quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SC: SETOR PRODUTIVO PERDEU 858 MILHÕES

Chuva levou R$ 858 mi
Empresas catarinenses perdem com queda nas vendas e infra-estrutura destruída
As empresas catarinenses perderam R$ 858,6 milhões com as enchentes e os deslizamentos a partir de 22 de novembro, segundo levantamento divulgado ontem pela Secretaria da Fazenda.
O valor corresponde a 68% do faturamento de dezembro. Os dados fazem parte das ações do Grupo de Reação à Situação de Emergência ao Estado de Calamidade Pública.“O levantamento preciso é fundamental para que o governo catarinense tenha real noção dos prejuízos e possa argumentar com dados na busca de recursos”, diz o secretário da Fazenda, Sérgio Rodrigues Alves.
A maior parte dos prejuízos - R$ 741,9 milhões – corresponde à perda de faturamento estimado para o período que vai de novembro a março. As chuvas acentuaram os problemas causados pela mais grave crise financeira mundial desde 1929.Um dos segmentos mais atingidos é o têxtil, que, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), vinha em uma fase de recuperação dos negócios. Até outubro, as vendas reais (descontadas da inflação) tinham aumentado 11,12% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As enchentes e os deslizamentos também estragaram os estoques e danificaram a infra-estrutura das empresas, como as linhas de produção. Elas estimaram para a Secretaria da Fazenda que essas perdas chegam a R$ 116,7 milhões.
O órgão questionou as principais entidades empresariais catarinenses quais seriam as principais medidas que poderiam ser tomadas para aliviar a situação dos empreendimentos atingidos.Entre os pedidos, estão a criação de linhas de financiamento para capital de giro, e alíquotas menores para o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e recuperação urgente dos berços de atração do porto de Itajaí (veja outros pedidos abaixo).“Com essas informações, será possível elaborar o plano de ação e assessorar o governo catarinense na definição das prioridades relativas à reconstrução. Todos os números e pedidos serão criteriosamente analisados pelo governo catarinense”, explica o secretário da Fazenda, Sérgio Alves.
Fonte: Diário Catarinense

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