obras, entre prosa, poesia, ensaio e teatro.
Em agosto último, apenas recuperado de uma pneumonia, terminou de escrever seu último romance, "A viagem do elefante", uma história épica e jovial sobre o périplo de um elefante asiático pela Europa do século XVI.
Fonte: AFP

ARTIGO


Já dizia Shumpeter

Por Andrea Gonçalves, acadêmica de Direito da Unifieo


No Brasil a sobrevivência econômica é dada aos inovadores, com o protecionismo estatal, mesmo com o neoliberalismo, significa dizer, que leis são criadas para beneficiar empresas privadas, como um dos exemplos claros disso, é a nova lei de falências e recuperação judicial, Lei 11.101/05.

Urge uma estratégia de reforma de cunho cultural, social e econômico que traga um novo sentido histórico. O crescimento e o desenvolvimento econômico atual, que se desenrola num cenário de hipertrofia dos mercados financeiros não podem ser suficientemente compreendidos, sem levar em conta o nexo entre o setor financeiro e o setor real. É relevante citar aqui, como alusão analógica, porém crítica, a “Fábula dos Porcos Assados”.

É importante que se compare o ciclo econômico do final do século XIX começo do XX com a revolução tecnológica atual, lembrando que juntamente com a revolução tecnológica vieram varias outras, principalmente na área das telecomunicações (celulares, redes de alto desempenho etc.). Portanto, nota-se, que a necessidade faz a diferença quando uma sociedade necessita resolver de maneira rápida e objetiva os seus problemas. Em um mundo capitalista, que tempo é dinheiro, a tecnologia faz a diferença, mas o preço é alto, na medida em que representa diferenças sociais com dimensões diferentes do final do século XIX, mas mais perigosas, vem se repetindo de forma amedrontante, comprovando que o capitalismo sem controle, também é extremamente ineficaz e maléfico.
É importante frisar que as classes empresariais brasileiras, de um modo geral, mostram-se passivas em suas decisões estratégicas em longo prazo, e devem deixar de culpar os governos por tudo, lembrando que eles, os empresários é que deveriam ser os mais interessados em políticas cooperadas com os agentes econômicos, inclusive com o governo. Vale dizer, seria de suma importância que os empresários procurassem se auto-regular, evitando assim, que crise em um setor específico pode afetar significativamente outros setores da economia, (exemplo: Parmalat e Encol). E é justamente isso que sustenta Schumpeter (1911), sobre a interface do empresário inovador com outros setores, além do Estado como regulador, visando inovar para gerar lucros, e estes últimos passam a ter caráter dinâmico, contrariando o estático pensamento neoclássico.

Joseph Alois Schumpeter, nomeado professor de Economia da Universidade de Czernovitz (capital da província de Bukovina, na parte oriental da Áustria, hoje território da União Soviética), antes de completar trinta anos, por isso recebêra a alcunha de “enfant terrible”, bem como, já havia escrito dois livros extraordinários, com 25 anos, em 1908 publicou sua primeira grande obra, “A Natureza e a Essência da Economia Política Teórica” (Das Wesen und der Hauptinhalt der Theoretischen Nationalokonomie) e, quatro anos mais tarde escreveu a célebre “Teoria do Desenvolvimento Econômico” (Theorie der Wirtschaftlichen).

Era criador de cavalos, foi o Ministro da Fazenda na Áustria, filósofo social e profeta do desenvolvimento capitalista, historiador das doutrinas econômicas, teórico de economia que preconizava o uso de métodos e instrumentos mais exatos de raciocínio, e professor de Economia, se permitiu afirmar que a teoria econômica é um senso comum refinado. Sua primeira obra publicada como professor de Harvard foi “Uma Análise Teórica, Histórica e Estatística do Processo Capitalista”. Em 1939 ainda destaca-se entre seus trabalhos, um tratado sobre os “Ciclos Econômicos” (Business Cycles), lei de Say “A oferta cria a sua própria demanda”, 1942 publicou “Capitalismo, Socialismo e Democracia” (Capitalism, Socialism and Democracy), obra esta última, considerada por muitos como pessimista, por concluir o triunfo do socialismo, logo, a derrocada do capitalismo. Ele concluiu isso usando um processo analítico, sem expressar sua ideologia, manteve-se isento e impessoal.

