quinta-feira, 27 de novembro de 2008

DEPOIS DAS CHUVAS, PREOCUPAÇÃO AGORA É COM VANDALISMO E SAQUES

SC: governo dobra nº de PMs para evitar saques

A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina destacou 800 policiais para reforçar o efetivo nas cidades mais afetadas pela enchente dos últimos dias e evitar a ocorrência de novos saques a mercearias e supermercados. Somente o município de Itajaí, onde uma rede de varejo foi invadida ontem, recebeu cerca de 240 novos militares.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Ronaldo Benedet, anunciou que foram destacados 500 policiais militares e outros 300 civis para reforçar a segurança de cidadãos e também estabelecimentos comerciais nos municípios onde a situação é mais crítica. Ele se irritou com a confirmação de que um grande supermercado foi saqueado em Itajaí, no início da noite, e prometeu "rigor" caso novos casos sejam flagrados.
O tenente coronel Carlos Alberto Mafra, comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar em Itajaí, afirmou no final da noite desta terça-feira que apenas um grande saque foi registrado no município. "Os outros casos foram de pessoas que usaram barcos e levaram comida e garrafas de água de pequenas mercearias e estabelecimentos", disse. "Mas houve o caso de uma rede de supermercado que foi saqueada e por isso reforçamos o policiamento em pontos estratégicos a partir desta madrugada."
O comandante disse que a PM de Itajaí recebeu o reforço de 240 soldados para que a área seja fiscalizada. "Eles irão somar ao nosso efetivo de 250 homens e se revezar na segurança das pessoas e estabelecimentos em Itajaí", completou. "Não vamos permitir saques de nenhum tipo."
Além dos supermercados, a preocupação da polícia é com a segurança dos depósitos e contêineres espalhados próximo à área portuária, uma das mais danificadas pelas chuvas. "Ainda estamos com cerca de 30% a 40% de nossa área urbana inundada e a vigilância permanecerá até que as pessoas possam retornar".

Policiais ainda investigam o "superfaturamento" na venda de pães nas localidades mais afetadas. Em Blumenau, por exemplo, moradores chegaram a denunciar em emissoras de rádio locais que o quilo do pão estaria sendo vendido a R$ 8.
Extraído do Portal Terra

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