quarta-feira, 29 de outubro de 2008

INTROSPECÇÃO

Companheiras e Companheiros do PPS
Estamos num momento histórico em que as “velhas e superadas” novas teses socialistas tem um campo fértil para o seu revigoramento.
O mundo capitalista esta em crise, as predições dos defensores da democracia proletária estão se cumprindo e como num cair de cartas as surradas defesas da ideologia liberal foram ao fundo do abismo.
Os defensores da liberdade de mercado e do estado mínimo vieram a público requerer a intervenção do estado na economia para tentar salvar o pouco que resta e bilhões de dólares foram tirados do povo para salvar bancos em todo o mundo.
O discurso mais vigoroso deste assalto aos cofres do povo caminhou na defesa do emprego, do salário e da renda, quando nós sabemos que eles estão nada preocupados com o populacho, com os descamisados, com os famintos.
De uma só vez o império expropria do mundo, sem armas e sem guerra toda a riqueza historicamente produzida nos últimos oitenta anos, a cada semana ficamos vinte e até trinta porcento mais pobres.
Ignaros não percebemos; e nos debatemos analisando o resultado das eleições, como se vencedor houvesse; na verdade, pobre povo que se ilude com a democracia das urnas.
Fizemos opção pelas urnas como forma de chegar ao poder, mas esquecemos que já não há justificativas para o assalto a bancos ou aos cofres dos poderosos, como forma de fazer caixa para enfrentar os concorrentes que são abastecidos durante todo o período eleitoral com volumosos recursos de toda ordem em especial o financeiro, comprando e aliciando votantes.
Perdemos para a fartura de dinheiro que abastece as campanhas dos nossos adversários e alguns entre nós,aqueles que dispunham de recursos gastaram-no mal e não conseguiram o seu intento. Diga-se: “ainda bem”.
Nosso debate nestes dias nebulosos que antecedem dias tenebrosos devem prioritariamente serem encaminhados para as defesas das teses históricas da defesa de uma sociedade justa e fraterna (sem exploradores), livre e democrática onde cada um tenha suprida as suas necessidades (básicas) primárias e só após seja distribuída a riqueza produzida; segundo a capacidade produtiva de cada um.
Como um partido popular e socialista temos a obrigação primaria de sermos instrumento de conscientização popular, para que o povo autonomamente crie as condições para a sua libertação.

Voltando ao tempo, me proponho lembrar de fatos que marcaram a nossa historia, reavivando na mente de cada um que temos um passado de luta, um presente confuso, mas e acima de tudo a capacidade de análise e de autocrítica para retomarmos ao campo de luta democrática.

O meu abraço.

Profº Ademir Klein –
Presidente do PPS de Criciúma

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