ATIVIDADE DE CORRUPTOS

Sinal de alerta
O juiz Paulo Henrique Machado, secretário-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), avalia que o eleitor deveria ter um “extremo cuidado” nos casos em que um candidato responde a processo por improbidade administrativa. “A Justiça não recebe uma ação dessa natureza sem o mínimo de evidências”, explica. Já nos casos de processo por execução fiscal, Machado destaca que é preciso avaliar caso a caso, uma vez que a natureza dessas ações é “muito variada”. O magistrado, que coordenou a campanha “Eleições Limpas – Pelo Voto Livre e Consciente”, explica que a intenção da AMB ao divulgar listas com políticos que respondem a processos na Justiça foi “facilitar o direito à informação do eleitor”. “Respeitamos o eleitor que, mesmo sabendo que o candidato responde a processo, votou nele. Mas lamentamos aquele que votou sem saber”, afirma.
Exercício de aborrecimento
Já o cientista político Leonardo Barreto, professor da Universidade de Brasília (UnB), ressalta que é necessário ter cautela antes de analisar dados relativos a processos na Justiça contra políticos. “É preciso entender a natureza do processo. Processar um candidato pode ser uma estratégia da oposição. O exercício do cargo público torna o cidadão suscetível a determinadas ações”, explica.
No entanto, Barreto considera que é necessário implantar campanhas permanentes de valorização da política para que o cidadão aprenda a fiscalizar o seu representante. “De uma maneira geral, se informar sobre política é um exercício diário de aborrecimento. A política está estigmatizada como uma atividade de corruptos”, afirma.
Fonte: Congresso em Foco

POR ENQUANTO "FICHAS SUJAS" AINDA LEVAM ELEIÇÕES

Chefes do Executivo com pendências no Judiciário
Dos 30 prefeitos eleitos no 2º turno, 22 são alvo de ação na Justiça. Apenas quatro dos 26 eleitos nas capitais não têm processo
A maioria dos prefeitos eleitos no último domingo (26) terá de conciliar as atribuições inerentes ao novo mandato com a resolução de processos na Justiça. Dos 30 que venceram o segundo turno, 22 têm pendências judiciais nos tribunais estaduais, na Justiça Federal ou no Supremo Tribunal Federal (STF). São oito prefeitos de capital e outros 14 de cidades médias. Isso equivale a 73,3% dos prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores cuja eleição foi decidida nesse fim de semana.
Ao todo, eles respondem a 115 ações. Entre elas, há pelo menos 20 processos de execução fiscal, ou seja, de cobrança de dívidas, e outros seis por improbidade administrativa. Também foram identificadas ações indenizatórias, de falso testemunho e crimes de responsabilidade, contra o meio ambiente e eleitoral.
Os dados fazem parte de cruzamento de informações entre o resultado das urnas e levantamentos feitos na reta final das eleições pelo Congresso em Foco nas páginas dos tribunais na internet. Porém, como poucas cortes informam a natureza das acusações, não é possível identificar o motivo da denúncia na maioria dos casos.
Índice elevado nas capitais
O índice de processados, no entanto, é ainda maior se forem considerados apenas os prefeitos eleitos nas capitais estaduais, no primeiro e no segundo turno: chega a 84,6%. Dos 26 eleitos, apenas quatro não são alvo de algum tipo de ação judicial nos tribunais pesquisados. São eles: o prefeito reeleito de Salvador, João Henrique (PMDB), e os novatos Márcio Lacerda (PSB), de Belo Horizonte, Roberto Góes (PDT), de Macapá, e Micarla de Sousa (PV), de Natal.
De todos os eleitos nas principais cidades do país, o mais processado é o ex-governador do Maranhão João Castelo (PSDB), que venceu a disputa no último domingo em São Luís. O tucano acumula 20 pendências judiciais. Entre elas, seis ações de execução fiscal. Procurado pela reportagem antes da eleição, Castelo não se manifestou sobre o assunto.
Dário Berger (PMDB), com 12 ações, e Duciomar Costa (PTB), com dez – reeleitos, respectivamente, em Florianópolis e Belém –, também estão entre os prefeitos com maior número de processos em tramitação.
Extraído do site Congresso em Foco

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

OS AMIGOS DE DANIEL DANTAS

Escutas apontam elo entre grupo de Dantas e políticos
Nas diversas gravações telefônicas realizadas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha foram captados diálogos dos sócios do banco Opportunity e seus intermediários com deputados, senadores, ex-congressistas e caciques de diferentes partidos, do DEM ao PT, que formam a rede de contatos do grupo de Daniel Dantas no mundo político.
De um lado, as conversas revelam uma relação de amizade de Carlos Rodenburg, homem de confiança de Daniel Dantas, com o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB), o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e integrantes da bancada ruralista no Congresso Nacional, como o deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR).
De outro, os diálogos mostram quando os ex-deputados petistas Luiz Eduardo Greenhalgh e Sigmaringa Seixas, por meio do lobista Guilherme Sodré, são acionados a mando de Dantas para defender os interesses do Opportunity.
A Folha teve acesso ao áudio dos grampos, realizados com autorização judicial pela Polícia Federal.
Nas conversas, Bornhausen, Quércia e Heráclito se referem a Rodenburg como "Carlinhos". Com freqüência, Rodenburg coloca à disposição dos políticos carro e motorista para buscá-los em aeroportos e eventos sociais.


Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 26 de outubro de 2008

PORTOUNIONENSE COMANDARÁ A MAIOR CIDADE DO ESTADO

Carlito Merss está eleito em Joinville
Candidato da coligação Joinville de Toda Sua Gente conseguiu 62,15% dos votos válidos
Com 100% dos votos apurados no segundo turno da eleição para a prefeitura de Joinville, o candidato Carlito Merss, da coligação Joinville de Toda Sua Gente (PT-PR), está eleito, com 170.995 votos ( 62,15% dos votos válidos) para a prefeitura de Joinville, contra 104.135 votos ( 37,85% dos votos válidos) do candidato Darci de Matos, da coligação Joinville Cidadã (DEM-PSDB-PSL-PSDC-PHS-PTdoB). Carlito é o primeiro candidato do PT a ser eleito em Joinville. Estava previsto que a apuração dos resultados em Joinville, realizada no Centreventos Cau Hansen, fosse às 20h, mas às 19h já havia terminado a contagem. O prefeito eleito de Joinville, o economista Carlito Merss foi candidato pela coligação Joinville de Toda Sua Gente (PT-PR). Merss é natural de Porto União, no Planalto Norte catarinense, tem 53 anos, e é formado em Economia pela Universidade da Região de Joinville (Univille). A carreira política de Merss começou em 1982, quando filiou-se ao MDB, antiga denominação do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro). Desde 1983 está no Partido dos Trabalhadores. O primeiro cargo eletivo de Merss foi o de vereador em Joinville, entre os anos de 1992 e 1994, deputado estadual entre 1995 e 1998 e deputado federal por três mandatos consecutivos (1999-2002, 2003-2006-2007-2010). É a quinta vez que Merss concorre a prefeito de Joinville (1988, 1996, 2000, 2004 e 2008). Ele foi candidato em 1988, 1996, 2000, quando perdeu, no segundo turno, para o atual governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), e em 2004, quando não conseguiu impedir a reeleição do atual prefeito Marco Tebaldi (PSDB).
Extraído so site Clic RBS

O MITO CAIU

Há pouco tempo ali atrás, todo mundo não botava a mão no fogo e nem contradizia uma afirmativa que até então era dada como verdade absoluta, pois bem, hoje dia 26 de outubro as urnas responderam de forma contrária o dito.
O governador Luiz Henrique da Silveira foi o grande derrotado na sua cidade, em Joinville o PMDB saiu dividido, o seu candidato amargou em índices baixíssimos e no segundo turno, LHS não consegiu eleger seu candidato.
Portanto a frase agora não mais será dada como verdadeira, " aqui em Joinville até pedra se elege com o apoio de LHS"...pois é

FLORIPA - BERGER VENCE AMIN, MAS INSTITUTOS ERRARAM PROGNÓSTICOS

Uma disputa acirrada marcou o encerramento da eleição em Florianópolis, 15,35% de difenreça dos votos entre Dário e Amin.
Uma vitória além do mostrado pelos diversos institutos de pesquisa, o prefeito reeleito Dário Berger comandará Florianópolis para mais quatro anos de gestão, agora contando com um leque de particos identicamente projetado pelo seu líder no estado, o governador Luiz Henrique da Silveira.
Capital, estado e governo federal todos alinhavados, pois enquanto os dois primeiros são pilotados pelo PMDB o último tem no partido o forte aliado.
GOVERNISTA, PPS DEVERÁ CRESCER MAIS EM FLORIANÓPOLIS
Com esta vitória que tem em seu guarda chuva lideranças como a do deputado Sérgio Grando, o PPS de Florianópolis só tem um rumo, o crescimento e sua efetiva participação nos espaços que eventualmente abrigarão representantes do partido, ou seja, espera-se muito mais para 2010, pois além disso a sigla agora conta com um vereador no legislativo manezinho.
Da mesma forma que o Partido no cenário estadual, não existe outra avaliação que não seja o desenvolvimento do PPS pois detém espaços cativos nos governos estadual e municipal, e certamente em dois anos finais da gestão de LHS receberá em benesses a fidelidade impregnada até aqui, até em Joinville o partido não sai com máculas pelo governador, pois participa agora da base de um prefeito do mesmo partido de Lula, e lá está também o PMDB de Luiz Henrique.

sábado, 25 de outubro de 2008

A EMOÇÃO FOI DELE


A fala de Paes foi convencional, sem brilho, sem imaginação.
A de Gabeira foi uma aula de habilidade, de celebração à inteligência e de ecumenismo político, digamos assim. Foi a única vez que a emoção encontrou espaço durante o debate.

Jornalista Ricardo Noblat

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

CANDIDATOS INSISTEM EM FAZER ELEITOR DE PALHAÇO


No próximo dia 26 de outubro milhões de eleitores irão as urnas neste segundo turno, muitos deles convictos de que os candidatos que irão votar certamente corresponderão as propostas e promessas que ao longo da campanha lançaram a população como forma de conquistarem o voto.
Muitos, certamente milhões de eleitores após o pleito e ao longo dos próximos quatro anos, poderão ter uma sensação de que participaram do processo e lá depositaram sua opção na urna, e depois como uma reprise, lembrando de que seu voto elegeu alguém que não tinha qualquer compromisso com seus eleitores, dará esta sensação da foto ao lado no dia em que confirmaram na urna eletrônica.
MAs os palhaços coloridos que se avolumam na imagem são de diferentes países da América, eles estiveram reunidos por quatro dias na Cidade do México para a XIII Convenção Internacional de Palhaços, que termina nesta quinta-feira. O evento reuniu 500 pessoas, de acordo com o jornal ABC.
É pois é, e dpeois, os eleitores que deram a votação pro vitorioso desaparecem, aí todo mundo VOTOU NO OUTRO CANDIDATO OU CANDIDATA...
devemos sempre pensar que no final das contas, os maus políticos, os corruptos, aqueles que fazem da ante sala de seus gabinetes um balcão de negócios, sempre no final, pelo menos neste país que insiste em aparentar não ser sério, estarão rindo, dando gargalhadas de todos nós, que às vezes vestem estas roupas, que nesta situação não são nada engraçadas...

O PRÊMIO AOS CORRUPTOS NO BRASIL

Renan continua mandando uma barbaridade
Enquanto estamos todos preocupados com os novos prefeitos a serem eleitos no próximo domingo, duas notícias me chamaram a atenção. Ambas sobre o mesmo personagem.
Ele mesmo, o senador Renan Calheiros.
Não satisfeito em invadir a privacidade das pessoas de bem com suas peripécias sexuais, extraconjugais, financeiras, pecuárias e radiofônicas.
Não satisfeito em arrastar o Senado Federal na lama durante todo o ano passado, não satisfeito em chantagear senadores, intimidar colegas, usar funcionários do Senado como se fossem peões de suas fazendas.
Hoje, Ilimar Franco, da coluna “Panorama Político”, publicada no GLOBO, relata que o senador Renan Calheiros já informou aos líderes do PMDB que não aceita a candidatura de Tião Viana (PT) para a presidência do Senado. E mais: mandou recado para o PT apresentar outro nome.
Como dizem os jovens, sua Excelência “está podendo”, né não?
A segunda notícia, de autoria de Rosa Costa, do Estadão, nos revela que o senador Renan Calheiros recontratou, para ocupar um cargo estratégico no seu gabinete no Senado, o cidadão Carlos Ricardo Santa Ritta, apontado como um dos vários “laranjas” de Renan, neste caso, na compra de uma rede de emissoras de rádio em Alagoas. Lembram-se?
Pois é. O novo (velho) funcionário foi (re)contratado por um “modesto” salário de R$ 9.700 reais.
Crise? Que crise?
Depois de ser absolvido no plenário do Senado (por voto secreto, não podemos esquecer), Renan Calheiros licenciou-se da presidência da Casa e renunciou definitivamente em dezembro do ano passado.
Mas continua muito atuante, atuantíssimo.
E continua senhor de segredos cabeludíssimos a respeito de seus colegas senadores.
Caso contrário, não estaria tão desenvolto assim.
A próxima jogada de Renan é substituir o senador Valdir Raupp como líder do PMDB no Senado.
Para isso, conta com o apoio decidido do presidente Lula, que está convencido de que Renan foi acusado injustamente e merece ser líder do PMDB.
Quanto a isso, o presidente tem razão: Renan e a maioria do PMDB do Senado realmente se merecem.
Nós é que não merecemos.
Extraído do Blog da Lúcia Hipóllito

GABEIRA PERMANECE NA ZONA OESTE EM CAMPANHA


Gabeira recebe ainda apoio de lideranças evangélicas
Candidato do PV disse querer formar frente ‘sem diferenças religiosas’.Ele fez campanha na região acompanhado da vereadora eleita Lucinha.


O candidato à Prefeitura do Rio pelo PV, Fernando Gabeira, recebeu, nesta quarta-feira (22), o apoio de lideranças evangélicas, em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. O candidato, que passou a noite na casa de um militante do PSDB em Bangu, bairro da região, estava acompanhado da vereadora eleita Lucinha (PSDB). Gabeira, em seu discurso, disse que pretende formar uma frente "sem diferenças religiosas". "Precisamos nos unir para salvar a cidade. E o inimigo é o processo de degradação", afirmou. O candidato disse que possui pontos que o aproxima muitos dos preceitos evangélicos. "Lutamos contra o preconceito. Sou um lutador pela liberdade de religião, a solidariedade a todos que sofrem perseguição religiosa, a compaixão de ajudar os mais pobres e o desapego às coisas materiais."


Gabeira, que convidou a todos para que rezassem "pela transformação política no Brasil", recebeu uma oração feita pelo líder de uma igreja evangélica em Londres, na Inglaterra, Martin Scott, que precisou de um tradutor.

"É muito difícil fazer comparações, mas ele (Gabeira) nos faz lembrar Moisés que, depois de uma temporada no exílio, voltou para seu povo", disse o reverendo que está visitando comunidades carentes no Brasil. Gabeira disse ainda que não pode prometer milagres, mas se comprometeu, se eleito, fazer um governo de transparência e sem ocupação da máquina pública por políticos. "Isso é a semente da incompetência e corrupção."


Depois do evento em Campo Grande, Gabeira saiu em carreata por várias comunidades da Zona Oeste, região que apresenta o maior número de indecisos, segundo as pesquisas, e que também tem sido alvo do candidato Eduardo Paes (PMDB).




Extraído do Portal G1


VITÓRIA POPULAR

Decisão judicial importante
Os médicos de Santa Catarina agora têm a obrigação de preencher suas receitas, quando se trata de paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da indicação do princípio ativo do medicamento e não através do seu nome comercial, entendeu o Tribunal de Justiça (TJ-SC) em análise de apelação cível julgada quinta-feira. No processo o paciente, de condição humilde, comprovou que a diferença de preços entre o remédio vendido com nome comercial e seu similar exigido pelo medido, ultrapassa 100%. Realmente, indicar, para compra pelo SUS, remédio com o nome comercial, sem apontar a Denominação Comum Brasileira (DCB), não só atenta contra a Lei dos Genéricos, mas também contra a própria administração da saúde, tão combalida pela falta de recursos que, de tão escassos, precisam ser geridos com disciplina e redobrada atenção. Sem contar a insensibilidade de alguns médicos, cegos diante da realidade social e financeira de seus pacientes.


Extraído do Blog do Sartori

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

JPS-SC TOMA POSIÇÃO

Evidentemente a eleição na capital do estado é acompanhada com atenção pelos dirigentes da JPS que já definiram o encaminhamento que o orgão de cooperação terá até o final da campanha neste segundo turno.
Como a JPS-SC não tevemos nem uma discussão oficial, os membros da Direção Executiva poderão apoiar qualquer uma das candidaturas apresentadas em Florianópolis.
Com referência ao atropelo e adesivismo do atual comando do PPS da capital e que tem interferência do Centro Administrativo, passando por cima a sua autonomia quanto a agremiação partidária e de suas instâncias democráticas, apoiamos o posicionamento do candidato a vereador Gabriel Mourão Kazapi e que também faz parte da Direção Estadual da JPS-SC.

Entretanto, cabe a este orgão de cooperação partidária lançar aos companheiros algumas questões muito mais profundas sobre o papel de responsabilidade das agremiações partidárias sobretudo com referência as campanhas que estão sendo promovidas, particularmente sobre a importância e a lisura de se eleger candidatos que não fazem parte de "listas sujas" ou que tem companhias de pessoas notoriamente envolvidas em ações de corrupção, abuso de poder econômico, dentre outras.

Portanto, a Juventude Popular Socialista defenderá nos orgãos partidários e oficialmente o VOTO CONSCIENTE E LIMPO! Onde os candidatos trabalhem para demonstrar que estão inseridos nesta nova realidade que tanto a sociedade, a população de Santa Catarina e do Brasil estão clamando.

Para que o partido seja decente é necessário que este mesmo raciocínio seja feito pelas instâncias partidárias e suas lideranças quanto aos acordos e apoiamentos político partidários, os valores que consolidam este grande partido está acima de qualquer acordo marginal ou que foi carecido de democracia, isso devemos refutar e batalhar para que não se prosperem mais.
Direção da JPS de Santa Catarina

PONTOS OBSCUROS

Gabriel Kazapi foi candidato a vereador pelo PPS na capital e junto a outras lideranças construíram em ritmo democrático e respeitador das instãncias a aliança com o então candidato Cézar Souza Júnior, do Dem, aliás, o respaldo do jovem advogado contribuiu para que o partido tivesse alguma representação de juventude, na figura de seu grupo que é inserido em um projeto coletivo e para o município.
A entidade Floripa Sempre Jovem impulsionou propostas que atendam as mazelas da cidade, em caráter pontual (políticas públicas para a juventude) e geral, como a corrupção, a ausência de maiores ações para minimizar as desigualdades, o meio ambiente, dentre outras.
Atualmente, Gabriel Kazapi entrou em rota de colisão com o atual presidente do PPS de Florianópolis, onde o mesmo está sendo contestado por sua truculenta forma de encaminhar o apoio ao candidato Dário Berger.
A contestação, promete o jovem líder, não vai terminar no dia 26 próximo com a proclamação do resultado, mesmo que o atual prefeito seja reeleito. Muitos pontos obscuros marcaram o adesivismo automático com o PMDB de Florianópolis.

DISSIDENTES II

Continuamos nos reunindo para "pensar" a cidade, discutir a cidade, ter em mente a nossa responsabilidade no controle social dos meios em que vivemos em fim fazer algo! Assim, nesta quinta feira receberemos o candidato a Prefeito Esperidião Amin e seu Vice Renato Marques, para um bate papo (informal e descontraído) sobre a cidade e suas mazelas.
Nesta oportunidade iremos entregar aos candidatos a Carta Política elaborada pelo Movimento Floripa Sempre Jovem. Penso ser de suma importância a presença de todos, mostrar quem somos, porque queremos pensar a cidade e ações queremos praticar em prol do meio que vivemos. Então não se esqueça nesta quinta, em nosso tradicional almoço no MPM, o Amin estará presente para ouvir e falar conosco. Sua presença é importante, convide pessoas que se importem com a nossa Floripa.
Floripa Sempre Jovem

DISSIDENTES I

Amanhã em tradicional encontro no Mercado Público Municipal - MPM - Restaurante do Goiano (12h)., a juventude que compõem a organização não governamental Floripa Sempre Jovem receberá em almoço os candidatos da Coligação Amo Florianópolis, Esperidião Amin e Renato Marques, prefeito e vice respectivamente.
A equipe que coordena a entidade acredita que é de suma importância o encontro e que entregarão as impressões sempre discutidas e tratadas sobre a cidade, bem como as propostas de transformação social diretamente às mãos de um candidato à prefeito.

"Por óbvio, queremos que o candidato em questão se comprometa em encaminhar nossas idéias caso seja eleito, para tanto é inexorável a presença maciça do grupo. Contamos com a presença de todos, pois o Movimento Floripa Sempre Jovem tem de continuar!" assina Gabriel Kazapi presidente da OnG Floripa Sempre Jovem.

O NOVO SUBVERSIVO

Dia sim, dia não, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro apreende em comitês do candidato Eduardo Paes (PMDB) material apócrifo produzido contra o candidato Fernando Gabeira (PV).
São faixas e panfletos que estimulam os baixos instintos das pessoas. Servem para incutir nelas o preconceito contra Gabeira, acusado de ser ateu, usuário de drogas, homossexual e candidato dos ricos.
Como se comporta Paes nessas ocasiões? Jura de pés juntos que nada tem a ver com faixas e panfletos. E também se diz vítima de panfletos.
Até agora, a Justiça Eleitoral não apreendeu um único panfleto contra Paes - muito menos em comitês de campanha de Gabeira. E sabe por que?
Porque a campanha de Gabeira não tem comitês. Nem dinheiro para confeccionar material de propaganda. Nem cabos eleitorais contratados para distribui-lo. De resto, o candidato deplora o jogo sujo.
É isso o que ele tem dito. E não se tem notícia por enquanto que proceda de maneira diferente.
Jornalistas da Folha de S. Paulo flagraram, ontem, partidários de Paes na Zona Oeste apedrejando carros da pequena carreata promovida por Gabeira. Não, não foi um ato de vandalismo espontâneo. Foi estimulado por um dos chefes da campanha de Paes na Zona Oeste.
O que ninguém sabe e eu conto agora: as duas filhas de Gabeira, ambas na faixa dos 20 anos, começaram a ser seguidas por gente estranha. Foram então aconselhadas por oficiais do BOPE a ficar em casa até o fim da eleição. Oficiais do BOPE se ofereceram para cuidar da segurança delas.
Paes parece levar ao pé da letra uma antiga lição de Agamenon Magalhães, ex-interventor e ex-governador de Pernambuco na metade do século passado: "Feio é perder". Paes está empenhado em ganhar a qualquer preço.
No país onde torcedor cobra a vitória do seu time nem que seja com gol impedido feito de mão depois dos 45 minutos do segundo tempo, a vitória justifica os meios e apaga qualquer traço de ilegitimidade.
Gabeira tentou subverter a ordem no passado quando lutou contra a ditadura, sequestrou embaixador, foi obrigado a se exilar e reapareceu de tanga de croche.
O subversivo no presente é Paes, que ignora a lei, sequestra o bom senso, posa de vítima e desfila por aí com cara de bom moço.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O DIA EM QUE LHS FOI PEITADO

Luiz Henrique encontrou alguém dentro do PMDB sem medo de lhe dizer não.
Adivinha quem é...
Pesquisa
O Jornal A Notícia divulgou no domingo mais uma pesquisa Mapamostrando que a corrida eleitoral em Joinville continua, dentro damargem de erro, exatamente como estava há uma semana atrás: Carlitodisparado na frente com 69 pontos percentuais e Darci estagnado namarca dos 31% (votos validos).
Confirma
Dentro da margem, esta nova pesquisa Mapa confirma também a pesquisaUnivali, divulgada nesta Gazeta na última quinta-feira, onde Carlitoaparece com 74 pontos percentuais contra 26 pontos de Darci.
Rejeição
Mas o que esta nova pesquisa Mapa traz de diferente em relação àquelada semana passada? O dado de maior variação aparece na colunarejeição. Ao longo da campanha, Darci aparecia com índice em torno de12%; na semana passada foi para 35,3% e nesta disparou para 46,8%.Praticamente metade do eleitorado passou a rejeitar o candidato do DEM.
Baixaria
Pergunta-se agora o que aconteceu nesta semana que passou para fazeraumentar a rejeição de Darci. Não há outra resposta senão a propagandaeleitoral. A campanha raivosa, além de não conseguir somar pontospositivos, fez crescer a rejeição do democrata para índicessurpreendentes, que podem inclusive lhe comprometer futuras campanhas.
Respeito
Em todas as suas campanhas, duas para vereador, uma como suplente aoSenado junto com Hugo Biehl (PP), uma para Assembléia Legislativa e noprimeiro turno desta, Darci se apresentou como bom moço, simpático,diplomático, impassível frente às provocações. Sempre ganhou com isso; quando não eleições, respeito.
Iluminados endinheirados
Agora, iluminados da propaganda quiseram criar um Darci diferente: oDarci raivinha, da canelada, do carrinho por trás. Estes mesmos magosda propaganda, endinheirados que se julgam responsáveis pela eleiçãode LHS (quando na verdade o mérito cabe exclusivamente ao próprio esua capacidade de criar alianças) são na verdade os responsáveis pelosinfortúnios do governador, criadores de suas propagandas fora doperíodo eleitoral e que podem lhe custar o mandato.
Chuva
Em Joinville, mais uma semana de muita chuva e pouca campanha na rua.Caminhadas carreatas, panfletagens e bandeiraços ficam impossíveis comtempo ruim. Falta gente para trabalhar e falta público para ver. Paraquem está atrás, precisando tirar o atraso, parece que tudo conspiracontra.
Placa
O governador Luiz Henrique parece que ainda não entrou de cabeça nacampanha de Darci. Ao contrário de todas as outras campanhas, destavez ele ainda não colocou placa de seu candidato na frente de casa.
Cutucou a onça
A reunião na casa do governador para tentar enquadrar o PMDB nãoacabou bem. Gritos e acusações durante a conversa. LHS queria que apresidenta Tânia Eberhardt voltasse atrás na decisão de liberar oPMDB. Por sua vez, Tânia já havia ponderado que, com o partidodividido, não havia como decidir para um ou outro lado sem rachar devez.
Cutucou a onça 2
Tânia Eberhardt foi vista saindo chorando da casa do governador. Nooutro dia, LHS fala que quem é "verdadeiramente" PMDB vota em Darci.Tânia e Osmari foram para televisão e empenharam voto em Carlito Areunião foi um marco. Até então, ninguém havia peitado LHS.

GUERRA AO NEPOTISMO

PGR entra com reclamação no STF contra nepotismo no Senado
Quatro itens da medida do Senado estão em desacordo com a súmula.Procurador pede que STF reconheça que ato do Senado é uma ‘afronta’.
O procurador-geral da República (PGR), Antonio Fernando de Souza, entrou nesta terça-feira (21) com reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o descumprimento da súmula vinculante do nepotismo por parte do Senado. O procurador encontrou quatro itens da resolução aprovada pela Mesa Diretora do Senado em desacordo com a súmula aprovada pelo Supremo, que proíbe o nepotismo nos três poderes da República.
O ato da Mesa Diretora da Casa abre brecha para a manutenção dos empregos de parentes de senadores. Na semana passada, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), anunciou a decisão da Mesa Diretora, que estabeleceu, entre outras medidas, que familiares nomeados antes da posse dos parlamentares poderão permanecer no cargo. Na ocasião, Antonio Fernando de Souza solicitou ao presidente do Senado a cópia da deliberação para checar se a interpretação do Senado contraria o texto da súmula.
Após analisar a medida tomada pelo Senado, o procurador-geral da República constatou que os itens dois, três, quatro e cinco do ato da Mesa Diretora fixam entendimentos que contrariam o texto da súmula vinculante 13. O item dois estabelece que vedação para a nomeação de parentes por afinidade, na linha coleteral, limita-se aos irmãos do cônjuge. Já o terceiro fixa que a medida “não alcança os servidores ocupantes de cargos efetivos do Senado Federal, vedada, em qualquer caso, a nomeação ou a designação para cargo ou função de confiança de parentes até o 2º grau”.
O quarto item do texto, por sua vez, destaca o princípio da anterioridade, que define que a proibição de nepotismo na Casa não abrange o cônjuge, companheiro ou parente nomeado em data anterior ao ingresso do senador no cargo. E, por fim, o item cinco diz que o parentesco com senador ou servidor em cargo de direção já falecidos ou aposentados não geraria a incompatibilidade com a súmula.Na segunda-feira (20), Garibaldi Alves afirmou que o Senado iria rever a decisão sobre nepotismo caso a procuradoria apontasse irregularidades. “Se ele (Antonio Fernando) disser que vai propor uma reclamação, vou propor que não faça, porque nós vamos rever a decisão diante do que ele constatar. Quero evitar que se crie um conflito entre os poderes”, disse Garibaldi Alves. Antonio Fernando, no entanto, ignorou os argumentos do presidente do Senado, ao protocolar a ação no STF.

Na reclamação, o procurador pede ao STF que reconheça que o ato da Mesa Diretora do Senado representa um “afronta” à súmula vinculante, editada em agosto pelo próprio Supremo. O procurador pede também que seja suspensa a eficácia dos itens questionados até o julgamento definitivo da ação. A ação será analisada pelo ministro do STF Cezar Peluso.
Extraído do Portal G1

A ONDA DA CRISE


Atuação do BC para combater alta do dólar já somou US$ 22,9 bilhões
Informação foi divulgada nesta terça pelo presidente do BC.Atuação inclui vendas diretas, empréstimos e operações de 'swap'.


O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (foto), revelou nesta terça-feira (21), que a atuação da autoridade monetária para tentar irrigar o mercado de câmbio e, com isso, impedir a escalada do dólar, já somou US$ 22,9 bilhões desde o agravamento da crise externa - com a quebra do banco norte-americano Lehman Brothers em meados de setembro.

Uma versão anterior desta matéria indicava que o valor das atuações do BC era de US$ 22,8 bilhões. A informação correta é de que montante utilizado até agora foi de US$ 22,9 bilhões.


Segundo Meirelles, o BC tem atuado com quatro instrumentos para tentar conter a alta do dólar -que pode impulsionar a inflação no país e prejudicar empresas brasileiras com dívidas em moeda estrangeira. São eles: vendas diretas das reservas no mercado à vista; leilões de linha (empréstimos com compromisso de recompra, sem destinação específica); vendas de contratos de "swap cambial", ou não rolagem de "swaps reversos"; além dos empréstimos para o financiamento às exportações.

De acordo com o presidente do BC, a autoridade monetária vendeu, por meio das vendas diretas ao mercado, US$ 3,2 bilhões das reservas internacionais. Além disso, ofertou US$ 3,7 bilhões em empréstimos ao mercado (sem destinação específica); além do empréstimo de outros US$ 1,62 bilhão para o comércio exterior e da emissão de US$ 12,9 bilhões em contratos de "swap cambial". Meirelles também citou a não rolagem de US$ 1,5 bilhão em contratos de "swap reverso". A soma total dos instrumentos soma US$ 22,9 bilhões.

"São valores ainda inferiores ao que está sendo feito pelos países diretamente afetados pela crise. Mesmo países como o México já tiveram valores um pouco superiores a isso. Os bancos europeus [colocaram] de US$ 150 a 160 bilhões de dólares", disse Meirelles aos parlamentares.

Crise severa

Na avaliação do presidente do Banco Central, a atual crise financeira é "severa e séria". Ele lembrou que a origem da crise reside no mercado imobiliário norte-americano, com regras que permitiram um alto nível de endividamento pelos cidadãos daquele país.

"Isso gerou consequências para a atividade econômica como um todo. Afeta o emprego e todos os fornecedores. Em consequência, os bancos passam a perder capital. Perdem, de um lado, capacidade de expansão e, outro lado, de tomar medidas prudentes a medida em que começam a prever problemas de liquidez futuros", disse ele a deputados.

Meirelles notou que a crise vai gerar um crescimento menor da economia mundial em 2009. Nos Estados Unidos, informou ele, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou a perspectiva de crescimento para 0,1%. Na Europa, para 0,2% e, no Japão, para 0,5%. No mundo como um todo, a projeção recuou para 1,3%.


Extraído do Portal G1